sábado, 11 de fevereiro de 2017

Novidades? Sim. A CGD e a tal mentira,isto como se os políticos não mentissem, nunca...Dá no míinimo para rir... Havia até um que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava...

Cada vez mais me impressiona, como a classe política da oposição, gere as suas forças no ataque.
Isto que acontece agora com a CGD, é de uma inusitada vergonhice. Arranjam no "mercado" financeiro, um "credenciado" banqueiro da concorrência, e toca a convidá-lo para a gerência do banco público de nome Caixa Geral de Depósitos. O homem aceita (o ordenado é grosso) mas  propõe ou impõe condições, como se  pudesse fazê-lo, isto à revelia de todos e de tudo até do Constitucional e do próprio PR. Mas o Constitucional já, e por diversas vezes, foi ele próprio ignorado e até alvo de ameaça de ser dissolvido para se conseguir arranja-lo mais a jeito dos proponentes. E isso é que é grave ou era e pouco se falou sobre isso. Eis a grande questão de agora;  alguém está a "mentir " ou a falsear de que havia um acordo para não se dizer quanto onerava o nosso homem da banca. Esta foi considerada a mentira do ano, como se os politicos, todos os que povoam essa esfera, não mentissem. Um crime de lesa majestade, assim considerado pela direita portuguesa, como se a política fosse isenta de mentiras e outras incongruências, neste caso  presente, que mesmo  a ser verdade, é algo sem qualquer importância, maquinado somente para desestabelizar e truncar o que estava a ser feito e talvez bem feito.
Quando tanto se necessita de estabilidade e entreajuda, porque o país precisa e os portugueses também, surgem estas tricas, sem coerência e sem graça, um revanchismo idiota que a ninguém interessa e a ninguém beneficia, nem mesmo aos que desejavam privatizar a todo o gaz a CGD, e alcançar o retorno ao poder.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O NON-SENSE OU AS VICISSITUDES DE UMA CRISE DE VALORES

Estamos em presença de um conturbado momento em que o ser humano ultrapassou já, deliberada, ostensiva  e escandalosamente, a barreira do minimamente  aceitável em termos de equilíbrio e de consciências, quanto à avaliação e/ou  à diferença que separa o bem do mal, o necessário do  útil,  o urgente  do acessório, sobretudo, e mais vincadamente, quando se tratam de decisões políticas, (as suas implicações e sequelas), o que  nos leva a pensar, que a insensatez e a loucura neste século,  não andarão por longe.
E é na área política sobretudo, que as evidências são mais notórias.
As eleições recentes nos Estados Unidos são a prova disso mesmo.
O slogan de uma personalidade (voltar a ser grande) com um discurso paupérrimo de conteúdo e saudosista, truculento e ignorante, a apelar   a tempos áureos de poder,  algo que já ouvimos a ditadores do século passado, surtiu efeito - deu para ganhar as eleições.
E isso  mesmo com menos de  três, a quatro milhões de votos, e contra todas as expectativas, até  das sondagens mais optimistas.
Quer isto dizer que,  o poder e a Democracia estão de pêsames, e isto no país mais poderoso da actualidade, os Estados Unidos da América.
É, em minha opinião, a decadência  do poder, da  política e da Democracia.
Aqui neste pequeno rincão florido, à beira mar plantado, -Portugal-, também certo tipo de insanidade, está a aflorar às hostes políticas. E veja-se este caso  da TSU.
Isto num país em que, nem só o salário mínimo é uma vergonha: onde é quase tudo uma vergonha.
Isto num país em que o salário mínimo, nem sequer é cumprido. Porque essa meia dúzia de euros de aumento, nada resolvem e levantam enormes problemas; isto porque o que tem um salário de 600 ou 700 ou mesmo mil euros, começa logo a "cuspir", dizendo que tem mais qualificação, que paga  mais impostos, que  vai ao hospital e tem de puxar pela certeira enquanto o outro não.
Outros "cantam", que não tarda muito,  que estejamos todos no salário mínimo nacional, se houver dinheiro para tal.
Mas o mais ridículo, incoerente, e destituído de qualquer sentido (que não o político), é ver-se um PSD, um partido aliado do patronato, votar ao lado do Bloco de Esquerda e do PCP, partidos de convicções fortes, mas que em termos de estabilidade da governação, não sabem, nem querem lidar com ela e que são até nessa matéria, antagónicos.
Resumindo: Quanto à eleição americana: um homem da construção civil, ignorante,  arrogante e impreparado (para não utilizar outros adjectivos), com discurso de híbrido de capataz em pre-reforma, é eleito  Presidente da mais poderosa nação da Terra.
Por cá, um Partido claramente neo-liberal (o que é favor), vota contra  uma "regalia" para o patronato.
A isto chama-se no mínimo "non-sense".
Eu diria que é loucura mesmo...






terça-feira, 10 de janeiro de 2017

UMA OPINIÃO

Quem por acaso, ou por outra "obra" menos edificante, me tem acompanhado "nos escritos"que produzo, à revelia do ócio,  do "demo" ou de outra "quinquilharia"  qualquer, sabe como não sou grande apreciador daquilo que se convencionou chamar  "homenagem". Num dos meus opúsculos, uma das personagens, recusa-a simplesmente, alegando que há (e  há sempre mais gente a merecê-la ), embora fosse homem de lutas e de riscos  e merecimentos mil. Isto para dizer, que não discordo das homenagens em si, quando elas são merecidas. Quanto a Soares, concordo totalmente. Ele enfrentou o regime, (embora aí tenha alguma dificuldade, em saber o que era enfrentar o regime e também o que era medo), porque afinal,  cheguei a tê-lo.
Escrevia nos jornais, tinha família, "beneficiava" de um emprego público,  também ele sujeito a imposições em matéria de colaboração com jornais visto ser nas telecomunicações . Mas continuei e (embora digam que o Mário Soares nunca teve medo) não acredito. O medo existia; andava no ar e descia à terra... E como anteriormente citei, eu próprio o tive algumas vezes. Mas isso de defender princípios e causas, é uma mania como outra qualquer.Por isso, esta homenagem a Soares, (embora ele tenha mais uns anos do que eu, e   tenha alguma dificuldade em falar sobre assunto,   já que faço parte desse tempo), entendo-a perfeitamente. O medo havia, e era algo respeitável. Se  o cidadão não se "manifestava", vivia em "santidade" mesmo que houvesse janelas a caírem. Era uma espécie (perdoem-me  o "pleonasmo", de remanso, à beira do fosso. Se pisasse risco,  aí sim, era o diabo...
Isto que fizeram ao Mário Soares em termos de reconhecimento, está  bem.  Porque é algo que faz bem ao amor próprio das pessoas,   à alma das gentes, do país, ou/e aos locais que produzem essa gente. E valorizar não faz mal. O único mal, é que grande parte desse "onus", só aos políticos é consagrado . E  há por aí tanta gente, com tantas, ou mais valias.. E esperar a morte, também é uma forma, no mínimo esquisita, de manifestar um reconhecimento. Afinal e resumindo, acho que se deveria reconstruir ou talvez reconquistuir essa ideia de reconhecimento dos cidadãos aos que   aos  que o
mereçam. Não fica, nem faz mal a ninguém. Bem pelo contrario.

Politico, homem de luta, da Liberdade e da Democracia

Homem da Liberdade,  da Democracia,  e  da política. Assim foi Mário Soares, um laico, republicano, (por vezes até se mostrou controverso nessa matéria), um adversário ferrenho do regime Salazarista, um regime que metia e meteu medo, principalmente a quem discordava dos ditames desse mesmo regime.
Mário Soares encarnou  porventura uma maioria silenciosa, que desejava dar corpo ao seu pensamento e à sua palavra. Poder fazer valer da sua condição de cidadão, para  votar livremente, e não apenas elogiar a (obra), mas criticar também. Ter direito  à participação, à reunião, ao pensamento individual e colectivo.
Mário também sentiu esse medo, mas combateu-o, e lutou para  eliminar e conseguiu-o.
 Homenagear  Mário Soares, é fazê-lo em nome de todos os cidadãos que arriscaram para que essa liberdade fosse uma realidade, através sobretudo da escrita, toda ela controlada pela censura do regime, que dissecava, períodos e páginas, procurando, fosse o que fosse,  mesmo que esse fosse, fosse
a "agulha no palheiro".
É esse o grande mérito de Soares. Dar voz aos muitos que morreram e que  porventura não alcançaram essa sorte ou esse consolo. E esse consolo e essa sorte, tem um nome: L I B E R D A D E e ter ou possuir a alegria de a ter perto e usufruir dela, de forma positiva e respeitosa.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

UM POETA QUE ERA MUSICO OU UM MUSICO QUE ERA POETA

Cohen deixou-nos. Tinha 82 anos.
Foi mais uma perda para o mundo.
 Outros virao, certamente tambem talentosos, mas preencher o seu lugar, nao serah  facil.  O lugar de Cohen jamais sera preenchido porque Cohen era  
 alguem diferente. Algumas das suas melodias e das suas poesias, eivadas de amor e melancolia, abordando temas como o amor, a vida e a morte, ecoarao ainda por muitos e  longos anos,  a desafiar a sensibilidade e a saudade para muitas geraçoes.
Que viva eternamente.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Nao vamos acreditar que seja o tal "principio do fim", que hah tanto se vem anunciando

mas, a ajuizar por tudo o que foi dito e feito, nesta campanha eleitoral para a Presidencia dos Estados Unidos, ha uma tenue indicaçao de que poderah eventualmente ser isso mesmo ou seja, o principio de qualquer coisa menos boa para as pessoas e para o mundo em geral.
Tudo falhou nas expectativas e nas previsoes. A propria comunicaçao do pais mais avançado do mundo, foi um desastre e uma vergonha. Daqui para a frente, nao ha mais previsoes e mais vergonha.
A politica estah cada vez mais desacreditada, a America cada vez mais dividida, o mundo atonito, confuso, tentando "lamber" uma ferida: a instabilidade e a desorientaçao.
Democracia? Por andas? O que es? Para que serves? A quem serves? Por onde moras?


sábado, 5 de novembro de 2016

Assustador, é o que estará a acontecer nestas eleições, para a Presidência da mais poderosa nação da Terra. Dir-se-á  até que algumas das  profecias renascidas das cinzas do passado, surgem agora   numa altura em que o mundo tenta reabilitar-se de crises e guerras sucessivas, de violência de toda a ordem e espécie, gerando morte constante e contínua, de instabilidade regional intensa em diversas partes do globo.
O discurso de um dos candidatos, é de tal modo assustador e incoerente,  que a ser concretizado o seu acesso à Presidência, põe ou pode pôr em causa, todos ou quase todos os ideais e pressupostos consagrados nas Constituições dos  sistemas ditos democráticos, que ao longo dos anos, com tanto esforço e sacrifício  tantas gerações têm sabido fazer e honrar.
A América precisa de Presidentes, não como Trump, mas como Lincoln, Jefferson, e mais recentemente Roosvelt ou Truman.
Votar "bem" nesse caso, deixou de ser uma responsabilidade regional, nem só  para a América em particular, mas para o bem do mundo, de todo o mundo em geral.