Cheguei a este mundo, num desavindo e desvairado camarote, de avelhentada nave espacial de terceira classe.
Adávamos por essa altura em meados dos anos trinta do século passado.
Aqui pelos Açores, vestia-se o que calhava. Havia uns felizerdos ( poucos?), que se entretinham a receber os saquinhos com as roupas da América, com um cheiro tão caracteristico que ganhou memória, encontradas talvez no Salvation Army ou nalgum outro e recatado caixote de lixo ao virar da esquina. Mas isto era oiro sobre azul...
Comia-se muito mal. A linguiça e os ovos eram os pratos, não direi favoritos, nem de referência, mas de resistência. A primeira, porque o anafado e pachorrento porco, era o mealheiro, o grande companheiro e o amigo da rotina da vida, que se alimentava tácita e pobremente dos miserandos restos que sobravam do dia-a-dia e (helas!), a subsistência certa, inevitável e possível, depois de levar a naifada no pescoço...
Galinha? Esta aparecia em dias festivos (nem sempre). e era garroteada a preceito em ambiente familiar...e recatado...
Já por essa altura os sacrifícios e os sarcófagos, ou melhor esses sacrificios, muito me impressionavam.
Porquê as galinhas? Ou as vacas, essas até sacrificadas alegremente com direito a despojos de exposição, nas festas ao Divino? Ou até os cordeirinhos, esses tão exaltados na doce e inigmática linguagem biblica judaico-cristã?
Imolados? Era isso. Mesmo sem qualquer culpa formada, a não ser a que lhe conferia da obrigação ou do direito de virem a este mundo, pela mesma Mão...a que cá nos colocou ...
Tudo isto fo-me moldando, modelando e dando uma percepção mais curiosa e activa da vida e da forma como a encarámos e vivemos.
E a conclusão veio mais cedo do que se supunha: vivemos sacrificando tudo o que nos rodeia e não só...
Incluindo, vejam só , o nosso semelhante...
Mesmo rodeados de religiões por todos os lados... até por cima...
QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
domingo, 24 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
QUE BOM!
Sou levado a pensar, que mesmo tocados pelo estigma da crise ou da bondade, somos pródigos, em muita e muita coisa... Ora se não, vejamos: são os feriados, as pontes, os dias pios, os santos, os santificados...
É ver como o pais pára, impávido e sereno, quase uma semana, para assistir às exéquias da Semana Santa... Superior e mais ortodoxo, só mesmo no reino das Filipinas...
Diz-se que são uns quantos milhões que se perdem, (fala-se de 20, só na tolerância de ponto). E em 650
em cada dia que passsa...sem trabalho. E as pontes rondam os 850 milhões...
Oxalá que os finlandeses não se apercebam disso. Nem o FMI.
Afinal como é bom ser cristão, neste jardim de brandos costumes à beira-mar plantado...
Ou não ser, e fazer de conta de que se é...Porque afinal, e bem vistas as coisas, também dá no mesmo...
É ver como o pais pára, impávido e sereno, quase uma semana, para assistir às exéquias da Semana Santa... Superior e mais ortodoxo, só mesmo no reino das Filipinas...
Diz-se que são uns quantos milhões que se perdem, (fala-se de 20, só na tolerância de ponto). E em 650
em cada dia que passsa...sem trabalho. E as pontes rondam os 850 milhões...
Oxalá que os finlandeses não se apercebam disso. Nem o FMI.
Afinal como é bom ser cristão, neste jardim de brandos costumes à beira-mar plantado...
Ou não ser, e fazer de conta de que se é...Porque afinal, e bem vistas as coisas, também dá no mesmo...
terça-feira, 19 de abril de 2011
MÉDICOS A MAIS?
Já vão quase duas décadas. Uma senhora Ministra da Saúde muito conceituada no tempo, disse da sua justiça: havia médicos a mais. Era preciso fechar Faculdades de Medicina. Lembro-me muito bem de que houve quem andasse com as calças na mão. Então? E os cinco e seis anos que andámos para aqui a malhar ? E aqueles lindinhos cadernos de Anatomia? Que custavam um dinheirão e muitos anos para por na cachola?
Não! Não havia mais nada para ninguém...
Houve quem quisesse ver naquilo uma birra. Outros, uma tremenda estupidez. Então? Não havia país nenhum que se gabasse de que tinha médicos a mais. Mas nós, os portugueses, tinhamos . " Só que, o haver havia, agora é que já não há". Até parece o slogan do canalizador do gaz...isto numa Europa que se queria a zero velocidades...
E a solução ao fim destes anos todos aí está: médicos espanhóis por todo o lado...
E agora, que já não chegam, vêm-nos da Colômbia. Qualquer dia, do Saara. Nada tenho contra esses profissionais, são sempre bemvindos desde que sejam competentes, mas vejam ao que isto chegou. Recusavam-se naquela altura candidatos com médias de quase vinte valores para entrar em Medicina...
Quantas expectativas frustradas? Quantas perdas e quantos danos?
E ninguém se responsabiliza ou responsabiliza, quem tanta culpa teve nesse cartório...Será que a memória é curta? Ou convirá que assim seja?
É preciso não esquecer que um desses profissionais leva no minimo quatorze ou quinze anos a lá chegar...
É altura de responsabilidades, de pedir responsabilidades também aos políticos, mas o que se nota é exactamente o contrário. Arranjam-se-lhes quase sempre um final feliz e boas pousadas para sonhar...e ganhar bem a vidinha...
Não! Não havia mais nada para ninguém...
Houve quem quisesse ver naquilo uma birra. Outros, uma tremenda estupidez. Então? Não havia país nenhum que se gabasse de que tinha médicos a mais. Mas nós, os portugueses, tinhamos . " Só que, o haver havia, agora é que já não há". Até parece o slogan do canalizador do gaz...isto numa Europa que se queria a zero velocidades...
E a solução ao fim destes anos todos aí está: médicos espanhóis por todo o lado...
E agora, que já não chegam, vêm-nos da Colômbia. Qualquer dia, do Saara. Nada tenho contra esses profissionais, são sempre bemvindos desde que sejam competentes, mas vejam ao que isto chegou. Recusavam-se naquela altura candidatos com médias de quase vinte valores para entrar em Medicina...
Quantas expectativas frustradas? Quantas perdas e quantos danos?
E ninguém se responsabiliza ou responsabiliza, quem tanta culpa teve nesse cartório...Será que a memória é curta? Ou convirá que assim seja?
É preciso não esquecer que um desses profissionais leva no minimo quatorze ou quinze anos a lá chegar...
É altura de responsabilidades, de pedir responsabilidades também aos políticos, mas o que se nota é exactamente o contrário. Arranjam-se-lhes quase sempre um final feliz e boas pousadas para sonhar...e ganhar bem a vidinha...
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Uma Europa a Várias Velocidades...
Não poderei dizer que fui ou que sou o que muitos cognominavam de eurocéptico. Mas lá que sempre tive dúvidas quanto à consecução do projecto da União Europeia? Ai, que sempre as tive!
Países cultural, económica e politicamente tão diferentes, unidos apenas pela moeda e pouco mais?
Era algo bom demais para ser verdade. E depois, os lobões e os lobitos além Atlântico sempre à espreita e a verem nisso mais uma ameaça e o ruir do seu próprio império? E o dólar todo poderoso? E a solidariedade? E depois, uns muito mais ricos, outros muito mais pobres, mais ou menos industrializados, mais ou menos rurais ou se calhar mais atrasados? Onde os colocar? Em que galáxia? Como reequilibrar ou conciliar essas diferenças?
Ora! E aí temos a resposta, uma dúzia de anos passados: cada qual mostrando quanto vale e a querer fugir para o seu lado.
Por baixo começou por ficar a débil Grécia; depois surgiram vários outros países, desde a Irlanda, à Islândia, passando por Portugal, com muitos outros na lista de espera ou na rampa de lançamento, alguns que se pressupunha que fossem poderosos...
Por cima, como não podia deixar de ser, foram ficando os bons, os " solidários", aqueles que nem por nada querem entrar no jogo e no cardápio...Amanhem-se lá como quiserem e puderem, é o que dizem. E há também os larápios, os que engordam à custa disto tudo e da miséria dos outros. E há também os que se rebolam de gozo, porque a CEE ou a UE, afinal era uma farsa. Mas há os que apertam o cinto e os que acreditaram e precisavam disto como de pão para a boca...para redenção da sua penúria...
Ora a ver vamos até onde isto chega...
Não vivemos numa alcateia de lobos bem treinados, "numa aldeia global"? Sempre prontos para o que der e vier...Pois então?!
Cada vez mais me convenço de que o homem é isto mesmo: um predador à altura do século que criou...Ou se calhar, inventou...?
Países cultural, económica e politicamente tão diferentes, unidos apenas pela moeda e pouco mais?
Era algo bom demais para ser verdade. E depois, os lobões e os lobitos além Atlântico sempre à espreita e a verem nisso mais uma ameaça e o ruir do seu próprio império? E o dólar todo poderoso? E a solidariedade? E depois, uns muito mais ricos, outros muito mais pobres, mais ou menos industrializados, mais ou menos rurais ou se calhar mais atrasados? Onde os colocar? Em que galáxia? Como reequilibrar ou conciliar essas diferenças?
Ora! E aí temos a resposta, uma dúzia de anos passados: cada qual mostrando quanto vale e a querer fugir para o seu lado.
Por baixo começou por ficar a débil Grécia; depois surgiram vários outros países, desde a Irlanda, à Islândia, passando por Portugal, com muitos outros na lista de espera ou na rampa de lançamento, alguns que se pressupunha que fossem poderosos...
Por cima, como não podia deixar de ser, foram ficando os bons, os " solidários", aqueles que nem por nada querem entrar no jogo e no cardápio...Amanhem-se lá como quiserem e puderem, é o que dizem. E há também os larápios, os que engordam à custa disto tudo e da miséria dos outros. E há também os que se rebolam de gozo, porque a CEE ou a UE, afinal era uma farsa. Mas há os que apertam o cinto e os que acreditaram e precisavam disto como de pão para a boca...para redenção da sua penúria...
Ora a ver vamos até onde isto chega...
Não vivemos numa alcateia de lobos bem treinados, "numa aldeia global"? Sempre prontos para o que der e vier...Pois então?!
Cada vez mais me convenço de que o homem é isto mesmo: um predador à altura do século que criou...Ou se calhar, inventou...?
quinta-feira, 31 de março de 2011
Crise? Palhaçada? Ou talvez não...
Hoje já nada me espanta. E não me espanta, porque as pessoas (algumas pelo menos), encarnaram pequenos monstros e insaciáveis vamprios. É ver essas agências de rating. É vê-las avaliando com o maior despudor e à vontade (digo zêlo), os países mais coxos ou mais pobretanas, apelidando-os de lixo (quer sejam instituições, e não só, com um historial credível), no panorama abstruso incompreensivel, daquilo que se convencionou chamar economia mundial.
Uma agiotagem tão asquerosa que mete nojo. Só que essa agiotagem está a condenar à fome milhões de seres, familias inteiras, crianças e velhos, gente que desejava, queria e tinha o direito de viver melhor.
Quem anda por de trás de todo esse imbróglio? Onde está a cabeça desse polvo ignaro e invisível?
Com que intenções ele vai sugando? Quem tem força para o estripar?
Em Portugal a sensação de riqueza que se gerou com a aurora de Abril, foi perversa, quase falsa, tal como várias outras utopias. Grandes proventos para uns, nada ou quase, para outros, a gosto de governantes de ocasião. Arrotar postas de pescada, tornou-se tarefa fácil para o Zé . Que passou a mudar de pó-pó mais vezes, por vezes ano-sim, ano-não. A ter mais doutores nas suas fileiras, embora alguns continuem sem saber qual a capital do reino da Dinamarca. Aí também houve ingenuidade e até alguns culpados. Salvou-se o melhor: a LIBERDADE, por vezes até esta foi confundida e posta em causa, por quem mais a desejava: o Povo, um palavrão que no meu saudoso tempo apenas servia o judaico-cristianismo que o utilizava só e com parcimónia em fins de semana ou em cerimónias menos frequentes ou mais pias.
Mas a CEE ou a UE não agradou a alguns troianos, àqueles porventura que tinham os olhos virados para dentro ou para o seu próprio umbigo. E aí está a aligeirada resposta: a crise.Uma crise que é, ou talvez não, também uma palhaçada. Não de rir; mas de chorar...
Olhem a missiva da Irlanda, um aviso ao carreirismo político caseiro que abunda. Que a revejam e que a meditem com cuidado. Mesmo aqueles que nunca aprenderam a malfadada tabuada, porque tinham à mão as minusculas máquinas de calcular e o dinheiro para as comprar...coisa que a gente não tinha, nem sonhava nem sequer com sombras, no nosso malfadado tempo.
E fala-se de gerações rascas, e de gerações à rasca ...
Olhem para a minha! Liceu? Isto era na altura, coisa rara e para fidalguia...
Agora? Agora até os vão lá buscar a casa (os meninos)...e de graça...E até lhes oferecem ensino privado e bolinhos quentes à mistura, que o digam alguns doss sensíveis papás...
Telefones e pó-pós? Viam-se mas muito poucos, só para os senhores, não vou dizer drs., porque esses eram também raros e bem poucos, e escassos em muita e muita outra coisa...
Empregos? Cunhas? Fome?
De tudo isto havia para dar e vender, ou então só para alguns... Era tudo, pelo menos, um milhão de vezes pior do que agora por aí acontece. Refiro-me material e socialmente...Só que havia um coisa importante que desapareceu da lusolandia e um pouco por todo o mundo: a palavra. E a palavra significava simplesmente honradez...Mas deixem-me lá sonhar, que é bom... Isto vai mudar, sim senhor! Para melhor... Para melhor...
E não se esqueçam de extirpar a tal cabeça ou as tais cabeças do polvo...Que se calhar são muitas...
Uma palhaçada...Mas muito e muito triste, meus amigos...
E não ponham a culpa ao pobre do Sócrates que já teve os seus dividendos e os nomes mais sonantes de todos os quadrantes, (politicos e não só), e que se aguentou firme como uma rocha ou a outro malfadado politico mais novato, fresquinho, e cagãozinho, de última hora. Porque esse terá de fazer o mesmo que o malfadado dito cujo ou bem pior: ir buscar o dinheiro para pagar as dívidas, que já somam milhões e não vêm de agora: vêm de longe; de há muitos e longos anos. Rebusquem no miolo dessas memórias emperradas e vejam, a começar pelos quadros especiais da função pública, uma reestruturação em proveito próprio ou apenas para alguns felizardos da agora tão perseguida e proclamada função pública...!
Como julgam que viveram nestes últimos anitos todos, meus heróicos convencidos?
Preparem-se para o sacrificio QUE ELE JÁ AÍ VEM, isto é se querem que isto continue! E talvez melhore...
Ou então? Ai dinheiro! Ai vida! Ai pensões!
Ai! Ai! Ai...Nem o FMI nos vai poder salvar...
E não queiram voltar para trás, tal como nos rezava a tal cantiguinha do Mourão, "Ó tempo volta para trás..."...Porque eu não quero, nem recomendo...Nem sequer ao meu maior inimigo... de estimação...
Nota: Sei que recentemente andam por aí a tentar por as mãos nesses manfios, os amiguinhos dos ratings, e tentam desesperadamente considerá-los no mínimo como delinquentes. Há muito que digo isto...Então que diabo de democracia é esta em que vivemos?
A roda para poder ir ao eixo precisa de mão firme, mas justa e já agora, porque não, democrática?...Se não, nem vale a pena viver nesta bagunça... E mais: sei também que o tal FMI está já cá a arregaçar a manga, não para fazer cócegas, mas para começar a molhada, e sei também que aqueles que não aprovaram as medidas de contenção do famigerado PEC4, vão ter de engolir o sapo... vivinho da Silva...Só que maior...muito maior...
AHHHHHHHHHHHH...Só quero é rir....Porque, tal como tu , vou ter de chorar...
Se calhar o "Ai! Ai! Ai", já nem vai ser suficiente...
E até acho que o que lá está no banquinho à ordem, que é pouco, e suadinho, pode ir à vida...engordar a súcia mentecapta que nunca nada fez... senão barulho e a sua aritmética de números invisíveis... de magia...para consumo próprio e exclusivo...
Uma agiotagem tão asquerosa que mete nojo. Só que essa agiotagem está a condenar à fome milhões de seres, familias inteiras, crianças e velhos, gente que desejava, queria e tinha o direito de viver melhor.
Quem anda por de trás de todo esse imbróglio? Onde está a cabeça desse polvo ignaro e invisível?
Com que intenções ele vai sugando? Quem tem força para o estripar?
Em Portugal a sensação de riqueza que se gerou com a aurora de Abril, foi perversa, quase falsa, tal como várias outras utopias. Grandes proventos para uns, nada ou quase, para outros, a gosto de governantes de ocasião. Arrotar postas de pescada, tornou-se tarefa fácil para o Zé . Que passou a mudar de pó-pó mais vezes, por vezes ano-sim, ano-não. A ter mais doutores nas suas fileiras, embora alguns continuem sem saber qual a capital do reino da Dinamarca. Aí também houve ingenuidade e até alguns culpados. Salvou-se o melhor: a LIBERDADE, por vezes até esta foi confundida e posta em causa, por quem mais a desejava: o Povo, um palavrão que no meu saudoso tempo apenas servia o judaico-cristianismo que o utilizava só e com parcimónia em fins de semana ou em cerimónias menos frequentes ou mais pias.
Mas a CEE ou a UE não agradou a alguns troianos, àqueles porventura que tinham os olhos virados para dentro ou para o seu próprio umbigo. E aí está a aligeirada resposta: a crise.Uma crise que é, ou talvez não, também uma palhaçada. Não de rir; mas de chorar...
Olhem a missiva da Irlanda, um aviso ao carreirismo político caseiro que abunda. Que a revejam e que a meditem com cuidado. Mesmo aqueles que nunca aprenderam a malfadada tabuada, porque tinham à mão as minusculas máquinas de calcular e o dinheiro para as comprar...coisa que a gente não tinha, nem sonhava nem sequer com sombras, no nosso malfadado tempo.
E fala-se de gerações rascas, e de gerações à rasca ...
Olhem para a minha! Liceu? Isto era na altura, coisa rara e para fidalguia...
Agora? Agora até os vão lá buscar a casa (os meninos)...e de graça...E até lhes oferecem ensino privado e bolinhos quentes à mistura, que o digam alguns doss sensíveis papás...
Telefones e pó-pós? Viam-se mas muito poucos, só para os senhores, não vou dizer drs., porque esses eram também raros e bem poucos, e escassos em muita e muita outra coisa...
Empregos? Cunhas? Fome?
De tudo isto havia para dar e vender, ou então só para alguns... Era tudo, pelo menos, um milhão de vezes pior do que agora por aí acontece. Refiro-me material e socialmente...Só que havia um coisa importante que desapareceu da lusolandia e um pouco por todo o mundo: a palavra. E a palavra significava simplesmente honradez...Mas deixem-me lá sonhar, que é bom... Isto vai mudar, sim senhor! Para melhor... Para melhor...
E não se esqueçam de extirpar a tal cabeça ou as tais cabeças do polvo...Que se calhar são muitas...
Uma palhaçada...Mas muito e muito triste, meus amigos...
E não ponham a culpa ao pobre do Sócrates que já teve os seus dividendos e os nomes mais sonantes de todos os quadrantes, (politicos e não só), e que se aguentou firme como uma rocha ou a outro malfadado politico mais novato, fresquinho, e cagãozinho, de última hora. Porque esse terá de fazer o mesmo que o malfadado dito cujo ou bem pior: ir buscar o dinheiro para pagar as dívidas, que já somam milhões e não vêm de agora: vêm de longe; de há muitos e longos anos. Rebusquem no miolo dessas memórias emperradas e vejam, a começar pelos quadros especiais da função pública, uma reestruturação em proveito próprio ou apenas para alguns felizardos da agora tão perseguida e proclamada função pública...!
Como julgam que viveram nestes últimos anitos todos, meus heróicos convencidos?
Preparem-se para o sacrificio QUE ELE JÁ AÍ VEM, isto é se querem que isto continue! E talvez melhore...
Ou então? Ai dinheiro! Ai vida! Ai pensões!
Ai! Ai! Ai...Nem o FMI nos vai poder salvar...
E não queiram voltar para trás, tal como nos rezava a tal cantiguinha do Mourão, "Ó tempo volta para trás..."...Porque eu não quero, nem recomendo...Nem sequer ao meu maior inimigo... de estimação...
Nota: Sei que recentemente andam por aí a tentar por as mãos nesses manfios, os amiguinhos dos ratings, e tentam desesperadamente considerá-los no mínimo como delinquentes. Há muito que digo isto...Então que diabo de democracia é esta em que vivemos?
A roda para poder ir ao eixo precisa de mão firme, mas justa e já agora, porque não, democrática?...Se não, nem vale a pena viver nesta bagunça... E mais: sei também que o tal FMI está já cá a arregaçar a manga, não para fazer cócegas, mas para começar a molhada, e sei também que aqueles que não aprovaram as medidas de contenção do famigerado PEC4, vão ter de engolir o sapo... vivinho da Silva...Só que maior...muito maior...
AHHHHHHHHHHHH...Só quero é rir....Porque, tal como tu , vou ter de chorar...
Se calhar o "Ai! Ai! Ai", já nem vai ser suficiente...
E até acho que o que lá está no banquinho à ordem, que é pouco, e suadinho, pode ir à vida...engordar a súcia mentecapta que nunca nada fez... senão barulho e a sua aritmética de números invisíveis... de magia...para consumo próprio e exclusivo...
terça-feira, 8 de março de 2011
SÉI QUEM ÉS
Não te conheço
Mas sei quem és.
Olho nos teus olhos,
Vejo nos teus pés,
Gastos, doridos,
Tanto sofridos,
Cansados de andar,
Por longe, por perto,
No mar do deserto,
Na pedra queimada,
Da terra enjeitada,
Contigo a chorar
Lágrimas de basalto.
Arrancas o pão
De redes ao alto,
Enchada na mão,
Quase em sobressalto,
Beijando o suor,
Com ósculos de dor
O Tempo passa,
E ficas à espera,
Que um dia qualquer,
Te tragam amor,
Te dêem a Graça.
Não te conheço,
Mas sei quem és,
Por isso peço licença
Para secar-te os olhos,
E beijar-te os pés.
H. Moura 26.2.1995
Mas sei quem és.
Olho nos teus olhos,
Vejo nos teus pés,
Gastos, doridos,
Tanto sofridos,
Cansados de andar,
Por longe, por perto,
No mar do deserto,
Na pedra queimada,
Da terra enjeitada,
Contigo a chorar
Lágrimas de basalto.
Arrancas o pão
De redes ao alto,
Enchada na mão,
Quase em sobressalto,
Beijando o suor,
Com ósculos de dor
O Tempo passa,
E ficas à espera,
Que um dia qualquer,
Te tragam amor,
Te dêem a Graça.
Não te conheço,
Mas sei quem és,
Por isso peço licença
Para secar-te os olhos,
E beijar-te os pés.
H. Moura 26.2.1995
domingo, 6 de março de 2011
Quando contemplo o mundo, sinto vontade de rir... E de chorar...
Quando contemplo o mundo e olho a vida, sinto vontade de rir... E de chorar...
Refiro-me concretamente ao mundo dos homens, em que a reflexão é coisa invisível, exótica, rara e desconhecida. E em que essa reflexão aponta para um misto de sádico e de maquiavélico, um egoísmo e uma hipocrisia, que se generalizou e tornou hábito.
Dinheiro a quanto obrigas?!
É isso? Vive-se numa sociedade hipópcrita a tempo inteiro recheada de prostituição e de masturbação intelectual. Mas nem pensem que estou a referir-me a tabus inquietantes de "abuso" ou de preversão sexual ou a outros comportamentos impostas pelos padrões morais de vida nas sociedades modernas...
Pelo contrário. Refiro-me a fórmulas igualmente requintadas, mas de viver na dependência da infelicidade e da dor... Refiro-me concretamente à dor da "Vida", porque a dor de hoje atinge a vida toda : a humana e a outra... a que a envolve.
Ajuda a melhorar isto...Com as armas que te deram ou talvez te emprestaram...
Refiro-me concretamente ao mundo dos homens, em que a reflexão é coisa invisível, exótica, rara e desconhecida. E em que essa reflexão aponta para um misto de sádico e de maquiavélico, um egoísmo e uma hipocrisia, que se generalizou e tornou hábito.
Dinheiro a quanto obrigas?!
É isso? Vive-se numa sociedade hipópcrita a tempo inteiro recheada de prostituição e de masturbação intelectual. Mas nem pensem que estou a referir-me a tabus inquietantes de "abuso" ou de preversão sexual ou a outros comportamentos impostas pelos padrões morais de vida nas sociedades modernas...
Pelo contrário. Refiro-me a fórmulas igualmente requintadas, mas de viver na dependência da infelicidade e da dor... Refiro-me concretamente à dor da "Vida", porque a dor de hoje atinge a vida toda : a humana e a outra... a que a envolve.
Ajuda a melhorar isto...Com as armas que te deram ou talvez te emprestaram...
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