QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
TOMA QUE É DEMOCRÀTICO
Se alguém aspirou a respirar Democracia e até aperfeiçoá-la, esse alguém é o humildérrimo rabiscador destas linhas.
Isto, porque continua na expectativa de ter uma, aqui por perto ou noutro lugar qualquer, mesmo que não seja deste mundo.
Ora, o que vê naquilo e em que tanta gente e tanta confiança se depositou, é uma lástima. Cada qual "espirrando" para seu lado, mentindo, aldrabando, não cumprindo, desrespeitando, enganando, fazendo "trinta-por-uma-linha", para acautelar um lugar ao sol, para si e para os amigos, mesmo acotovelando todos e tudo. Digamos que é o simulacro requintado da selva, adaptado fugzmente à nova sociedade, isto em pleno século XXI, numa altura em que a magia tecnológica permite-nos sonhar com o impensável, uma situação que deveria permitir ao homo sapiens alcandorar-se ao título de senhor do universo e não a de reles usurpador da sua espécie e do meio que lhe outorgaram.
Mas o pior: fá-lo à sombra da fraternidade, da igualdade, da solidariedade, da Democracia - numa palavra: da LIBERDADE.
É caso para repetir o velho slogan e a cantiguinha, célebre já no seu tempo e que engatinhou sorrateiramente até aos nossos dias, vindo da malfadada primeira República: Liberdade, Liberdade, cada qual chama-lhe sua...
Ou fazê-lo a jeito de Bordalo Pinheiro, TOMA LÁ ESTE, QUE É DEMOCRÁTICO!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
VIDA - UMA MAGIA SEM PREÇO E SEM RETORNO
Uma das grandes questões, de entre várias, de que realmente me devo penitenciar, é a de ser (ou talvez não ser), MELHOR ou mais sabiamente apetrechado. E não direi mais humano, porque falar de humano, é confundir e até conspurcar a própria palavra. E o Melhor aqui, tem uma carga muito própria, simbólica, e bem definida: é usar aquilo que se convencionou chamar de Consciência, consciência do Bem e do Mal. Complementando: ter a noção do pudor> , um dever de qualquer ser que se preze.
E ao falar de mim, tenho irremediavelmente de falar nos outros. Daqueles a quem lhes foi outorgado Vida, uma magia sem preço e sem retorno, para conferir perdas e danos a tudo o que o rodeia.
Na já longa esteira que me levou em redor do presente e do passado, penso que o erro e a ganância, ganharam como nunca, foros de cidadania.
É caso para se perguntar: Onde estamos? O que queremos? E para onde vamos? O que viemos cá fazer?
E ao falar em rebate de consciência, e no que poderia ter feito, Mais e Melhor, a única desculpa que vejo, que nem sequer pode talvez ser considerada, é a de que durante a maior parte da minha vida, faltaram-me as ferramentas", quiçá indispensáveis no mundo que atravessámos.
Que ferramentas são essas? Respondpo-lhes já: Um reles instrumento comum de valores e universal de troca chamado dinheiro. Recorri então à mais humilde e pueril, que sempre de mim se abeirou: a ESCRITA.
Resultado: Não fui compreendido ou amado por todos. Não sei até se fui odiado por alguns.
Não me pesa porém, ter prejudicado seja quem for. Se o fiz, foi a tal consciência que se ausentou por instantes. Perdoem-me se aconteceu. Mas até hoje, tenho quase a certeza do dever cumprido, mesmo sem bater muito no peito, embora respeitando quem o faça, desde que falária, por ignorância ou por ausência dela própria.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
ACIMA DAS NOSSAS POSSIBILIDADES?!
Quando me abordam com esta temática, nem lhes respondo. Mas fico à vontade para lhes mandar à outra banda
E porque esta, nos chega de Monsieur Ulrich e Cª, de famosos banqueiros e quejandos, e de outros que tais, que nunca dobraram a cerviz para ganhar o "pão que o diabo amassou", mas que falam de sacrifícios, dos sem abrigo, vejam só, que eles desconhecem e nem sabem o que isso é. E o pior: contribuiram e continuam contribuindo para que aconteçam.
Isto porque a dita e famigerada banca, continua intocável e intocada, bem à prova de fogo e de balas, porque tem os governos (legítimos representantes do povo), do seu lado. Porque ela, a banca, está politizada e até partidarizada, de alto a baixo. E quando a coisa corre menos bem, há o Estado, esse mesmo monstro que eles querem refundar(?), que é quem aguenta, perdão, os contribuintes a quem eles tão bem sabem esfolar com os seus redentores spreads. Esse sim, é que vai aguentando, e é quem tem de fazer os tais sacrifícios de quem Mons. Ulrich tão desassombradamente nas TV vai falando.
Embora se calcule que a situação a que chegámos não seja lá muito famosa, (tal a incompetência dessa gente que se armou em dirigente), e sem saber sequer a sua dimensão, já que a mentira arrasou a sociedade actual, isto de falar de cor e salteado em sacrifícios, devia ser, no mínimo, caso para escaldar a línguaa muita gente.
E falar em viver acima das nossas possibilidades, se calhar até é uma triste verdade. Mas de quem é realmente a culpa, de se criar esta situação, de falsa de riqueza?
A verdade, também triste, é que somos um país tradicionalmente miserável, em que, quem aufere mil euros é um sortudo e um rico inveterado e pagante.
A tudo isto só me apetece responder: MERDE!...É francês, mas em português poderia muito bem levar um acento tónico...com gin e tudo...
sábado, 19 de janeiro de 2013
À PANCADA OU AO "SALVE-SE QUEM PUDER..."
Li há uns dias, uma nota que me derpertou alguma curiosidade.
Vinha de alguém que se dedicava à escrita, e dizia mais ou menos isto:"...não tenho nada contra este e outros governos anteriores, até citava nomes, MAS`HÁ UNS TEMPOS A ESTA PARTE, ESTAMOS A SER GOVERNADOS POR " UMA GAROTADA".
Isto de "garotada", mesmo sem ter o sentido pejorativo, que se lhe possa atribuir, é uma verdade: muita gente nova, com pouca experiência de vida, até de sensibilidade, que zurze ao seu geito o poder que lhe caiu nas mãos, poder esse que foi conquistado a ferros e entregue pelos mais velhos, que agora vêem um rumo e um azimute muito sui generis, mal definido, difícil de perceber, não certamente aquele que desejavam.
Agora surge mais uma medida draconiana, mais uma, de ataque à função pública. A ADSE é para acabar. Alguém está mesmo a pensar em reduzir custos? Ou antes, aumentar e engrossar as candidaturas ao privado?
Estamos a pensar em quê? Em que raio ou em que tipo de sociedade?
Uma socieadade sem Estado, ou uma sociedade com um Estado que só se recorre a ele quando convêm, como é o caso dos bancos e da banca em geral. Quando se quer dar um saltinho político e arranjar um bom tacho? Um Estado que leve as empresas e o tecido económico ao colo e todos nós a pagar esse colo? Uma sociedade de gente encanudada e desempregada, à espera de oportunidades de negócios, mesmo que não sejam os mais claros ou recorrendo à velha e fatídica emigração?
O conselho que lhes dou: é que tomem juízo e que aprendam com os mais velhos.
Se não, vamos todos passar fome, ou pior, andar à pancada e chegar ao "salve-se quem puder".
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
UM RUMO QUE CHEIRAVA A RIQUEZA,
Apelidaram-me de céptico, porque nunca acreditei no "pleno" das benesses da CEE, da UE, da Comunidade Europeia ou daquilo que lhe querem ou quiseram chamar. Principalmente por duas razões.
A primeira: por ser encabeçada por um país altamente egocentrico, que gerou no seu bojo duas guerras mundiais, quase de extremínio.
A segunda: pela forma quase displicente com que espargia "benesses" pelo seu espaço, derretendo dinheiro para não se produzir, transformar, não cultivar, arrancar, desbaratar, abater, dar reformas até a quem nunca descontou um centimo, permitir maningâncias de toda a ordem, quotas e o mais que houvesse para inventar.
Um rumo que "cheirava" a riqueza, mas...falso.
E esse rumo, ou o fim dele, aí está: a Troica e o país que temos ou o que dele resta.
Mas há QUEM SE TENHA GOVERNADO.
Para o comum dos mortais, a visão é a de que temos a miséria instalada, e a de que alguém se vai abarbatando, com os juros altíssimos que cobra, pelos seus "prestimosos" serviços e que tem o nome de F M I de mão-dada com as agências de rating, os investidores, também eufemisticamente designadas de notação, agências que acobertam a usura internacional , uma vergonha que ninguém consegue pôr fim, regular ou controlar.
Sem querer ser "profeta em casa alheia" ou ir por alguma desavinda profecia, de Nostrodamus a Delfos, dos Maias aos Coptas, dos Gregos aos Troianos, penso que o Fim ou o Principio de qualquer coisa, está eminente ou vem a caminho...
O quê?
É melhor aguardar ou melhor: AGIR! JÁ!
E depressa.
domingo, 6 de janeiro de 2013
ANTES AMIGO DO QUE INIMIGO
E digo isto, porque a palavra inimigo, deveria ser banida do léxico universal.
NADA, mesmo Nada a justifica. Nem sequer a má fé ou a malquerença. Porque inimigo, gera inimigo. E o homem necessita de dar, para receber, amizade ou amor, não só do e para o seu semelhante, mas de e para tudo o que o rodeia. Penso até, que é a única e melhor forma de retribuir a magia que lhe legaram, que é a da sua própria existência.
Dirão alguns: "Então este, que cognominou o homem de predador-mór do Universo ou desta insignificância a que deram o nome Terra?"
É que mesmo pensando, que o homem é de facto o grande adversário do homem, (da Vida) e de tudo o que o envolve e rodeia, deve reflectir e criar um novo estilo de vida, ou seja, recriar-se com o bem e não com o mal. E que não vai ser com ódio, gerando ódio, que irá com dignidade, encontrar a solução para si próprio.
Neste dia de Epifania (?), vamos soletrar a palavra amigo...Ou melhor, irmão
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Uma festa, que deveria ser um velório
Neste malfadado princípio de ano, de século e de milénio, tudo ou quase tudo anda ao desbarato, mas pode ser argumentado, explicado, mesmo acobertando doses enormes de inépcia, insensatez, ignorância, ou até má vontade, política e não só. Os gerentes da "coisa" pública, com tanta sede de poder e de emagrecer as gorduras que econtraram no Estado por eles nado e criado e até engrossado, vão dando "naifadas" por aqui e por ali, a seu bel-prazer, sem qualquer justificação plausível, que não seja a de dar saltos para consumar carambolas, muitas das vezes, inconfessáveis ou não entendíveis para o leigo comum dos mortais. Umas, muito grandes, outras quiçá mais pequenas, mas todas elas deixando um rasto de dúvida, desalento, e até desconfiança.
E uma dessas decisões, acertou-nos em cheio. Foi a Rádio ou aquilo que restava da Rádio Naval da Horta, a que me habituei a respeitar durante largos anos, aqueles em que fui profissional das telecomunicações ou seja por cerca de quatro décadas. A Radio Naval da Horta vai a enterrar. O seu funeral oficial está proclamado para a próxima segunda-feira, dia 7 de Janeiro, ao que parece, com festa, foguetório e tudo, isto depois de, (e isto se não me atraiçoa a memória), estar a caminho da centúria, de inestimáveis serviços prestados à causa pública. Para ela, e todo o pessoal que nela trabalhou,colaborou e participou, nessa senda de bem servir, a minha mais sincera homenagem e o meu sincero agradecimento, pela certeza que têm do dever cumprido. Foram eles, que milhares de noites, longe do remanso que os bons acautelam nos seus fôfos leitos nupciais, deram o que sabiam e podiam, entre chiadeiras, ruídos, "fadings" e outras bem-aventuranças que só quem passou por elas, é que sabe.
Recordo-me até, que o único local do país em que se conseguia fazer um contacto decente (QSO), com a nossa armada nas costas do Malabar e da India, era a "Nossa" Rádio Naval.
Chegou-se a fazer crer, que com o Pico na frente, nada funcionava...
A história que mais não seja, irá falar nisso.
Mas o pior ainda não foi dito: é que a RNH não foi desactivada; foi transferida.
Transferida para outra ilha. E o seu encerramento, é motivo de festa, quando deveria ser um velório...
Alguém devia ter vergonha...
Subscrever:
Mensagens (Atom)