terça-feira, 19 de setembro de 2017

ABANDONADOS OS DOENTES DE PARKINSON? QUE FAZER?

Os últinos vinte anos da minha vida,  foram passados ao lado de minha mulher, (a mulher da minha vida), portadora de um doença neurológhica, a chamada Doença ou Sídrome  de Parkinson.
Não vou dizer o que é, ou o que foi essa experiência, porque não iriam acreditar. Eu próprio o diria, se mo perguntassem. Quedas diárias, algumas bastante graves; não dormir durante longas noites e durante anos, ter de "ajeitar"  corpo,   lençóis e  cobertores, ou mudá-los simplesmente. Não comer ou comer aos sobressaltos.  Vestir, despir, colocar na cama, mudar fraldas. Dar banho, hidratar continuamente tudo o que se revestisse de pele.  Pôr as refeições na boca (enquanto é ou foi possível),   e por fim, nem a boca se abre do doente para as receber. Ter de acudir às "necessidades" primárias. Ter de interromper o banho, para socorrer o doente que ameça estatelar-se no chão, quando se suponha já estar já dormindo. Superar a imensa dificuldade em administar medicamentos, (uma panóplia, que vai     de carbidopa, a levadopa, passando por amandatina e um outro sem número de  drogas, altamente tóxicas e nocivas para os orgãos, rins, fígado, etc.) que vão  aumentando à medida  que a degeneração avança (a doença de Parkinson é uma doença degenarativa). A despersonalização e o desinteresse pelo ambiente que   rodeia o doente,  vai tomando conta do cérebro e surge a demência, e o sofrimento constante, os gemidos, a dor  lancinante e constante, proveniente dos inúmeros  acidentes (pernas partidas, depois paralisadas,  escoriações e contusões, etc). As noites são longas e sem fim, e a agitação, sobretudo de pernas e  corpo, dão um desgaste impossível de descrever.A par de tudo isso, o epítete de doença incurável e  degenarativa, vai minando negativamente todos os que rodeiam   o doente e ele próprio.
Existem apenas"paliativos , que são administrados com  a  regularidade  possível (chegam a ser tomados de  hora a hora em doses reduzidas) mas ao fim de um tempo, deixam de responder ou seja, deixam de fazer qualquer efeito.
A incapacidade, torna-se total sobretudo quando existe o chamado estado (OFF). Sabe-se que vive apenas , porque respira.
A medicina não consegue, nem entender, nem responder. O pessoal de saúde, enfermeiros sobretudo,  até médicos da própria especialidade, dão em"fugir", como o "diabo da cruz" e fazem pequenas crueldades como amarrar pulsos e braços, quando a "coisa" dá para o torto, já que a agitação pode eventualmente ser imensa. É uma forma cruel de "descalçar" a bota. Aí havia muito a falar...e a responsabilizar, até porque se trata de uma doença  em que o carinho e a compreensão, fazem parte da atenuação dos sintomas, única acção possível e concretizável
Tudo porque a área da saúde desconhece total e completamente a doença, mesmo nos dias que vão correndo.E o pior:  Muita ignorância, gera muita certeza. Ninguém consegue "entrar" nessa maldita doença. Lembra-nos a Lepra de outros tempos.Podemos mesmo dizer, que esta e o Alzheimer  é a Lepra dos dias vão correndo  e dos tempos mais modernos.
Por fim, há o reflexo dos milhares de comprimidos tomados no dia-a-dia: aaí,  falham os rins, o fígado, o coração, o estômago, os orgãos vitais. E morre-se finalmente depois de tanto sofrimento: às vezes, anos de sofrimento.
Entretando o longo percurso da dor, do desalento, vai sendo "rendilhado" de revolta, da visão das recordações do passado,  da interrogação de "morrer? Quando? E de outra: para quê viver...?
E ainda de outra: é uma doença rara?Ainda é, mas está deixando de ser. Pensa-se que daqui por vinte anos, não será. Hoje são vinte ou trinta  milhões, Dentro de dez ou vinte anos, triplicará.
Até lá, (pelo menos por estes lados, Açores em em Porugal, em que a saúde nessa área, não é levada muito  a sério),  vão-se abandonando os doentes de Parkinson, apenas (e de quando em vez) lançando-lhe o epítete de "coitado".
Há dinheiro para tanta coisa. Para dar, roubar e vender, e não há para isto?
É caso para perguntar, se as doenças crónicas, incapacitantes, que dão muito dinheiro, devem ser "acauteladas" para que não haja mais crise?
Aqui fica a pergunta
A realidade é que os doentes de Parkinson  estão abandonados ao seu terrível destino- morrer em dor e desalento, mal acompanhados, mal compreendidos, mal apoiados, sofrendo terrivelmente cada minuto que passa, sem quaisquer apoios e sem indicios ou prespectivas, quer de alivio dos sintomas, quer da cura almejada que não se divisa e chega
.
Esse desinteresse, e/ou essa falta  de compreensão,  essee fracasso e essa lacuna brutal por parte das instituições e entidades ligadas às plíticas da  saúde,  à própria mentalidade que se alcandorou nos próprios profissionais, deixam um sarro amargo vindo de outras eras, tempos em que a lepra, que quando detecatada punha o homo sapiens a fugir a toda a força.E mais, o ruir de toda uma ciência, que se chama medicina, que vai evoluindo mas muito pouco, com escolhos bem visíveis e evidentes



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Protagonista da interrogação

Velha e boa amiga, personalidade que muito admiro, alma de artista criativa e inteligente, em conversa amena e ocasional,  e em gracejo de momento,  terme-á "cognominado" de "incansável protagonista da interrogação".
Virando os olhos para dentro, tentei alcançar,  para  além  da "profundidade" daquele "ingénuo pirôpo", da sua intenção e da sua  veracidade. Olhei um percurso já longo, que é a minha vida, e sem querer, constatei a realidade; que nunca ninguém defenuiu de forma tão sincopada,  clara e simples, o meu percurso, de vida, quer nas letras, quer nela própria: E o "quem sou eu", voltou à carga e à origem desse pensamento: afinal um "protagonista"  ou talvez um "agente" da interrogação, alguém que tenta entender o que o rodeia e que questiona o que sente ou entende  não estar de acordo com a sua própria indiosincrasia, com os seus princípios, com a sua filosofia de estar na vida e no espaço que o rodeia.
A verdade é que questionar tem sido essa filosofia, a que sempre me "atormentou". Questionar tudo e todos. E sobretudo, questionar-me.
E o porquê desse questionar?
Resumo em duas ou três  palavras:
Primeiro: porque a dimensão de tudo "Isto"  que nos rodeia, é imensa. Basta entender, que há corpos "errantes", astros,  por este espaço fóra, em que a sua luz , ainda não chegou  ao planeta Terra e a luz percorre cerca de 350 mil quilómetros por segundo.
Depois, porque o ser humano, locatário "recente" do sistema, e  que se aboletou num desses milhões de sóis que giram por esse espaço imenso, extremamente sincronizado e ordernado,  desenvolveu
fórmulas sofisticadas de sobreivência, misturando-as com auto-destruição, ganância, "predadorismo" e desrespeito, por quem o criou e pela sua Obra - a Natureza-,  deixando fruir e até entender, que a irracionalidade, passou a fazer parte da sua missão e do seu mundo.
Isto e muito, muito mais, tem-me levado a interrogar permanentemente,  não excluindo a própria morte, o fim de um ciclo maravilhoso, mas frustante, até por vezes incompreensivel, o que nos leva mais directamente a perceber, que somos muito pequenos, seres ínfimos, perante a magia que nos rodeia, grandiosa, mas contendo, ela própria, algumas lacunas.
Daí a interrogação permanente, com muitas respostas e sem algumas confirmações.






domingo, 20 de agosto de 2017

NA GÉNESE DO MISTÉRIO

O possível  (ou o provável) descendente do  "homo sapiens", mais concretamento, do ascendente do homem actual, animal eclético e "estranho", e pressupostamente melhor apetretechado no processo da evolução, deste  espaço   "apelidado" ou cognominado  Terra, desde que inicou a sua fase de aperfeiçoamento e  entendimento do meio,  que o rodeava, da vida activa a que foi submetido,  do seu fim (e finalidade), - a morte e a reprodução,-  para além de se ir adaptando às ciscunstâncias da Natureza que o rodeava no  dia-a-dia, foi criando e inventando, alternativas e "artimanhas" para estimular a sua própria luta de sobrevivência, simultâneo instinto/necessidade, deixando de fóra de forma enviesada sem apelo, aquilo que de momento  não entendia, algo que com o tempo foi  paulatinamente conquistando, sem que todavia o fizesse cabalmente. Daí   ter "nascido" ou surgido o "mistério", algo que se tornou diferente, inacessível, mas que passou a fazer parte do quotidiano, quando a, ou as explicações, não surgiarm atempadamente ou eram relegadas para reflexão, segundo plano, e/ou, não encontravam as respostas mais fidedignas  e dignas de crédito..
Daí o surgir  de religiões,  credos,  ritos e rituais, de remédios para o sem remédio.
Daí ao prometer Vida eterna, já  que ela,  a Vida é a grande e a maior conquista da própria vida, foi um passo.
Porque a  vida, toda ela, sendo algo indefinível, é algo magno, grandioso e maravilhoso. E o prometer dessa  Eternidade, é também algo docemente maravilhoso, corroborando o pensamento a que está subjacento.
E tudo, porque a morte, é a negação da própria vida, a sua grande e inconciliável adversária, algo inconcebível, incompreensivel,  fantasmagórico, o verdadeiro fim do milagre.
Vida e Morte, a génese  dos mistérios e cocomitantemente das religiões, ritos e seitas, tábuas quiméricas da salvação, lenitivos improváveis para o fim, para o desespero e para
a dor.


quarta-feira, 16 de agosto de 2017


Vender "graças" e des(graças). Esta a minha missão.
Será mesmo?
Estou a pensar na comunicação social, aquela que partilhei e colaborei a minha vida inteira.
Há pouco ouvia o "slogan" agora muito em uso":...Os hospitais devem, devem, devem, devem..."
Serviços que são altamente necessários, sobretudo do Estado,  levam o estatuto de "caloteiros",  maus pagadores, maus exemplos, mal geridos,  corruptos e corrompidos, uma "quinta desgraça" no meio de tanta
"seriedade", de tanta "honestidade", de tanta proefeciência. Dá mesmo  para rir. Isto quer dizer, que
são mesmo os privados os "bonzinhos"? Os banqueiros e os "banquinhos"? As empresas e os empresários?
Valha-nos Deus. Esses não enganam, não mentem.  Não devem.e nem roubam?
Não! Os hospitais é que são os "mauzões", "os públicos", porque tratam as chagas e as mazelas de quem nada tem.
Bolas! Onde já ouvi isso?
E a dita (cuja) comunicação social,  vai ajudando o lado errado.
Ou não vai?






segunda-feira, 7 de agosto de 2017

AS MAIS VALIAS

O ser humano, temos de considerar, foi um "elemento privilegado" no processo de evolução, conhecido como o  de Darwin, mas, não  necessariamente, o que mais dele beneficiou ou  se esforçou para que tal acontecesse. Daí que a convivência com a sua matriz-, a Natureza-, tenha-lhe "traído" e trazido alguns,  amargos de boca e muitos dissabores.
E não faltará tempo, para que "mais e melhor"  aconteça. É de supor até, que tudo volte à estaca "zero".
E isto, porque ele homem, com a sua  suposta "inteligência" sem limites,  mais  não tem feito, do que desestabalizar o que supostamente foi ou  era equilibrado.
Referimo-nos obviamente ao ambiente, causas e efeitos, algo que pode ser corrigido, para que a Vida, continue por aí, a dar afinal, um sinal da sua vida.
Isto até é possível.
O que continua sendo impossível, é sabermos o que viemos "AQUI"  fazer? O que é a morte, e para que serve?
Se a doença é mandada pelos deuses, para purificar erros, que podem até não ser, ou se é algo que poderia ou pode ser evitado?
Sem falar nas prioridades da sua existência, de ser e como ser, o homem é afinal (e não passa,) de um "comparsa" ínfimo da Vida, que não sabe onde está, e mais,  para onde e porque vai..
E a resposta é: mistério.
E assim nasceram os mistérios.

Por essa e por outras razões,  o ser humano é pequeno, muito pequeno, e quanto ao seu valor e
saberes,  é: NADA!


quinta-feira, 29 de junho de 2017

IRRACIONALIDADE?

Irracionalidade? É isso mesmo,   que estamos a assistir: tentar politicamente, arranjar "bodes expiatórios", para que as "culpas não morram solteiras", frase muito a gosto dos políticos e  suas hostes, nos tempos que vão  correndo.
Mas aí está o problema: é que neste caso particular e brutal  do incêndio de Pedrogão Grande, dada a sua dimensão,  condições naturais específicas, tudo ou quase falhou, como as próprias telecomunicações, e as comunicações em geral, e falharam e falham, e vão falhar, se não houver uma prevenção de facto, aturada e consistente, já que, e isto sabe quem durante toda a sua vida andou ligado a essas "ninharias" das telecomunicações,  agora menos "insípidas", por via  dos satélites, mas que continuam a não ter garantia total, nem são cem por cento  fidedignas. Há zonas mortas, temperaturas excessivas, zonas de sombra, condições oro-gráficas, montes e vales e o que mais a natureza e a mão humana, foram derramando  a seu bel prazer. Culpas todos as têm; o que não limpa as suas matas. O que deixa até ao último pedaço de terra, para aproveitar e colocar lá uma árvore. O que não fiscaliza e faz vista grossa à coima. O que larga uma "isca", inconsciente ou conscientemente, a mando de mão criminosa e cria destas tragédias, que se vão repetindo todos os anos pelos  Verões, há muitos  e muitos anos a esta parte
Esta, a primeira questão.
A segunda, prende-se com as chamadas privatizações do tal organismo (SIRESP)  que superintende no sector publico-privado, das ditas telecomunicações.
Note-se que a "essência" do privado, concomitantemente das parcerias publico-privadas, é o lucro e no privado tudo funciona dessa maneira. Se dá ou há lucro: atende-se. Se não dá ou não há prespetiva de o conseguir, que  vá "pentear macacos".
E logo se configura, esse reles principio afinal de desigualdade: as cidades maiores, (como Lisboa, Porto, Coimbra, etc, até Ponta Delgada, empresas com nomes sonantes, como Medis, Medicare,e outras, na área saúde, por exemplo, exibem serviços diferenciados para fazer jus ao que pagam mensalmente os seus beneficiários e justificar o nome.  
Os outros, como nós, e em outros locais mais pechinchinhos, pagam e  de nada beneficiam, Até escandalosamente, pagam sobretaxa para ter médico e enfermeiro ao domicilio,   e nem sequer há um domicilio ou a referência de um médico, para  lá se ir aviar um receituário.
E a pergunta é esta: será isso legal?
Depois fala-se de, solidariedade.
Solidariedade de quem e de quê?
Solidariedade da periferia para o Centro? Ou dos mais  pobres, para os  mais aquecidos e   privilegiados?


terça-feira, 27 de junho de 2017

A "CANALHICE", a sedução do nosso tempo

Sem querer esconder uma pitada de humor "negro", já se vê, digo, que não foi a grande  "gesta" dos descobrimentos, nem sequer a sua  longa e multifacetada história,  geradora de uma cultura apreciável e "sui generis" , a  grande obra de Portugal e a que os portugueses criaram
A sua monumental  obra, foi, de facto, a sua própria  língua.
Nascida na base da  errância, e no descobrir e dar, "novos mundos ao mundo", foi-se enriquecendo e valorizando, tornando-se num "alforge" grandioso e imenso, de ideias e sentimentos, como poucos.
E entre o imenso léxico, que  a comporta, escolhi (por acaso), um vocábulo, pouco ou raramente utilizado, mas que neste século estará na eminência e na evidência de  o ser, direi mesmo, diária e repetidamente.
E o vocábulo é : "a canalhice".
"Acanalhar", um verbo mal aconselhado por ser rude, mas muito forte e real, que significa  usar  todos   os meios,   manhas e fórmulas, para denegrir, apoucar, prejudicar, desferir golpes, "sentenciar", "assaltar" ou "tomar de assalto", até  mesmo caluniar.
E é vê-lo galhardamente, a passear de braço dado com a política, o partidarismo e a partidarite, o futebol e os futebóis e outras "fulgurâncias", que a sociedade actual vai gerando e gerindo.
A necessidade ou a crueldade, de fazer rolar cabeças, sem razão que justifique, de dizer "não" quando se aconselhava  dizer "sim", de apelar à consciência, quando ela, nem sequer existe, de vender mentiras ou meias verdades, a troco de ganhos injustos.
É altura pois de dizer : basta! Vamos ser sérios!