quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Cabeça do Polvo e as agências de Rating

Já, e por diversas vezes, falámos na cabeça de um polvo: um polvo enigmático, que vai sugando o sangue dos mais pobretanas e Portugal está nesse triste e miserando lote. E  esse polvo  chama-se as agências de Rating.
Quem as comanda? A partir de que país?
Quem as autoriza a classificar  tudo e todos como  lixo.
Será que ninguém com responsabilidade vê  ou viu isso? Ou não quer  mesmo  ver?
Com essa gente nunca se irá acabar com qualquer crise em qualquer parte deste ou do outro mundo, e isto enquanto houver um desgraçado euro para esmifrar...
Qual o governo ou o país soberano que dá guarida à mentalidade desse polvo? Porque não se o combate com as armas de que dispomos. Uma guerra económica? Ou uma guerra de sobrevivência económica que é também de sobrevivência real??
Meus senhores. O mundo está louco, todos o sabemos..Mas há quem dele se aproveite...à custa de muita barriga vazia.
Vivemos num sarcófago da abutres...e de loucos.
É que o verdadeiro lixo que se proclama,  começa  por essas agências...E na mira delas está o euro ...ou a tal UE que se calhar nunca foi  bem aceite por alguns países que contemplam o seu próprio umbigo.
É caso para se dizer que a tal magia da UE foi talvez, um estrondoso  fracasso...
E é caso também  para se gritar a plenos pulmões,  que os abutres ladram mas a caravana passa...ou passará...

domingo, 3 de julho de 2011

A CONCORRÊNCIA

É o que está faltando na Ilha do Faial. A anterior "grande superficie" de nome Modelo, e que deu um golpe de misericordia no pequeno comércio local, virou "Continente". Mas as melhorias ainda não se fizeram sentir. Muito pelo contrário. Tudo anda uma bagunça...Faltam artigos de uso quotidiano, como o frango  mal grelhado,   que desenrascava. Com tanta propaganda e  com tanto alarido , (tal qual o  país e o mundo) vai tudo de mal a pior...Criou-se a super mentalidade do marketing, do anuncio provinciano televisivo, do encantamento dos anos sessenta, made in USA, do dolce far niente, do foguetório aleatório, mas vivemos um atraso de vida...
É caso para se dizer, onde está a concorrência que tanta falta está fazendo? Mesmo com estes governos bem à direita empenhados em tudo privatizar...
E é caso também para se dizer, que estamos afastados pelo menos mil e seiscentos quilómetros de qualquer pedaço de mundo. Ou quem sabe se não serão muitos mais...?
Já dissemos certa vez num jornal que morreu depois de cem anos de vida, que ilhas só para passar o Verão...e quando há sol o que escasseia...
O pior é que nem sequer o tal Verão aparece ou alguma vez se calhar,  irá aparecer, seguindo este itinerário a que estamos impávidos a assistir...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Hellas! Deixaram de Mentir!!!

O grande mentiroso era o Sócrates. Porque habilmente escondia a miséria em que todos nós nos encontrávamos. E quando digo nós, digo  todos nós, não excluindo grande parte dos países europeus e os do outro lado do Atlântico-, o antigo El Dorado americano incluído. Só um papalvo é que não via isso.
Eis que vem outro governo confortavelmente votado pelo povo (o nosso povo, o mesmo que votou Salazar como o melhor portugues de sempre...), e que ainda em campanha eleitoral, dizia que mexer nos impostos (?), nem pensassem...
Ora o resultado chegou depressa: apanhou votos.
E o outro resultado veio   a seguir: mexeu neles logo nos primeiros dias da governação.
Conclusão: Mais sério,  mais optimista e mais prático, ainda não vi..
Agora  de mais  mentiroso pelo menos,  ninguém o livra...
É caso para dizer:  Hellas!Os políticos deixaram de mentir!

sábado, 18 de junho de 2011

Escrever? Ou Traduzir?

Isto vem a respeito das declarações de uma concorrente no programa "De Quem Quer Ser Milionário".
O Super Malato, o ursinhão, como ele próprio  se intitula, ao referir-se a publicações, livros mais concretamente, dizia, e com certa razão, que nunca se publicaram tantos como agora  em Portugal. É uma verdade.
E a tal concorrente não se ficou por aí e logo acrescentou : que os bons, raramente encontravam editor. E que o mundo do livro, (editores, distribuidores, livreiros etc. etc. ), era, e é um mundo nubloso... às vezes maquiavélico. São eles os sorvedouros do negócio, de um negócio em que o autor, perdendo muitas vezes anos de trabalho, é quem menos ganha e a personalidade sempre pronta a dar boleias...E porque é artista, fecha os olhos ao dinheiro.
Até nisso Portugal  não é só um país de brandos costumes. É também um país de hipocrisia e de oportunismo.
Afinal e melhor pensando, por onde andam os bons livros, romances  sobretudo ou quaisquer outros de outro gênero literário?
 Quem os escreve? Para quê e para quem?
É por isso que as tais editoras, levam a vida a importar criatividade, (?), como se isso fosse possível , por vezes transfigurando-a em traduções  apressadas....
É a democracia também ela, a dar um sinal duvidoso, doloroso e menos positivo. Ou não será mesmo oportunismo?
Apetece seguir as pisadas de  Miguel Torga que, enquanto vivo, nunca recorreu a esse status.
Toda a sua obra foi de  edição de autor...E aí está para a quem a quiser  apreciar...
Ou não será melhor perguntar a esses senhores, se valerá  a pena escrever, ou antes, fazer greve à escrita, como se faz com tanta outra coisa... que vai por aí  grassando?!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O GOVERNO

Este  Governo vai ser sério, é o que diz Coelho, o novo indigitado a PM pelo PR. Isto quer dizer que há governos que não são sérios. E seguindo o mesmo raciocinio, conclue-se que há políticos que também comungam da mesma marca. A seriedade afinal, é como a água benta - cada qual toma-a a seu gosto.
Neste dealbar de milênio, há vários Coelhos na política. Qual deles o melhor? Será o da Madeira qua tanto ama o Jardim?
Antigamente eram os Costas. Acabaram-se os Costas,  como o  Gomes da Costa ou  o Costa Gomes.
Todos muito bonzinhos e muito iguaisinhos...
Quanto a Coelhos: quem os tira da cartola?
A ver vamos. O rapaz já diz que vai ser dificil a caminhada...
Preparando o terreno?
Qual carapuça! Para ele, e talvez   para os amigalhaços, que sempre os há, nem tanto.
Agora para quem não tem trabalho,  ou melhor ordenado, (trabalho não, porque trabalho não falta), ...vai ser duro. Mas isto não é novidade para ninguém, nem sequer para um surdo-mudo...
Que Deus nos, (e o ajude), porque  até os agnósticos e os ateus vão ter de a Ele  recorrer... e pedir-lhe,  talvez esmola...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O QUE NOS RESTA

O relativo insucesso das religiões, é o estado a que chegámos. Cada vez mais o homem é o grande predador de si e do universo ...Mas (elas) as  religiões, têm ainda um peso enorme, e talvez um papel importante, na vida quotidiana e na vivência da condição humana.
Podem até ser, em alguns casos, o barómetro da própria sociedade e da sua cultura.
É tempo de Pentecostes. É tempo de falar de Espírito Santo. E falar de Espirito Santo, é falar de partilha e de dádiva. É falar do frade calabrez Joaquim de Fiore e de Francisco de Assis - il povorelle,  o Santo da Natureza. De Alguém que deu outra dimensão ao cristianismo, porque deu tudo, renovando-o, e exorcisando a Terra como lugar de dor e  expiação para  remissão de pecados. Alguém que trazendo a divindade para a rua, chamou pela primeira vez a atenção do mundo para a grande realidade que é a criação e a vida, e que essa vida, toda ela merece ser respeitada e mais do que isso,  amada. E  que despojar-se, é partilhar, e é dar-se...
Assim foi a sua génese. Assim deverá ser a sua continuidade.
Infima parcela dessa Grande Obra e desse imenso e Eterno Infinito, o homem cada vez precisa  repensar a sua caminhada, o Espirito Santo, e a mais íntima concepção de Fiore e de  Assis.
Ao fim de um milênio,  aqui pelos Açores, santuário dessa quimera - igualdade, fraternidade, partilha - resta-nos apenas as sopas do Espírito Santo...
Pena haver algum aproveitamento...
Mas se for para assegurar essa  continuidade, que o mafarrico  não nos leve mais...
Afinal de contas, também eu gosto das sopas,  quando bem confeccionadas, claro...

domingo, 12 de junho de 2011

INCOERÊNCIA ATÉ NA COLIGAÇÃO

Incoerência até na coligação de governo.
Numa situação como a actual, não seria conveniente uma aliança de goveno mais abrangente, incluindo o próprio partido da anterior governação?
Parece-me que à partida, há falta de lucidez política para ultrapassar a crise que é enorme.
Isto até um cego. nota claramente.
Mais uma portuguesice ou uma politiquice, que se calhar vamos ter de pagar.
Ou será mesmo um capricho e falta de bom senso?