quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Protagonista da interrogação

Velha e boa amiga, personalidade que muito admiro, alma de artista criativa e inteligente, em conversa amena e ocasional,  e em gracejo de momento,  terme-á "cognominado" de "incansável protagonista da interrogação".
Virando os olhos para dentro, tentei alcançar,  para  além  da "profundidade" daquele "ingénuo pirôpo", da sua intenção e da sua  veracidade. Olhei um percurso já longo, que é a minha vida, e sem querer, constatei a realidade; que nunca ninguém defenuiu de forma tão sincopada,  clara e simples, o meu percurso, de vida, quer nas letras, quer nela própria: E o "quem sou eu", voltou à carga e à origem desse pensamento: afinal um "protagonista"  ou talvez um "agente" da interrogação, alguém que tenta entender o que o rodeia e que questiona o que sente ou entende  não estar de acordo com a sua própria indiosincrasia, com os seus princípios, com a sua filosofia de estar na vida e no espaço que o rodeia.
A verdade é que questionar tem sido essa filosofia, a que sempre me "atormentou". Questionar tudo e todos. E sobretudo, questionar-me.
E o porquê desse questionar?
Resumo em duas ou três  palavras:
Primeiro: porque a dimensão de tudo "Isto"  que nos rodeia, é imensa. Basta entender, que há corpos "errantes", astros,  por este espaço fóra, em que a sua luz , ainda não chegou  ao planeta Terra e a luz percorre cerca de 350 mil quilómetros por segundo.
Depois, porque o ser humano, locatário "recente" do sistema, e  que se aboletou num desses milhões de sóis que giram por esse espaço imenso, extremamente sincronizado e ordernado,  desenvolveu
fórmulas sofisticadas de sobreivência, misturando-as com auto-destruição, ganância, "predadorismo" e desrespeito, por quem o criou e pela sua Obra - a Natureza-,  deixando fruir e até entender, que a irracionalidade, passou a fazer parte da sua missão e do seu mundo.
Isto e muito, muito mais, tem-me levado a interrogar permanentemente,  não excluindo a própria morte, o fim de um ciclo maravilhoso, mas frustante, até por vezes incompreensivel, o que nos leva mais directamente a perceber, que somos muito pequenos, seres ínfimos, perante a magia que nos rodeia, grandiosa, mas contendo, ela própria, algumas lacunas.
Daí a interrogação permanente, com muitas respostas e sem algumas confirmações.






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