quinta-feira, 10 de outubro de 2019

DIVAGANDO, sobre a v ida e sobre a morte

Acredito que as capacidades do humano, tal como de algumas outras formas de vida, e obedecendo ao conceito da evolução,  não estão esgotadas, nem sequer minimamente alcançadas.
No entanto, e no tempo, que no passa e no que passou, avança-se muito mais em áreas de menor valia, para o entendimento e a continuidade da vida, sem saber, nem  as grandes origens, nem  os destinos a que ela se deve  submeter. A morte por exemplo, (que é afinal o fim dessa vida), é aceite com  uma naturalidade excessiva,  e uma complacência total, salvo como esperança religiosa, nem sempre comummente aceite, sem que se tente desvendar, a razão da sua necessidade ou a da sua utilidade ou até da sua consequência. Morre-se porque é assim mesmo: porque os outros que nos antecederam, também lhes aconteceu o mesmo, Morre-se, porque tudo tem principio e tudo terá inevitavelmente fim. É uma simplicidade que confrange.
E o fim, pode ser eventualmente um ou o principio.
Pessoa muito chegada e muito religiosa, assim me dizia em tom de graça: " Homem, Nunca ninguém veio cá dizer nada...após a morte.
Por mim penso, que é preciso encarar, quer a vida, quer a morte, de forma diferente. Conseguir mais tempo à vida, tentando descobrir as suas limitações. Usar a morte, apenas como refugio para o desencanto, o que poderá nunca acontecer.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

É por estas alturas, que nos apercebemos de que o veneno e o ódio, andam de mãos dadas com aquilo que convencionamos, chamar de "eleições". E elas aí estão  mais uma vez. Enaltecidas, ajudadas, empurradas, bem e mal amadas, do agrado e do desagrado, das pessoas, da comunicação social, das politicas e dos políticos. E é na comunicação e nas redes ditas  sociais, que se concentra, quer o "lirismo", quer o azedume, para não falar em ódio de "estimação", negação, mentira descarada ou outra coisa qualquer que favoreça ou deite a mão. Por vezes até parece que as consciências e a seriedade desapareceram ou se alteraram.  São as ideologias , e os interesses pessoais uns instalados outros aguardando vez por trás, e a virem ao de cima.
Justificam os "diseures" da coisa politica ou politizada: É a democracia. Mas  Democracia é isto?
Um vale tudo, baseado num "montão" de egoísmos, e "mausuras? Não é, não deve, nem pode ser. A algo muito assente em opinião, em verdade, em seriedade, e
 em justiça.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

O CONFRONTO, UMA NECESSIDADE, UMA PAIXÃO OU UM APELO À REFLEXÃO

Se analisarmos, mesmo que de forma "aligeirada", o percurso da vida humana,  fácil será concluir, que a guerra fez (e faz) dela parte e acompanhou sempre o seu percurso,  numa luta questionável e desigual, porque louca e desprovida de sentido, tentando solucionar (?), estados de alma e ganâncias, algumas pessoais e desprovidas de qualquer sentido e razão. Chamaram-lhe guerra, um desequilíbrios mental, traduzido em morte e destruição. O século XX,  terá sido, na ainda incipiente história da vida, o que atingiu mais proporções e maiores dimensões. A seguir à Segunda Guerra Mundial, depois de mais de 60 milhões de mortes, a comunidade humana, entendeu e por bem, fazer uma trégua e um "stand bye", para chorar, exorcizar, carpir, e acudir a outras frentes, que de uma ou de outra forma, também desafiavam e perigavam o seu bem-estar. E voltou-se para a Natureza, a sua própria génese e talvez, razão de estar e ser no espaço e no mundo. Aí nasceu aquela que deve ser a maior e mais  credenciada paixão e necessidade do ser humano - a sua preservação. Mas a guerra estava lá para continuar, traduzida em outras formas e formulas de luta, porventura muito  menos destrutivas e mais apaziguadoras,  porventura mais apaixonantes, e alienatórias, uma espécie de doçura esfusiante, sempre com o mesmo fim e destino  à vista: ganhar, ganhar sempre: numa  palavra: sermos melhores. Mais capazes. Diferentes.
E isso faz parte da idiossincrasia humana: sermos diferentes, naturalmente para melhor.
Mas há "guerra", num jogo de bola,   mesmo que seja de trapos ou a feijões. Pode é ser uma guerra mais  civilizada, (muito embora, com o mesmo  suporte de superioridade  pelo meio). Substituiu-se a guerra tradicional de bombas e mortes, pela guerra verbal, de resultados  e  dinheiro;   do negócio e brio, que atinge o foro de de nacional. Mas o fim é o mesmo, embora não as consequências. E ainda bem. É uma primeira fase, que convém melhorar e aperfeiçoar,  até se conseguir a racional, que por ora não existe.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

ENTENDER?







Eu entendo que a Vida, é uma vertente e uma variante interessante da NATUREZA de  que muito pouco ou nada  se sabe de profundo, muito pouco se investiga e  muito pouco se conseguiu e consegue saber. Darwin, e talvez baseado em factos, muito embora o Tempo, esse "monstro" indelével e pouco ou mal entendido, não lhe tenha dado Tempo, para o descortinar melhor,  foi compilando constatações e factos , que o levaram a uma tese, supostamente baseada nele próprio - Tempo. Mas o essencial, continua confuso e por desvendar : o  porquê e o para quê? A finalidade é ou deve ser em si um meio e um fim? Ou será que tudo, o que gira em redor, que vemos, apalpamos, reconhecemos as dimensões, as transformações, mais ou menores valias à própria continuação, são reais e verdadeiras? Fico-me por aqui, para que a confusão não se instale...

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

UM APONTAMENTO DE SUPERMERCADO

E hoje, sendo um dia como os demais, diferenciando-se apenas por coincidir com o " dia dos meus anos" - 26 de Agosto, comecei por pensar, se este não será provavelmente  o último de uma imensa série de outros, que fizeram parte de uma vida, - a minha -,  muito igual à de muitos, que por aí andam e abundam, postos e dispostos, à revelia, depois de lhe lhes terem  dado um pontapé no fim das  costas, vulgo traseiro, ou  um "chuto" à inglesa e lhes  dizerem: anda escravo, avança e mexe-te lá,  até que possas. E foi o que fiz. Se bem ou se mal, poderá até acontecer, que alguém mais sagaz e  curioso, o faça daqui a uns tempos.
A grande e maior recordação que dela (vida) tenho, que longa já vai, é que estive sempre pronto, para dar a mão a quem quer que surgisse, apresentando-se aflito e com um única condição: não ter quem o defendesse ou apoiasse e os apuros estivessem na sua ordem de dia. E quase  sempre o fiz com sucesso. Qual o segredo então? Qual a  minha arma? O segredo, foi um certo estoicismo, e a convicção de que ninguém pode ser esmagado, sem ter alguém que o defenda. A arma utilizada : a escrita. Se vivi sempre bem? Sim. Comigo, principalmente, porque contei sempre com uma "ARMA PODEROSA" escondida,  que se está a perder cada vez mais e que se chama consciência
E já que falamos de consciência e de escrita, não faz muitos anos, talvez para aí uns cinco ou seis, se não mais, que estando a tentar recolher uns gêneros,  para ajudar a obedecer à lei imposta pela vida, no Modelo, agora Continente, alguém se me dirigiu, fixou-me por instantes, e foi dizendo: "Li um livro seu ". Fiquei quedo, admirado: Gente em pleno século XXI a ler?
Qual, fui perguntando.  " O Sismo na Madrugada" - respondeu. Voltei à carga, como é meu estilo e hábito. tentando sacar algo de "picaresco" à questão: " Não lhe vou perguntar se gostou, mas se conseguiu chegar  ao fim..." Cheguei, sim senhor - foi dizendo - e gostei. Fiquei desarmado. Logo a senhora, que aparentava uma meia idade, mal disfarçada, e que desconheço de onde e quem é, insistiu com uma curiosidade que me impressionou:
O senhor é o Quevedo?
Quevedo é a personagem central do romance, alguém que passou por tudo na vida, até pela morte. É dado como desaparecido variadas vezes, como repórter de guerra, atravessando a Guerra Civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial. Uma figura de todos os tempos, e de todos os espaços. Alguém que sai muito jovem do Faial e só regressa velho, despojado e esquecido, um estrangeiro na sua terra, que se "aloja" na sua velha casa à rua do arco, mais de cinco dezenas de anos depois, e que vive solitário, apenas na companhia de um gato, que em dia invernoso veio ter-lhe à porta nos limites da  existência. Vem acaba por morrer mais tarde e  a seu lado, vitima do sismo que ocorreu em Novembro de 1998.
Mas a resposta à pergunta, se eu era o Quevedo, não conseguia sair da forma mais  atempada e coerente. E ela, logo repetiu se eu era ou não era o Quevedo.
Não era, fui-lhe dizendo, mas que se gostava de ter sido, lá isso gostava.
Esqueci-me de lhe dizer, é que o escritor está sempre por trás das personagens que cria e recria.
Vive várias vidas. Sente os infortúnios e as magoas, as alegrias e as penas, os anseios, e as esperanças do mundo que foi criando com as palavras. E sente, tal como na vida, os reveses, e as perdas, que vão acontecendo ao longo da trama, do enredo e da história.
E fiquei a pensar. Um livro como aquele, roubou-me seis anos, seis, mas não foi mal empregue. Pelo menos uma pessoa passou os olhos pelas suas quase quatrocentas páginas. Bem haja por isso.. 



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

É o mundo que temos, um mundo onde impera a vulgaridade

É isto, tal como  o título desta narrativa. Nas Televisões, jornais, revistas e toda a comunicação social, vão desfilando figuras de uma vulgaridade impressionante. Figuras, que comandam os destinos de muitos países ditos civilizados; que dão palpites; que ditam leis; que representam parcelas consideráveis deste mundo, que se afunda cada vez no abismo do sensacionalismo. Do mundo da repetição doentia da noticia, do caso, do acontecimento, do que aconteceu, acontece, está para acontecer. Casos há até, que toda a argumentação, mesmo a mais imbecil e destituida de bom senso, vem ao de cima, em nome, da isencão, da justiça, na defesa dos  bons principios e  costumes.
Todos tem razão e defendem os seus principios, mesmo que errados e sem nexo. Estamos trilhando a confusão de um século, que se calhar nem chega ao fim. É a ganância, é o poder a loucura a ditar as suas regras e leis.
Relegaram-se os deveres. Exaltam-se os direitos. Brigam as comadres. Descobrem-se verdades.
Não estamos falando de Democracia: Estamos falando de confusão e bagunça. E mais do que isso: oportunismo, interesses, e dinheiro. Destroi-se o planeta. Causa-se miseria, fome e morte. Quase sempre de forme ligeira, e impune. A Amazónia é uma pequena parte do que está a acontecer neste seculo XXI. Quem nos acode?

segunda-feira, 22 de julho de 2019

VIVER: VERDADE OU MENTIRA?

O grande e talvez   maior problema, com que se debate o ser humano ao atravessar a sua história,  concomitantemente, com o de toda  a vida que o rodeia, é a sua própria existência e a  manutenção da sobrevivência.
É um problema, que pela sua complexidade e  pela iliteracia e incultura, que ainda graça no mundo de hoje, até em sociedades que não seria pensável existirem,  (em que altos   dirigentes políticos de grandes nações, fazem gala em o afirmar), fazem-nos pensar até onde e quando vamos estar neste "pequeno" espaço do Cosmos, para participar nesse incomensurável projecto, a  que deram o nome de sociedade e civilização. Estamos pois, a atravessar um momento único e controverso, de instabilidade e confusão, que nos dilui a responsabilidade, e nos oblitera a visão do presente,   desresponsabilizando-nos  pelas incertezas do futuro. Existem milhares de  perguntas sem resposta, que continuam como há vários milhares de anos - sem resposta.
Viver mais e melhor, será possível? Encontrar respostas credíveis e concretas para depois da morte, por exemplo?
A dimensão espaço, poderá ser encurtada e  vencida? Como? Quando? Porquê e para quê? Qual a  real finalidade da própria vida? Preservação e manutenção? Com que finalidade, sem que seja uma clara vontade ou um desígnio de ALGO OU ALGUÉM?
A morte. O que é e para que serve?
Qual o significado da dor, e do prazer? A felicidade no ser humano, é uma realidade concreta, ou apenas um estado de espirito? A vida é uma alienação? Ou uma mentira? O que é a sorte? Quem a tem e porque a disfruta? Somos uma espécie de "produto de forças cegas", ou obedecemos a um minucioso e criterioso agendamento de forças desconhecidas, grandiosas e imensas, controladas por uma "energia superior"?
Estamos VIVOS , é o que interessa, enquanto estivermos por aqui...e depois... E  o que é o depois?









sexta-feira, 3 de maio de 2019

Nove anos - 4 meses e 2 dias, nem mais...

Estamos a passar, (sem ultrapassar, como convém), por um período, em que  realidade e o sonho se confundem com  demagogia. Ou seja, o real pouco tem a ver com o reivindicado: salários, regalias, mínimos nacionais e regionais, carreiras profissionais, função pública e sua reestruturação, reformas, formas e fórmulas de alcançar o poder e sobretudo, muita e muita demagogia. E com a intenção (ou talvez não) de se melhorar  o que porventura, esteja menos bem, vai-se  alcandorando e misturando, a confusão à divisão.  Resultado: todos ralham e ninguém se entende tal como "casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". E os Partidos que suportam estas reivindicações, tentam aliciar os eleitores, com promessas irrealistas para apanhar o voto, o manancial que lhes permite consolidar ou   catapultar-se para o poder. E os sindicatos, ao serviço dos Partidos, entram na liça, sequiosos de agradar ao seu eleitorado. E as ideologias, vão-se radicalizando, e  aumentando cada vez mais, a direita, cavalgando para a direita, a esquerda, para a esquerda.
No caso português, a origem reivindicativa, que vem de longe sobretudo, nalguns quadros da função pública; os professores são uma dessas vertentes. Cavaco Silva, quando Primeiro Ministro, remodelou a função Publica, dividindo-a, em bons e maus: os quadros especiais, que passaram a ser mesmo especiais, no concerne a progressões, avaliações, etc. E ainda dentro dos "bons" há os melhores e os menos bons.  Os professores por exemplo, têm um estatuo especial dentro da função pública, o que não acontecia no regime de Salazar, sendo afinal, ele também professor. Tal como agora a maioria dos políticos, não esquecendo o atual PR, são professores. Para além de numerosa, está equitativamente espalhada por todo o leque da ideologia politica, o que os torna "imbatíveis" na sua intransigência. Que eram mal pagos no tempo do salazarismo, é uma verdade. Mas que foram dos mais bem remunerados do espaço europeu, é outra verdade. No momento atual, quando todos estão num processo de estagnação real, não faz sentido que apenas e só eles, e alguns outros que os imitem, tenham direito à contagem de tempo, afinal comum a todos os servidores da função pública, sem se falar sequer nos reformados, que nem voz têm, algo inconcebível num regime que se diz democrático.
Nem mais: 9 anos - 4 meses - e 2 dias. Nem menos 1 hora e zero minutos. Os outros? Que vão gritando que pode ser que apanhem..
. uns minutos...

sexta-feira, 29 de março de 2019

SER "RADICAL" POR NECESSIDADE

Volta não volta, sinto a necessidade de ser "radical" e dizer ou  escrever, aquilo  que sinto. E aí está, o  que se vem "instalando" na nossa sociedade, há uns tempos a esta parte. Não sabemos, onde começa e onde termina a aldrabice e o roubo, neste país e se calhar, neste mundo. Nos princípios de minha vida activa, dizia-se, que as "poupanças" eram precisas e deveriam ser investidas, nos empreendimentos e nas empresas para "ajudar" o país a crescer e desenvolver-se, já que pôr o "cacau" nos bancos, era dinheiro improdutivo, porque parado e paralisado. Agora quem o põe é o Estado.E assim foi a minha vida, temente a Deus e talvez ao diabo. O resultado foi exactamente o que estão pensando: fiquei mais ou menos, como comecei: "teso"! Primeiro, foi a TAP, companhia florescente, tendo e por diversas vezes, conseguido o galardão da companhia mundial, com os níveis  maiores de segurança. Veio o 25 de Abril,  com as nacionalizações, fiquei sem "cheta", e ainda foi preciso o Ramalho Eanes se impor, dizendo e exigindo, que eram devidos os pagamentos pelas mesmas. Tinha eu pago 8 por 1, (o equivalente a oito mil escudos- oito contos - por um) na TAP. Pagaram-me, isto  ao fim de vários anos, apenas 1 dos 8, ou seja, o oitavo valor do que, quando adquiri. E foi assim sucessivamente, Telecom, BCP, etc, etc. por aí abaixo.
E a "lenga-lenga" do "invista", "invista" e insista, continua para durar. E eu nem que ande por cá mais mil anos, vou nessa...
E atenção: o grande e  maior mal, nem vem do Estado, que também fica mal no fotografia. Vem  sobretudo dos privados, do sector privado. São os Bancos, as companhias de Seguros, a Saúde Privada. A titulo de exemplo já lhes digo: tenho um seguro de saúde, privado claro,  ao qual fui praticamente  obrigado, quando um politico e seu governo, que nem vou dizer o nome por tão evidente,,. e de quem gosto tanto, tudo privatizou, até o que não devia e dava lucro, (ofereceu ao privado). Mas e curiosamente, quando saiu da governação, optou pelo publico, o pouco que restou, a educação, quando oferecia às queridas  mamães e seus meninos, (algumas, não todas, alegando o direito de escolha...) ao privado.  Porque eu tinha um sistema pertencente, a um sub sistema publico, à semelhança da ADSE e que era menos mau, ao contrario deste que não se digna ter nem ser, já que nem um clínico geral, por estas bandas tem (Horta-Faial-Açores), e inclusive pagando 3,5 e uma sobretaxa mensal, para ter médico e enfermeiro ao domicilio.  Ou seja, um seguro,  que me dá um direito a não ter  direito a NADA, e que me fez tanta falta, quando a doença atingiu a pessoa que mais amei na vida. Mas atenção: todos os meses, a conta na CGD, tão flagelada pelos outros que andam a monte,  vai emagrecendo, até com a particularidade de  durante algum tempo, a pessoa falecida, ainda estar a descontar...para a saúde. Vejam só como isto funciona: E atenção: não é o Estado o maior culpado, repito, muito embora o Estado devia detectar estas coisas como lhe é obrigação. São os privados. Os mesmos que deram, cabo dos bancos, da Caixa Geral, Da Telecom. E muitas outras coisas, de  que nem o nome se sabe.
O que quero aqui evidenciar, é que a aldrabice, a corrida ao dinheiro, o roubo  e o "toma que já almoçaste", é o grande emblema da nossa ou deles, sociedade,  De algum do nosso privado: que  recebe e não concede regalias: esta a pergunta: E vem a resposta: Aí! não tem dimensão para ter as regalias solicitadas. Tem de deslocar-se- a Lisboa. Ou ao Porto; ou a Coimbra; ou até Ponta Delgada. Ou outra desculpa esfarrapada e vergonhosa. Faz-me lembrar o antigamente: não se justifica, porque não dá lucro. Se isto não é tudo, então  MERDE!  E pior do que isto: é que mesmo, com  poucas saudades do antigamente, e se há alguém que o pode dizer e  provar (e olhem, que não são assim tantos...penso que estou na linha da frente), não para voltar, mas para repor o muito do que  anda, menos bem. E não me falem que  o Estado,  é quem tem a culpa de tudo.   Não tem; não senhor...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

OS AMIGOS

Um dia, dedicado exclusivamente  aos amigos (humanos), esta quinta-feira, o que é  necessário, e sobejamente pouco. Mas antes pouco, do que nada. E isto para dizer, que os amigos fazem parte do nosso  quotidiano, do nosso dia-a-dia e da nossa vida. E isto para dizer, que quando são amigos DE VERDADE, estão sempre connosco, nos bons e sobretudo,   nos maus momentos. Isto para dizer, que quando involuntária e impiedosamente, lhes chega a hora de nos deixarem para sempre, deixam-nos também, muita saudade e  muita solidão.
Alguém, que é,  um velho amigo,  disse-me recentemente  algo que continuo pensando tentando entender, quanto à perda sem remédio dos que partiram   e  eram nossos amigos,  que    nos acompanharam por este trajecto, por vezes triste, sinuoso e difícil, que se chama vida; disse-me, vejam só,  que eu  não tinha razão, nem se calhar legitimidade para  me queixar, porque  tinha ainda muitos amigos. E à guisa, de graça ou  talvez não, se calhar  ironia ou provocação,  repetiu,  que o que eu afinal não era, "era   amigo de ninguém".
E por aí me fiquei, sem olhar ao trabalho do contraditório, quiçá desnecessário para quem bem  me conhece, e que era o caso, mais  um  para relevar, mas em democracia, cada qual tem (ou terá) o direito de dizer e de pensar o que lhe aprouver, mesmo que para tal exagere  ou não consiga provar o que disse.
E para esclarecer e à guisa de resposta, lhe e vos digo : a minha amizade é direccionada à vida, toda ela. Nem concedo excepções, a não ser obviamente, algumas  prioridades: primeiro, a família, depois os amigos, a seguir os humanos e tudo o que se agite à  volta e faça parte desta grande e incomensurável panóplia e família, que é a Natureza e a Vida.
Por curiosidade, amigos de duas patas foram tantos que lhes perdi a conta ou nunca os contei. De quatro patas, gatos e cães, foram às dezenas, os mesmos  que me nasceram e morreram nas mãos e tive de os fazer as moradas, algumas de lágrima no olho..
Pássaros, continuo-os alimentando: inicialmente, pensando que se o fizesse, me deixariam em paz as uvas, as ameixas e os pêssegos. Em vão. E tal o hábito, que passados  tantos anos,  se tornaram também  família, exigente quanto a horários da papa, e com alguém sempre pronto por trás da janela da cozinha, e alertar para a falta. Tempos houve, em que os mais afoites entravam. Um pisco apresentou-me mesmo à família. Outro andava sempre sentado, tinha de lhe levar o rancho mais perto. Só muito mais tarde descobri que tinha apenas uma perna. É isso. A Natureza tem as suas surpresas; umas boas, outras assim-assim. Afinal e melhor pensando, a Mão que os semeou por cá foi a mesma que nos trouxe, se calhar com
mais sorte.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

ATIRAR PEDRAS SEM OLHAR PARA SI

Volta-não-volta e tal como acontece em algumas das minhas narrativas, gosto de "encarnar" a figura de "advogado  do diabo". Trata-se de alguém, que contra tudo e às vezes, todos, defende causas, analisa situações, defende  verdades. Normalmente, contra  maiorias instaladas, sempre sedentas  de confronto e de poder; de justiça, sempre pensada e feita à sua maneira;  de paixões irreais, em que o ódio prevalece e anda de mão dada. Em resumo: algo que a par da justiça, que é  muito flexível nos dias que correm, e que se desvia mais e cada vez mais, do perdão ou da compaixão.
Vejo isto por todos os lados. Dentes bem aguçados sempre prontos ao veneno e à dentada, num arreganho de dentuça em que nada é poupado, analisado, visto de forma enviesada, num deita abaixo sem pudor e pior, muitas vezes sem razão. É por aí que entra o "advogado do diabo", que afinal também ele, não  era má pessoa.
Vi e já vi muitas vezes, referirem-se ao Ex Primeiro Ministro Sócrates, como a "coisa" pior do mundo. Uma misto e uma espécie de campónio e Xico Esperto, cheio de vícios, alguém pronto a lançar mão de tudo do que há de mais maquiavélico, em proveito próprio, um pensamento reles e antidemocrático, que não deve caber na cabeça de um ser humano que se preze.
 Uma vida destruída, retalhada, e relegada para os "ladrões e maus da fita",  foi o que lhe construíram ainda sem nada  provar. E mesmo provando, nada há que pague a vida angustiosa, desde os holofatos da TV em horário nobre no Aeroporto da Portela, à cadeia ali para os lados do Alentejo. E surjem as ridicularias: o homem, que por acaso foi Primeiro Ministro deste país, (e bom, para a vicissitude do tempo) foi o único que enfrentou o João Jardim no que respeita aos Açores, a quem lhes fora atribuído o mesmo fundo  de maneio, que à Madeira, que logo disse: então a Madeira, são duas ilhas, os Açores, que eu saiba, são nove. É justo? Quanto aos magistrados? Viviam folgados, com regalias próximas do  Prestes João. E  ele sentenciou: corta! Mas estas coisas têm preço. E muito mais. Agora vêm com outra história bizarra: o "nosso homem" é também devedor à CGD. Cerca de cento e tal mil euros, algo que o Mexias e outros "figurões" do nosso universo empresarial, privatizado ou privado, ganham  em alguns dias. Este país tornou-se numa máfia, todo ele, em que atirar pedras é o passatempo ideal e  favorito de alguns, que curiosamente, é que as merecem... Há muito e de que maneira

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

UM RELATÓRIO

O relatório da Caixa geral de Depósitos Crédito e Previdência, assim se chamava o "bicho", há uns anos atrás, era uma instituição de crédito internacionalmente respeitada e um autêntico "super banco" como lhe chamavam, deu à estampa, embora de forma tímida e enviesada, dado que o referido relatório   final, ainda está para vir. Assim, e como já muita vez fiz eco, aparecem nomes, daquilo que foi um "embróglio" de bradar aos céus, e que originou (mais uma vez), a intervenção por parte  do Estado,  sempre ele - Estado -, a resolver as questões e a má gestão dos bancos e das empresas.
E ficamos a saber nomes, que nos dão a entender, como muita gente recorreu ao banco público, usando-o como se de uma magna e benevolente "madre", se tratasse. Milhões e muitos milhões derramados através de um facilitismo, que confrange. e que à sombra desse facilitismo, há ou haverá, muita gente e muita "coisa" encoberta. Daí a relutância ou a dificuldade e a demora, em surgirem nomes, para apreciação da opinião pública.
E não esquecer, que as gerências desse organismo, CGD, foram sempre de iniciativa e com suporte politico partidário até há bem pouco tempo.
Responsáveis por onde andam? Ou já não existem? Ou se calhar, nunca existiram,Porque se existissem, nunca teria isto acontecido.
Mas pagar, vamos todos com certeza, ninguém pense que não.
Fica no entanto aqui a pergunta? Será que "calotear" e/ou ser "caloteiro",  não paga imposto e faz parte desta nossa saudável  democracia?
E já agora: o defeito é da democracia ou dos democratas que a compõem? Ou será que essa "coisa", alcunhada de dinheiro, faz parte de todo esse jogo?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS E COMENTÁRIOS A UM COMENTÁRIO

O meu bom, e velho amigo Jorge Diniz, que no mínimo poderá afirmar-se, como  "um faialense  à  antiga", com tudo o que de positivo e saudoso caracteriza a afirmação,  em termos de finura, educação, cultura, universalidade, numa palavra,  civilidade,  comentou um retalho de vida de um "tempo pretérito,  penso que fins dos anos cinquenta,  e seguintes, tempos  diferentes dos de hoje, mas tão   saudosos.
E nessas ténues memórias, verdadeiras e já longínquas, estamos retratados, eu e minha saudosa companheira, e esposa,  Maria Antonieta, ambos com vinte e poucos anos, vivendo a paixão de um grande SONHO DE AMOR que foi, algo que durou  seis décadas e continua. Ela própria, falava em o ter conhecido (o bom amigo Jorge),  aliás por ele também confirmado,  aquando estava terminando o curso do Magistério  (ele jovem aluno), algo que por aqui conheceu momentos bem altos, diga-se, expandindo mesmo, suas competências, eficácias e bom nome, além fronteiras.Vieram mesmo alunos de outras ilhas e do Continente, tal o  nome que granjeou. Tudo isto foi e está esquecido,  até arrumado como convém...
 O  que o meu bom amigo  escreveu, (já que ele  é também  um homem dessa área, empenhado,  sobretudo   na história  da sua terra), é sugestivo e verdadeiro; algo que me deixa o sabor acre-doce de uma saudade e uma juventude que passou: era um cachimbo, companheiro amigo  das noites  intermináveis e invernosas, ao serviço do dever e  das comunicações; era a preocupação da hora de chegada  de um navio, que vinha  deixar  doente;  a  encomenda de um produto urgente  que faltava no comércio; Ou um medicamente que fazia muita falta; Ou a  alegria exuberante de um estudante, a comunicar que passara o exame. Ou o malfadado  Telegrama, sempre urgentíssimo,  a perorar,  um filho da terra que "sucumbira" em "defesa" da Pátria, lá longe no  Ultramar.
E foram muitos os que por lá ficaram... Eram as comunicações feitas dentro do possível, e dando o seu melhor,   nada que se compare com o telemóvel, o telefone   de hoje, ou a TV que não existia mas que tinha  uma outra particularidade muito própria, - a do calor humano.
E o meu bom e digno amigo Jorge Diniz fala também de um carro, um Austin-A35 preto, um "English Car", que me pertencia, e que tem (tem, porque ainda está vivinho da Silva), precisamente 70 anos feitos. E já agora,  peço licença para acrescentar às memória, o seguinte: a Horta   era uma cidade encantadora,  e ainda o é,  embora  diferente, mesmo sem as preocupações, quiçá legitimas  e interessantes, das "Frentes de Mar"  ou  outras "minudências", que nos vão ajudando a viver e  a passar melhor  o tempo, por vezes até  meditar. E era bonita; e é bonita, porque nasceu assim: bonita.
E permito-me acrescentar,  mais umas dicas: Fixei-me definitivamente por aqui, muito embora nunca o pensasse. Foi uma espécie de "jura"  assumida, já que a mulher   que amei e me acompanhou sempre,  a vida inteira, amava como ninguém, esta  terra. Emigraram os pais para Estados Unidos, e ela não os acompanhou: amava demasiado o Faial para o fazer. E eu por aqui  estou e por aqui fiquei e com o tempo, passei a sentir o mesmo.
Devo dizer que por essa altura, as chamadas Companhias Cabo gráficas, exceptuando a Alemã, a Deutsch como lhe chamávamos, trabalhavam árdua e normalmente, conectando-se com os CTT, em todo o tráfego nacional, ilhas, ex- colónias, e  Continente português.
Uma parceria, que se manteve até ao seu encerramento, já fins da década de sessenta.
A Horta por essa altura, era uma cidade diferente. O Pico, nem se fala : a diferença era maior.
Tudo se modificou: algumas "coisas" para melhor, outras  para  pior. Nada passou a ser igual. Mas continua bela   e apetecível. Se calhar a finura das suas gentes, já não será a mesma, a escola é outra. Mas alguns resquícios  perduram. Se calhar, as "reaberturas" fora de horas no belo edifício dos CTT, para entregar as cartas,  não existem. Os milhares de telegramas de boas festas ou de aniversários;
de pêsames  e de outras "quinquilharias", também desapareceram . O dias de "são vapor" e os míticos ronceiros,  Carvalho  e Lima, que se "afogaram" a reclamar  pelo seu fim inglório na sucata e que mereciam outro, o  tratamento talvez  de museu, que não lhes ficaria mal. Os rebocadores de alto mar holandeses, fundeados na bóia, no meio da doca, ali atrás do Peter.
Ou as pessoas que,  como o meu amigo Jorge Diniz, membros de pleno direito de uma terra "bendita" de gente boa e muitos sismos,
o fim   de uma geração e de uma plêiade de cidadania inteira, que está ficando  reduzida; muito reduzida, e que faz falta.
Um bem haja para ele e para os da sua geração, e um eterno descanso para todos como eu, que  sentiram e viveram  de perto esse tempo   pretérito saudoso,  e que por cá já não andam, um como o a que ele se refere: o  Rúben Rodrigues. E tantos e tantos  outros, chamados para outros "reinos e  espaços" e que por aqui  andaram, mourejando no dia-a-dia,  criando e educando filhos, continuando árdua e diligentemente a senda e a obrigação de viver.
Um bem haja para Jorge Dinis, um gentleman a representar  muitos, com que a Horta em outros  tempos vicejou.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A irracionalidade está a tomar conta da mente humana

Ou será que a racionalidade deixou de ser "compatível", com a própria raça humana.
Afinal somos animais e mamíferos, como os demais, se calhar temos esse "direito", inalienável que nos é dado pela própria vida?
Vejo recentemente  surgir o que chamam "inteligência" artificial. Algo que quer ou querem que substitua a que existe, a humana. E outras funções indispensavelmente tão valorizadas do cérebro, como a consciência, onde cabem nesse conceito de "artificial? Não estaremos a ir longe de mais, sem conhecermos um mínimo do que somos e de tudo o que nos rodeia?
Caso para dizer, que o humano é um ser sonhador, mas muito e muito limitado.
Os milhões de anos que comportam e compõem a sua existência, parecem muitos mas na realidade,  são muito poucos, e não foram muito para  além do próprio conhecimento da sua génese ou da sua utilidade na vida e no espaço..