O Portugal em que nasci e me criei, (e vão já muitas décadas), mesmo pobre, amordaçado e triste, era e é, "alguém" que fazia, fez e faz esquecer algumas amarguras e agruras , para que o sentido de pátria e sobretudo, o país dos afectos e das memórias ( que continua sendo), não diminua, se altere ou esvaia.
Isto para dizer que Portugal, (os Açores incluídos, sem que isto seja desprimoroso para nada nem ninguém, bem pelo contrario), é um país que honra e é honrado pelos seus, estejam onde estiverem.
E o Portugal a que me refiro, é sobretudo a sua língua e a sua história, algo que leva à reflexão, num país com dez milhões de habitantes, um estreito espaço entre o grande oceano, e a imbatível Espanha de outras eras.
E ser açoriano, é tudo isso de forma acrescida, no que se refere às amarguras e às agruras.
QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
sábado, 10 de junho de 2017
quarta-feira, 7 de junho de 2017
A ENTREVISTA
O Primeiro Ministro, António Costa, nesta entrevista `a SIC, não nos surpreendeu: mostrou-se, aliás como sempre, um homem sensato, que conhece a política e tem a palavra certa, na altura certa.
É um homem inteligente, que sabe o que quer e para onde vai, contrariando algum ou alguns Primeiros Ministros que o antecederam. O mesmo se poderá dizer, do actual Presidente da República.
Algo que afinal, é bom para o país e para os portugueses.
É um homem inteligente, que sabe o que quer e para onde vai, contrariando algum ou alguns Primeiros Ministros que o antecederam. O mesmo se poderá dizer, do actual Presidente da República.
Algo que afinal, é bom para o país e para os portugueses.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
ILHAS
A Ilha do Faial e as suas gentes, em dia consagrado à Autonomia, à "festa" e à "folia" do Espírito Santo, surge como algo agridoce e suave, às pequenas contrariedades, que vão surgindo, no dia-a-dia do seu quotidiano. Até o Presidente da República, Marcelo , (uma feliz escolha do povo português), sentiu ele próprio, na pele, aquilo que mais dificulta e "emperra", essa consolidação, sobretudo aquela que se deseja, isto é, que se afirme como região, que é sobretudo devido, à descontinuidade geográfica, já que o avião em que seguia, não conseguiu aterrar no Aeroporto da Horta e teve de desviar-se para o do Pico, em tempo útil, para que o Presidente, pudesse "apanhar a lancha", celebrar o Grande Dia e também saborear, as sopas do Espírito Santo, magníficas como sempre, estas a merecerem honras Guiness, tal a sua profusão.
É isso. Quer se queira ou não, as ilhas, são ilhas. Ilhas rodeadas de mar por todos os lados, menos por um, que mesmo com as mais valias e benesses da tecnologia actual e de todo o desenvolvimento tecnológico, continuam ilhas.
Ilhas, votadas ao "desencanto", pela descontinuidade, pela geografia, pela natureza, pelo mar, pelas intempéries, pelas irregularidades meteorológicas, pelos sismos.
Claro que esses contratempos podem (e devem) ser vencidos ou no mínimo, atenuados, como no caso vertente, que com apenas mais alguns metros de pista de asfalto no aeroporto talvez se resolvesse. Outras, serão mais difíceis, quiçá impossíveis mesmo. Mas até isto, não foi ainda encarado, apreciado ou visto em pormenor,
Uma Autonomia mais real, racional e equilibrada, impõe-se. E não é por acaso, que a própria divisão administrativa, assaz muito antiga, está a merecer uma sacudidela, mas já assentava, nesse pressuposto, sobretudo dando realce à proximidade, à distância, ou a ambas em conjunto.
Os Açores, e dentro dos Açores, a ilha do Faial em particular, merece uma reflexão. A Horta era uma sede de Distrito, dos três, que compunham a Região Açores, Distritos Autónomos, a saber, Angra, Ponta Delgada e Horta.
Hoje apenas se contemplou a Horta que é mono concelhia, com a sede da Assembleia Regional e um Secretaria Regional.
Já teve uma Secretaria dos Transportes e do Turismo e uma Direcção das Comunidades que lhe coube em sorte, mas isso foi "chão que deu uva".
Mais do que nunca, é uma terra toda ela virada para a emigração, pois não gera emprego e não fixa o que de melhor possui, a sua juventude, um "cadinho" humano, tendo como destino a senda da saudade.
Foram-lhe retirando, palmo a palmo, e colocando tudo o que a Autonomia "achava por bem" noutras paragens, quiçá mais populosas, mais "desenvolvidas", mais apelativas ao voto, não tão "debilitadas", porque não tiveram o martírio das crises sísmicas tão acentuado e prolongado, um despovoamento que nunca mais se reequilibrou.
Hoje, é apenas através do Facebook e de outras redes sociais, que os seus autóctones, vão "matando" saudades, e dedilhando-lhe" alguns, afectos elogiosos, e pouco mais.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
A FEIRA DO LIVRO DEIXOU DE CÁ CHEGAR
Tempos houve em que a célebre "Feira do Livro", que se realiza todos os anos, sempre por esta altura, em Lisboa, tinha representação nossa, isto é, dos nossos livros ou seja dos livros dos nossos autores, dos nossos escritores, dos nossos poetas e refiro-me aos da Horta.
A própria Câmara se encarregava de o fazer, para o bom nome da terra, da região, dos seus autóctones. Era uma forma de divulgar o que por cá se fazia em matéria de literatura, de escrita de livros e pensamento.Uma medida que ajudava a divulgar e a mostrar, que também e por aqui, havia Portugal, e havia (e há) escritores e
valores, e língua portuguesa (a única coisa bem feita, que os portugueses criaram, mais ainda do que a gesta dos descobrimentos),
e que há quem perca suor e dinheiro, tentando enriquecer e valorizar a cultura destas terras,ainda tão distantes e tão tradicionalmente abandonadas.
Até isto acabou.
SERÁ POSSÍVEL?
Será possível que Donald Trump tenha sido ou seja, o homem escolhido por sufrágio, para dirigir a maior e mais bem apetrechada nação do mundo?
Violando tratados? Dizendo incoerências? Maltratando o bom senso? Gerando mesmo dúvidas, quanto à sua legal e correcta eleição?
É caso para perguntar: onde quer ele chegar? Onde quer levar o seu país?
E por último: o MUNDO?
Violando tratados? Dizendo incoerências? Maltratando o bom senso? Gerando mesmo dúvidas, quanto à sua legal e correcta eleição?
É caso para perguntar: onde quer ele chegar? Onde quer levar o seu país?
E por último: o MUNDO?
quarta-feira, 31 de maio de 2017
DENÚNCIA PREMIADA?
Ser justiça ou fazer justiça, é, e será por muitos e bons anos, uma tarefa imensa e uma dificuldade enorme para o ser humano.
Mas essa justiça quando feita, deverá no seu mínimo, ser conseguida através de meios coerentes e minimamente democráticos.
A delação ou denúncia premiada, em termos populares, "bufice", é, em minha opinião, uma antítese à própria justiça.
Dar "regalo", dar "gozo" ou dar regalias ao pequeno "traidor", facilitando a vida ao "justiceiro", mesmo atropelando por vezes, defesas e defensores, para além de riscos imensos, é de uma incoerência política e humana enormes.
Que me perdoem lá, os defensores dessa tese.
Mas, em minha opinião, é tornar ainda mais "injusto", aquilo que chamam justiça.
Mas essa justiça quando feita, deverá no seu mínimo, ser conseguida através de meios coerentes e minimamente democráticos.
A delação ou denúncia premiada, em termos populares, "bufice", é, em minha opinião, uma antítese à própria justiça.
Dar "regalo", dar "gozo" ou dar regalias ao pequeno "traidor", facilitando a vida ao "justiceiro", mesmo atropelando por vezes, defesas e defensores, para além de riscos imensos, é de uma incoerência política e humana enormes.
Que me perdoem lá, os defensores dessa tese.
Mas, em minha opinião, é tornar ainda mais "injusto", aquilo que chamam justiça.
domingo, 21 de maio de 2017
UM "BASTA", MAIS "ENVOLVENTE"
Não sei se tenho o direito de "rir", ou se posso. Se devo dizer sim, não, ou basta.
Vem tudo isto a respeito do muito que passa, após o 25 de Abril, afinal, algo que trazia já "balanço", de outros tempos e eras, menos democratizados.
E a constatação é esta:
Os políticos continuam a ser os "alegres" contemplados dos regimes, sejam eles, democráticos ou não, mesmo levando consigo, epitáfios pouco lisonjeiros. E é um ver "se te avias" com as "guloseimas", que vão usufruindo, além dos proventos das suas carreiras meteóricas, uns, antes ainda de partirem para outras e novas " vidas" lá muito longe, outros, continuando no remanso inesgotável, que as situações vão oferendando em cada dia.
E o "rir", vem daí. Quem se segue? Quem vai ser?
E as políticas, e seus mentores, dão voltas à mona? Como, vai ser com este? Um largo? Praça? "Medalha"? Estatueta em estanho? Bronze? Lata? Numa ruela escondida? Num pátio "sem cantigas"?
E surgem os nomes e as personalidades. E surgem as perguntas e as interrogações também seguidas de comentários:
É pá! Quem é este? E aquele? Que fez? Tem obra feita?
Ninguém sabe.
E vem a resposta: Foi político. É político. E isso basta. E o basta, devia ser mais "envolvente".
Só que não é...
E dá que pensar. Tudo muito politico, muito banal, muito desigual, muito superficial, muito...feio.
Não é apanágio das democracias, mas elas ajudam. E a liberdade é também isto.
Mas tem uma "coisa". Rir não está proibido (por enquanto).
Vem tudo isto a respeito do muito que passa, após o 25 de Abril, afinal, algo que trazia já "balanço", de outros tempos e eras, menos democratizados.
E a constatação é esta:
Os políticos continuam a ser os "alegres" contemplados dos regimes, sejam eles, democráticos ou não, mesmo levando consigo, epitáfios pouco lisonjeiros. E é um ver "se te avias" com as "guloseimas", que vão usufruindo, além dos proventos das suas carreiras meteóricas, uns, antes ainda de partirem para outras e novas " vidas" lá muito longe, outros, continuando no remanso inesgotável, que as situações vão oferendando em cada dia.
E o "rir", vem daí. Quem se segue? Quem vai ser?
E as políticas, e seus mentores, dão voltas à mona? Como, vai ser com este? Um largo? Praça? "Medalha"? Estatueta em estanho? Bronze? Lata? Numa ruela escondida? Num pátio "sem cantigas"?
E surgem os nomes e as personalidades. E surgem as perguntas e as interrogações também seguidas de comentários:
É pá! Quem é este? E aquele? Que fez? Tem obra feita?
Ninguém sabe.
E vem a resposta: Foi político. É político. E isso basta. E o basta, devia ser mais "envolvente".
Só que não é...
E dá que pensar. Tudo muito politico, muito banal, muito desigual, muito superficial, muito...feio.
Não é apanágio das democracias, mas elas ajudam. E a liberdade é também isto.
Mas tem uma "coisa". Rir não está proibido (por enquanto).
Subscrever:
Mensagens (Atom)



