segunda-feira, 23 de maio de 2016

A grande "maestrina" da actualidade, chama-se hipocrisia.
Ser-se hipócrita, é possuir-se  "meio caminho andado"  para  o sucesso, para o bem-estar,  para a popularidade, para o "dolce-far-niente".
O século XXI cultiva a hipocrisia com o maior cuidado  e o mais despudorado carinho;  em cada esquina, em cada rua, em cada instituição. Sobe à comunicação social ; desce ao desporto. Viaja  de avião,  autocarro,   sedan escarlate; de  muletas. Até se "introduziu"  naquilo a que chamam justiça-, " a feita de homens para homens e outros viventes, mais descalços e doridos.
Come e regorgita "verdades" a toda a hora,  tempo e velocidade.  E quando não as tem, repete-as, e passam a ser.
A rectidão,  a honestidade, e outras "obscenidades" que nos ensinaram quando "pechinchinhos", são mera diversão para os mais incautos, quiçá mais tolos.
Trilhamos impavidamente o século da loucura.
Aquilo a que chamávamos  consciência,  honestidade, integridade, desapareceu. Em seu lugar, nasceu um "bateman", vazio de alma e coração, que só pensa em dinheiro, seja a que preço for.
Até onde  essa feroz, aná
rquica,  inconsciente e inconsequente corrida?