sábado, 23 de junho de 2018

JÁ FOI A MAIOR "PEQUENA", CIDADE DO MUNDO

Referimos-nos ao Faial, (e à Horta,  em particular), algo que vem, de há uns anos a esta parte, denunciando uma fragilidade e uma pequenez, no seio do espaço açoriano,  que confrange,  doe e até magoa. ´
É o assumir de algo, para que nunca foi  minimamente vocacionado, quer devido às suas gentes, quer devido às condições naturais que o bafejaram. Era mesmo, segundo o  poeta florentino, Pedro da Silveira,  séculos XVIII e XIX e princípios do XX, "...a maior,  mais desenvolvida pequena cidade do mundo".
De uma "florescente", porque não dizer, "auspiciosa e prometedora" Autonomia, quiçá nascida pela mão de Aristides Moreira da Motta, de Montalverne de Sequeira e de outros ilustres cidadãos ali da ilha de São Miguel, tornou-se numa autonomia "caprichosa , "  quiça capciosa", produto do  "uma no  cravo, outra na ferradura" como convém, numa região  eivada de bairrismos bacocos , antigos e serôdios,  bem longe daquilo que se esperava para algumas destas  desafortunadas ilhas.
Afinal e melhor pensando, o Faial é, neste momento, uma dessas ilhas. Mártir por natureza, Os sismos e os terramotos, nunca a deixaram em sossego, desde que em quinhentos a reencontraram ou re-acharam, colhendo  o nome assaz bizarro, de ilha da Ventura (leia-se Felicidade), final o que poderia ter sido  e nunca foi, que o diga  o primeiro donatário, um tal Josse Hurtere, flamengo ilustre,  que por aqui apareceu com outros fidalgotes desempregados e sem  "pés de meia", numa altura em que Flandres e toda a Europa, andava em ebulição, tal como o que agora vem acontecendo com  os povos do Médio Oriente, uma espécie de historia "a repetir-se" de forma diferente e também trágica.
Mas falar do Faial, é falar de uma ilha se calhar até pequena, mas e apenas, em dimensão espacial, mas de "alma muito grande".
Muito bela em paisagens. Muito produtiva e  solo muito fértil. A melhor de todo o arquipélago em acessos por mar, costas muito acessíveis, belas praias. Centro internacional de ligação com o mundo já que bafejada pela geografia,  foi e continua,  sendo um capricho autêntico dela própria, e algo que ninguém se atreve a negar.
Tornou-se cidade, não por "capricho" politico, mas por  mérito próprio, arrecadado atraves do seu  inquestionável apoio  ao desenvolvimento e ao conhecimento do mundo.
Em determinada altura, era mesmo a principal, mais  cosmopolita  e mais desenvolvida cidade do arquipélago. Não só em comercio, como em cultura. Era a "mais pequena, maior cidade do Mundo", assim o diz  o escritor e poeta florentino, Pedro da Silveira que por aqui andou. Assim o diz Nemésio enquanto também por aqui andou. Assim digo eu, enquanto por aqui andar.
Sede de Distrito durante dois séculos. Principal porto de apoio à navegação internacional durante os seus longos quinhentos anos. India e Brasil, estavam nas suas rotas, nas idas e nos retornos. Entidades consulares das mais conhecidos e desenvolvidas nações europeias e do mundo de então. O primeiro consulado americano nos Açores. Era vulgar ouvir-se falar  pelas ruas da cidade, o inglês,  o francês e o espanhol para o qual os autóctones não se furtavam. Um ilustre visitante de nome Franklin Roosevelt, um dos maiores presidentes que os Estados Unidos terão conhecido, Terá tido mesmo a intenção de criar na Horta, a sede das Nações Unidas, quando por aqui andou em 1919, então como  Secretario da Marinha.
Apenas um politico açoriano, alias um jovem obreiro e  continuador da autonomia, em boa hora viu, esse desiderato: Valorizar a história e o que fora anteriormente  conseguido.
É que e  à posteriori, tem sido um tal "esvaziar", um esvaziar  incontornável e incontrolável.
Como querem ou pensam que é possível pensar em desenvolvimento no Faial?
Como pensam que é possível a fixação das pessoas, na terra de onde são ou foram escorraçados, aquela  que afinal amam e desejariam ficar?
O Faial é um
cadinho de emigração sempre activo e sem fim à vista...
Muito havia para dizer...Mas ficamos por aqui,
terminando com o tal verso do Pedro da Silveira:




sexta-feira, 8 de junho de 2018

Irracionalidade? Ou a falta de percepção de uma missão?

A irracionalidade, cada vez mais se apropria  da mente humana. O homem, (um animal,  mamífero como os demais), tornou-se o centro da vida: o decisor, o orientador, o mandante, o grande "senhor" de tudo e de todos. Fez normas, leis; impõe   e impõe-se. Diz sim ou não, à morte, à guerra, ao genocídio. Desafia  a Natureza,  suas leis e mistérios. Mas afinal quem é e o que é o homem?

Para que serve? O que veio "cá" fazer?