terça-feira, 14 de abril de 2020

VELHOS SÃO OS TRAPOS

Minha santa Mãe sempre dizia, quando alguém se referia à velhice : "Velhos, dizia, são os trapos". As pessoas, não podem nunca, ser velhas; são seres humanos.  Um exagero? Uma falácia?
Uma brincadeira? Não! Um desejo? Uma necessidade? Ao termo, juntou-se  o pejorativo. Ao velho, associou-se a incapacidade. Ao velho, associou-se a imobilidade e a doença. Ao velho, associou-se até a demência. Longe vão os tempos, em que era exatamente o oposto. Ser velho, era ser sábio.   Era o saber e a sensatez, Era o equilibrio, a venerabilidade, e o respeito. Era a justiça.
Talvez por isso, e porque se fechou as portas ao respeito, pela experiência, pelo saber e pelo tempo, que advogo a TEORIA DE QUE "VELHOS SÃO OS TRAPOS", Os humanos, nunca devem ser trapos e por conseguinte,  nunca devem ser velhos. A componente fisica e mental, deve ser mantida e protegida, defendida, para que se  consiga conquistar tempo ao Tempo, para a Vida, e combater a morte ou pelo menos adia-la até se desejar.
Se é loucura? Talvez...Mas então, nascer para morrer, o que é?

terça-feira, 7 de abril de 2020

DIA DEDICADO À SAÚDE

Não podia deixar passar por este dia, que é  dedicado ao melhor que a Vida tem - a saúde, (e a  saúde, é o que mais contribui para que   esse  maior e mais valioso "bem" que o homem tem - que  é a própria    vida), sem fazer uma referência e uma reflexão, que se traduz num elogio e num agradecimento, aos seus profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos,  auxiliares e toda a família dessa área), que em momentos difíceis como este que nos atingiu, dão tudo, o que têm e por vezes,  o que não têm, arriscando a própria vida em circunstancias e em condições, impensáveis em outras profissões.
Serei o mais breve, porque o Facebook não permite delongas, nem textos com mais de cem palavras. Gosta muito mais de fotos e de "likes", mas seja como for, e não me  canso de o repetir isto, que é uma ferramenta maravilhosa, uma autêntica  magia , fácil, universal e barata, ao alcance de todos. Merecia mesmo, ser muito mais bem usada e respeitada.
Para os profissionais da saúde, que neste dia travam uma batalha, (batalha talvez não: guerra), com o tal vírus, que ninguém sonhava, nem pensava neste século XXI e que nos apanhou a todos desprevenidos, que levou ao descontrolo, cívico e social, e até moral,  chegando a atingir as raias da loucura. Porque é a perda de vidas, que está em causa  e a visão de uma malfadada consequência, sempre presente na vida - e que é a morte.
Para os profissionais da saúde, no dia que lhes é dedicado ,  o nosso "muito obrigado". E que façam força, vamos ajudar, e vencer este maldito bichinho que nem aparece à vista desarmada...

sexta-feira, 3 de abril de 2020

O PENSAMENTO E A ESCRITA DE HUMBERTO VICTOR MOURA - QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS: EM CASA. AT HOME. CHEZ MOIS OU CHEZ VOUS. ADEUS......

O PENSAMENTO E A ESCRITA DE HUMBERTO VICTOR MOURA - QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS: EM CASA. AT HOME. CHEZ MOIS OU CHEZ VOUS. ADEUS......: Estávamos "entretidos", direi mesmo alienados, com tantos "futebóis", tanta politica, tanta corrupção, tanta noticia cor...

EM CASA. AT HOME. CHEZ MOIS OU CHEZ VOUS. ADEUS...AU REVOIR

Estávamos "entretidos", direi mesmo alienados, com tantos "futebóis", tanta politica, tanta corrupção, tanta noticia cor de rosa, tanta mentira na comunicação, tanto veneno nas redes sociais, um mundo de "pernas para o ar" a que nos habituámos, como se fosse normal, que em pouco mais de uma semana, todo ele se alterou, ainda para pior. O porquê da "coisa? Um vírus, minúsculo, sorrateiro, feio, mal conhecido ou melhor, desconhecido, da família dos coronos, o 19 mais concretamente, que vindo sorrateiro , disfarçado e mascarado de gripe, de sazonal, estremeceu e estar a mudar o mundo. Até nós outros  aqui no c...do mundo, ficamos a ver a banda passar pelas TVS: milhares de mortes por todos os lados. Fomos todos apanhados de surpresa. Ninguém pensava que uma coisa destas poderia ou iria acontecer. Minha santa e querida mãe falava numa " Gripe Espanhola" que dizimara a população do mundo, em cerca de 80 milhões. Alturas houve, em que nem coveiros remanesciam para enterrar os mortos.
Fomos apanhados desprevenidos desta vez. Nunca alguém pensara que um vírus insignificante, iria lavar ao pânico, um mundo super-civilizado, super-adiantado, super-sábio, super-sabido e sabedor. E milhares de vivos deixaram de o ser. E as TVS, entraram em rodopio,  esfregando as mãos: trabalho não lhes falta, enquanto os outros vão perdendo quase tudo, desde  o trabalho,  à vida.
E eu fico pensando: se o fim disto tudo, não será assim. embora estando de acordo com o que está a a ser feito, para tentar sair deste "embróglio" e deste "rodopio", que alguns "maldizentes" ou arautos da graça e da desgraça, dizem ter sido originado algures na China e em manjares de mandarins ou onde imperam  animais selvagens e exóticos...
Estou de acordo com as medidas que o Costa e o Marcello estão a anunciar. Espero mesmo que isto se esfume...Mas o mundo irá e para já, ser outro. Talvez até que surja uma reflexão e até para melhor. Aguardemos "chez nous", "chez mois", em casa, "at home". É o que nos resta e o mínimo que podemos fazer. Por aqui, nem sequer mascaras para tapar o nariz. Felizmente álcool já aparece. Boa sorte e boa tarde. Não te esqueças: em casa, at home, chez vous ou chez mois. Adieu...

quarta-feira, 1 de abril de 2020

O VIRÚS? OU O "BICHO" FEIO?

Estamos a viver, um momento único, na vida (e na  morte), do alcunhado  planeta "Terra", e isto para dizer, que o medo, (para não referir o pânico), se instalou nas mentes das pessoas, para ficar. Ninguém que eu saiba, mesmo admitindo as fragilidades, (e incoerências que são muitas), do humano e de tudo o que o suporta, como sociedade, chegasse ao ponto, de uma quiçá insignificante, (um pequeno vírus da família dos coronos) viesse alterar, e mesmo pôr em causa, muito do que levara muitos séculos a conseguir ultrapassar: sobretudo no aspeto cientifico: a incapacidade de anular os efeitos da sua capacidade infeciosa e  a sua eliminação da agenda dos até agora impossíveis, "males" que continuam males, sem que ciência tenha respostas capazes, diretas
 e rápidas para os resolver. E os números viraram assustadores na área da saúde: milhares de mortes, milhares de infectados, grande parte na própria área dos que a promovem, dos que a usam para benefício de todos. Caso para dizer: somos de facto ainda muito débeis e  pequenos e mesmo impotentes, quando a Natureza decide atuar. Diz-se que há grandes males que podem vir por bem,. No caso, o ambiente ganhou, mas a vida humana perdeu. E perdeu muito. E fico pensando, se o homem, uma vez mais, não terá posto a "sua mão", de forma leviana como sempre, ao desafiar ela própria, com manjares excêntricos, apetites ecléticos, menos saudáveis, que a própria Natureza lhes ofereceu e outorgou, tal como uma maçã, não a de Newton, mas a de Adão , sendo por tal penalizado? è apenas uma graça e também e uma pergunta, que convém refletir e que a ser verdade, tem que ser rapidamente considerada e proibida. Afinal tanta tecnologia, alta e baixa, para quê, se o homem não domina a trivialidade da rotina? Não domina grandes áreas da ciência, se não mesmo toda ela? Não deveria ser este o limiar para tentar contrariar a morte em toda a sua extensão? Viver mais e melhor, para fazer mais e melhor? Vamos pensar nisto, depois de vencer esta...pandemia...


   


quinta-feira, 19 de março de 2020

A ESPANHOLA TAMBÉM PASSOU POR AQUI

O Corona vírus,  (coron19), surgido há poucos meses na China, está a querer trazer à mente humana, velhas recordações de  execrandos tempos,  (1918/1920), em que também uma pandemia, dizimou parte da população mundial (entre 60 e 80 milhões de mortes), e vitimou mais do que a própria I Guerra Mundial, a alcunhada de Grande Guerra,  (1914/1918).
Foi um período muito difícil da vida humana, a que o mundo assistiu, uma Guerra brutal,  seguida de uma surte d gripe, também brutal, gripe então alcunhada de Espanhola. Este surto de gripe, que ora se terá iniciado numa província chinesa, e que não se sabe muito bem e ao certo a sua origem biológica, passou a transmitir-se de uma forma assombrosa, e em pouco tempo, estendeu-se pelos quatro grandes continentes do mundo.
Silenciosa e mortífera, sem vacina ou cura  presentes, promete arrastar o mundo para uma situação de catástrofe, em diversos e múltiplos aspetos da vivência humana,  já que os serviços sanitários mundiais, não estavam e ainda não estão preparados minimamente para este tipo de doença virulenta e mortífera. Acresce que a comunicação social, sobretudo a feita através da imagem (TV, Redes Sociais, etc) acompanham ao segundo, de uma forma intensa, exaltada, circunstanciada, por vezes até falseada e exagerada, dando ao evento, um notoriedade que jamais e alguma vez terá  acontecido, uma espécie de grito "perorativo", a clamar por um "medo fagedénico), surgido e já sepultado há cerca de cem anos - a Espanhola. Curiosamente a Espanhola, apesar de muitos pontos comuns (contagio, e mortalidade), atingia sobretudo os mais jovens, ao contrario do que com esta acontece, que atinge porventura os mais vulneráveis, que são os idosos e os portadores de doenças crónicos).
Mas o que convêm realçar, é a onda de medo que se gerou e se está a gerar. Nunca alguma vez,  o "substrato" medo, correu a tanto velocidade pelo espaço como agora. Nunca alguma vez as pessoas,  se sentiram tão inseguras e tão ameaçadas, por uma doença que aparentemente parecia insignificante. Nunca as restrições à normalidade, foram tão utilizadas. Nunca o medo, gerou uma cadeia de pânico, tão universal e alargado, como esta. É que o medo, é uma força poderosa, que o homem utilizou e utiliza, (é ver a História), quando lhe convém, através dos tempos, em seu beneficio. Mas este é outro tipo de medo: a própria Natureza, e a incapacidade humana, estarão de acordo  e encarregaram-se de o fazer, e a ciência humana, tal como outras catástrofes naturais ( sismos, tempestades, tsunamis), não têm a solução desejada e atempada.
E eu fico a pensar: É CASO PARA PERGUNTAR: O QUE FAZ OU GERA  MEDO...É QUE ESTE, É UM MEDO DIFERENTE: É O MEDO DA MORTE. E A MORTE, É O FIM DE TUDO, E A VIDA, O MAIOR BEM QUE A VIDA POSSUE, UMA INCOGNITA QUE NOS DESLIGA PARA SEMPRE DAQUILO QUE NOS FOI OFERENDADO; DADO E OFERECIDO TÃO MAGNANIMAMENTE; TUDO O QUE TEMOS; O QUE TINHAMOS; TIVEMOS, CRIAMOS E RECRIAMOS. A NOSSA ALMA, A NOSSA DESCENDENCIA, O NOSSO AMOR. É ISTO. PARTIR GERA E METE MEDO...
E é por essa razão, que há muito entendo, (tenho mesmo um livro que se alarga sobre esse tema que se chama "SINAIS DE INFINITO"- Realidades e Mitos doo nosso Tempo: o de que a vida, (a do homem, sobretudo), deve (alongar-se) no Tempo, justificando-se por ser de demasiado curta, e de MAIS VALIA e  utilidade para a continuidade da própria Vida no Universo.


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

DIVAGANDO, sobre a v ida e sobre a morte

Acredito que as capacidades do humano, tal como de algumas outras formas de vida, e obedecendo ao conceito da evolução,  não estão esgotadas, nem sequer minimamente alcançadas.
No entanto, e no tempo, que no passa e no que passou, avança-se muito mais em áreas de menor valia, para o entendimento e a continuidade da vida, sem saber, nem  as grandes origens, nem  os destinos a que ela se deve  submeter. A morte por exemplo, (que é afinal o fim dessa vida), é aceite com  uma naturalidade excessiva,  e uma complacência total, salvo como esperança religiosa, nem sempre comummente aceite, sem que se tente desvendar, a razão da sua necessidade ou a da sua utilidade ou até da sua consequência. Morre-se porque é assim mesmo: porque os outros que nos antecederam, também lhes aconteceu o mesmo, Morre-se, porque tudo tem principio e tudo terá inevitavelmente fim. É uma simplicidade que confrange.
E o fim, pode ser eventualmente um ou o principio.
Pessoa muito chegada e muito religiosa, assim me dizia em tom de graça: " Homem, Nunca ninguém veio cá dizer nada...após a morte.
Por mim penso, que é preciso encarar, quer a vida, quer a morte, de forma diferente. Conseguir mais tempo à vida, tentando descobrir as suas limitações. Usar a morte, apenas como refugio para o desencanto, o que poderá nunca acontecer.