segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012 - MAIS UM ANO A PRETO E BRANCO

Entrar pelo esquema mulifacetado da Vida, leva-nos, a um mundo maravilhoso, misterioso e esótérico, que é o terrível mundo do desvario e do pensamento, um mundo em que questionar ou interrogar-se, sobre verdades, mitos, realidades ou mistérios (que os há), ou erros estrondosos que marcaram épocas e que galgaram milénios e que hoje continuam inexplicávelmente ativos, talvez aguardando pacientemente que a mente humana se desenvolva ou se extinga para sempre, numa viagem redonda, sem princípio e sem se pensar alguma vez ter fim. Mas atendendo, não às profecias, que são muitas, mas aos indícios que marcam a própria entrada deste milénio, a segunda hipótese, é de entre algumas, uma a ter em conta. Isto quer dizer, que o homem caminha sem saber muito bem de onde veio e para onde vai. E mais. O que veio cá fazer? Para além da procriação-, a continuidade dessa maravilha que é a Vida-, ele adorna o seu tempo e percorre o seu espaço, com futilidades várias, que o ajumentam aos olhos de um "hipotético" Criador. Isto porque, não admira o que lhe vai em volta; não agradece o que lhe foi oferecido; não protege o que o rodeia. Vive de futilidades. Não se interroga. Despreza ou não lhe interessa o amanhã e o futuro. Vive de dimensões a preto e branco...

sábado, 22 de dezembro de 2012

O FIM E O PRINCIPIO....

Disseram-nos que, segundo as profecias, ontem o mundo acabava, este mundo tal como o conhecemos. Mas afinal o que aconteceu, é que ainda estamos vivos, e o mais engraçado, a chegar ao Natal. Mas as tais profecias também dizem, que acabar o mundo, pode até não ser apenas a possibilidade de os polos se achatarem, surgirem colapsos siderais, cometas desavindos das suas órbitas, círcuitos magnéticos extemporâneos, destruição total da civilização humana. E aí está. A destruição pode ser até outra. Mais subtil? Não. Nada disso. Mais estupidificada e grosseira. Guerra de números, por exemplo, de bens e serviços, de pistolaça a quanto obrigas, nas escolas e nas ruas, de uns comendo tudo e de outros comendo nada, de mentir e enganar a cada instante que passa os mais incrédulos ou deshgraçados, para usufruir de uma fantasmagoria que o homem inventou e dela abusa - o dinheiro. E fico pensando. Numa altura em que parece nada resultar. Em que a política e a economia vivem momentos de descrédito, o Fim do Mundo e o Natal, não serão apenas coincidência ou um aviso à própria humanidade? O Fim do mundo pressupõe a morte, o fim da Vida. O Natal, o nascimento-, o princípio, a esperança, a continuidade dessa Vida. Aguardemos então a nova profecia, esperançados de que esta, ao menos tenha servido de alguma coisa...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Por mim estou farto. Basta!

Tal como pensar na doença, pensar na crise, tal como ela hoje se apresenta, é pior e mais nefasto do que ela própria e os seus nefastos e execrandos efeitos. A ganância de alguns, levou a este estado de coisas. É a falência da economia e da política. Pelo que se vê, nem os economistas, nem os politicos, conseguem encontrar solução. É um vê-se-te avias. E o que vemos, é cada vez mais um exercitar da usura, uma usura a servir de escudo ou a legitimar as mais vergonhosas escandaleiras, acobertadas por nomes vagamente técnicos, usados num diálogo confuso e num discurso estéril, que não conduz, nem leva a nada, nem a lado algum...Nós povo, é que temos de a encontrar São os juros, os PIB, as agências de notação e rating, as reformas estruturais, em que sobressai as privatizações, sempre prontas a favorecer alguém... Esta gente mais nova, nada e criada na política, engendrou e pensou numa sociedade nova, diferente, de negócios e negciatas. O próprio Estado não lhe escapa. Não é preciso Estado. O que é preciso, é fazer dinheiro de qualquer maneira e a qualquer preço, é preciso lucro. O conceito de Estado desapareceu. Agora o que está a dar, é a empresa, quanto maior, melhor. Onde diabo foram buscar isso? Inventaram? Porquê e para quê? Alguém que mais saiba, me esclereça. Por mim estou farto. Basta! Custa-me dizer: mas o tal Salazar, salazarento, (de quem eu era muito amigo), tinha certa razão, em algumas coisas. Assim vamos ter a democracia, mas apenas para alguns...Os que governam, e os que se governam... É preciso dizer: basta!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A Nossa "Jóia da Coroa"

Já, e por diversas vezes, desafiando embora a monotonia de me repetir, quer em colóquios, escritos, apresentação de livros, etc., etc., disse que os faialenses, não apenas os que "por obra e graça do Espírito Santo" nasceram nesta pequena e bela ilha do Faial, tinham (e têm) razões para se orgulhar de muita "coisa" que têm ou que vão acontecendo um pouco por toda a parte: eventos culturais, realizações sociais, obra e criação, (na música, pintura, literatura, teatro), instituições de cariz social, ensino, etc., etc., que funcionam tão regularmente e bem ou até melhor, de tudo o que conheço e há de bom, (e não há muito) neste Portugal afonsino, de brandos e suaves costumes e à beira mar plantado. E digo isto, sem puxar pelo bairrismo ôco e serôdio, que graças a Deus vicejava já no tempo da "outra senhora", um bairrismo que estraga a união destas ilhas, tão carentes de compreensão e de solidariedade, que remonta ao seu próprio achamento. Ora, e nesse tal pacote de coisas boas, e porque não à frente de todas elas, está o Nosso Hospital da Horta. Falta-lhe, até incompreensivelmente algumas especialidades, ou artefactos técnológicos, de forma até inexplicável, (É bom perguntar isto aos políticos), mas a realidade, quer pela atitude modelar dos seus componentes, (médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, administrativo, e todo o que compõe o seu staff mais visível ou não), merece ser exaltado, e sobretudo visto com algum carinho e até orgulho. É a nossa "jóia da coroa".Quem por lá passa, que o diga... Mais palavras? Para quê? Vamos gostar mais do que temos. E Mais: VALORIZÁ-LAS. Os outros, como fazem? Afinal, apenas sabemos dizer mal...De tudo, até doque é bom...E nosso. Daí a perda da auto-estima...E o pior: SEM QUALQUER RAZÃO!