Quando aqui cheguei e já lá vão mais de cinco décadas, algumas coisas me encantaram a par de outras, que me impressionaram menos bem. A primeira foi indiscutivelmente uma certa finessse trazida quiçá de outros tempos, que tem tendência a desaparecer, sobretudo na cidade da Horta , que considero como a cidade mais bafejada em beleza no arquipélago.
A perda progressiva de algumas infraestruturas e até de poder político (Os Ex-Distritos), trouxeram de novo à ribalta, velhos fantasmas e conceitos de grandeza e pequenez, vindos de perto ou de bem mais longe, que dificilmente têm sido ultrapassados, apesar de ter havido o bom senso, quando se elaborou a arquitectura autonómica, de se ter respeitado o que foi a história destas ilhas.
E, isto porque essa pequenez nunca existiu, para quem entende que a mais valia de uma terra, assenta , não em pressupostos económicos, demográficos ou geográficos, mas em pressupostos culturais.
Esta uma questão que os próprios faialenses não perceberam. E não perceberam, que deviam gostar mais de si e do que por aqui se faz, se fez ou se vai fazendo. Resumindo: deviam gostar mais da sua terra.
Porque gostar da terra é também gostar de si. A isto chama-se auto-estima. E não só os faialenses: todos os que por aqui vivem ou têm a sorte ou obrigação de viver, deviam, seguir esse exemplo.
Cuidado, em não confundir com o bairrismo exacerbado...Porque esse é uma doença...Um virus HN (qualquer coisa), que mora em muito lado aqui pelos Açores...
QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
terça-feira, 30 de agosto de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
JARDIM SEMPRE IGUAL A SI MESMO
Toda a oposição lhe acerta em cheio. Está a merecê-las há muito. A política e o discurso têm limites. Até mesmo nesta estranha utopia, chamada democracia, e isto porque gerada num país de brandos e suaves costumes...
E é utopia, porque em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Ou haverá?
Ou houve? Se houve, e houve com certeza, as culpas estão diluidas por tanta gente...Até de além fronteiras.
Gente com pouca experiência de vida, essa a que nos vai caindo em sorte na governação... E eis que surge a crise.
Jardim que sempre gostou da gastar à farta, vê-se agora apertado: falta-lhe liquidez. E lança-se na aventura e no ataque. E é um tal zurzir, voltando-se para os Açores, para o elo mais fraco. Um elo que tem na lapela uma marca política aberrante, (segundo ele), porque diferente da sua.
É a política no seu melhor.
Quer, não, exige uma igualdade à lauta mesa do orçamento, (em metal sonante) para as suas duas ilhas (Madeira e Porto Santo), igaualzinha à dos Açores, esquecendo-se de que os Açores são nove ilhas, (S. Miguel, Sta. Maria, Terceira, Graciosa, Pico, Faial, Flores e Corvo), isto para quem não sabe e há muita gente, infelizmente, que não sabe...
Saberá mesmo o homem alguma coisa de geografia? Na quarta classe do meu tempo aprendia-se isto. Ou o mal será outro. Será da execranda tabuada?
É que agora nem é preciso sabê-la, e até há gente da política que não sabe.
Nem é preciso - têm a máquina de calcular. O pior é quando falham as pilhas...
E pelo que se está vendo, elas falharam (as pilhas), e falharam a todos os níveis....
Que Deus os abençoe, a todos, os bons e os maus da fita, incluindo o Jardim...
E já agora: que não voltem a pecar! Amen...
E é utopia, porque em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Ou haverá?
Ou houve? Se houve, e houve com certeza, as culpas estão diluidas por tanta gente...Até de além fronteiras.
Gente com pouca experiência de vida, essa a que nos vai caindo em sorte na governação... E eis que surge a crise.
Jardim que sempre gostou da gastar à farta, vê-se agora apertado: falta-lhe liquidez. E lança-se na aventura e no ataque. E é um tal zurzir, voltando-se para os Açores, para o elo mais fraco. Um elo que tem na lapela uma marca política aberrante, (segundo ele), porque diferente da sua.
É a política no seu melhor.
Quer, não, exige uma igualdade à lauta mesa do orçamento, (em metal sonante) para as suas duas ilhas (Madeira e Porto Santo), igaualzinha à dos Açores, esquecendo-se de que os Açores são nove ilhas, (S. Miguel, Sta. Maria, Terceira, Graciosa, Pico, Faial, Flores e Corvo), isto para quem não sabe e há muita gente, infelizmente, que não sabe...
Saberá mesmo o homem alguma coisa de geografia? Na quarta classe do meu tempo aprendia-se isto. Ou o mal será outro. Será da execranda tabuada?
É que agora nem é preciso sabê-la, e até há gente da política que não sabe.
Nem é preciso - têm a máquina de calcular. O pior é quando falham as pilhas...
E pelo que se está vendo, elas falharam (as pilhas), e falharam a todos os níveis....
Que Deus os abençoe, a todos, os bons e os maus da fita, incluindo o Jardim...
E já agora: que não voltem a pecar! Amen...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
OS MELROS
Não me refiro obviamente, aos que vestem calças e usam colarinho branco. Esses terão tratamento adequado a seu tempo. Refiro-me aos outros, aos que cantam âs quatro da madrugada, encantando a sua amada.
Àqueles que nos inspiram com as suas melodias, que animam a Mãe Natureza e o dia-a-dia de cada um de nós.
Também a crise lhes bateu à porta: uma portaria a deixar mão livre aos caçadores, que abundam por este país de brandos e suaves costumes. A política a fazer mais uma das suas graças: caçar melros, num total de 40 por cabeça (de caçador). Uma demagogiazita que não agradou nem a gregos, nem a troianos, nem aos caçadores, nem sequer aos agrcultores, porventura os mais prejudicados. Bem pelo contrário: revoltaram-se contra a medida. Então, disseram os primeiros, eles são os nossos companheiros. Animam-nos no dia-a-dia e acompanham-nos nos bons e nos maus momentos.
Os outros: aquilo não tem qualquer valor cinegético... Se os mais prejudicados que são os lavradores, não querem, então que havemos de dizer...
Ora vejam a sensibilidade, sobretudo da política. E o dito foi dado pelo não dito.
Podem voar livremente os nossos maravilhosos e astutos melros negros, enquanto não surgir de novo um politiqueiro, sem experiência de vida, que é o normal, com duas ou três dezenas de anos, a dizer e a fazer das suas, e a dar golpes de asa à sua maneira...
Um eterno obrigado ao bom senso, que vem do povo, dito ignorante e inculto, que às vezes sabiamente tem, e que gratuitamente vai distribuindo lições e exemplos, aos sábichões e aos doutores deste país...
Onde se abandonam velhos e animais...ditos de companhia e estimação...trocando-lhes amor, por uma auto-estrada, sem rosto e sem nome ou por uma cama de hospital solitária, às vezes fria, cheirando a formol e a naftalina...
Onde se abandonam velhos e animais...ditos de companhia e estimação...trocando-lhes amor, por uma auto-estrada, sem rosto e sem nome ou por uma cama de hospital solitária, às vezes fria, cheirando a formol e a naftalina...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Camélias, popularmente chamadas, cameleiras, japoneiras ou rosas de Japão
As mais belas flores, que vão ornamentando estes nossos lindos rincões floridos que são os Açores, dividindo quintas, galgando e contornando montes, colinas e vales, acompanhando a exuberãncia e graça das sebes das hortênsias.
São rosas, sim senhor! Mas são rosas sem espinhos, belas como a vida, frescas como o mar.
Que a mãe Natureza as proteja, para nosso encanto...E eterno regalo...
Camélias?! Forever!
São rosas, sim senhor! Mas são rosas sem espinhos, belas como a vida, frescas como o mar.
Que a mãe Natureza as proteja, para nosso encanto...E eterno regalo...
Camélias?! Forever!

segunda-feira, 25 de julho de 2011
Fanatismo ou Cultura? Para Quem e Para Quê?
Sem darmos conta, vamos caminhando para o caos, uma situação em que as religiões, as políticas, os comportamentos, os fanatismos, as seitas e as Internets, vão tendo um peso real e excessivo. E assistimos ao bizarro, ao inconcebível, ao incomportável.
Ainda há dias, alguém em Oslo na Noruega entendeu fazer justiça à sua moda e por mãos próprias, em nome de uma política ou de uma religião, uma e outra vocacionadas para gente civilizada, que advogam e têm como sustentáculo, a fraternidade, a igualdade e o amor. Já não bastava as outras que por aí abundam , e que preconizam morte como purificação e forma de alcançar um paraíso, com sete virgens, castas e meigas lá à sua espera...
Digam-me lá se tudo isto não é loucura? Pior do que isso: DOENÇA e FANATISMO!
E pensar em virgens, numa altura em que existem já tão poucas, não será também loucura?
A hipotética solução para esse e outros problemas, se calhar, ( perdoem-me lá se é divagação) seria repensar ou dosear A VIDA com outros valores, que são mais terrenos e até mais universais. Estamos pensando talvez e por exemplo na cultura, que tanto tem dado que falar, e que tanta gente a exibe orgulhosamente na lapela, seria entre outros, um elo capaz, de unir, não só os homens, mas a vida, através da sensibilização e da compreensão desses valores que são universais, e que a própria Natureza contém e nos oferece, valores que nos envolvem e nos embalam, desde a ternura do berço, à escuridão da morte.
CULTURA? É isso mesmo. Vamos lá pensar nela, não naquela de que nos engordámos diariamente pela Internet, mas na outra; na verdadeira, na das gentes antigas, da sua memória, dos seus livros, tradições, experiências, daqueles que trouxeram isto até aqui, há milhares de anos...
Mas Cultura para quem, há que perguntar?
Quem a deseja? Quem a quer? Quem a apoia? Numa palavra, cultura para quê?
Será que em nome dela se fazem tropelias algumas das quais não lembram nem ao demónio?
Se calhar, e por isso mesmo é que as pessoas não acreditam nela, nem em muita outra coisa, e acreditam mais em empanturrar o cérebro e o corpo com lixo, porque o gozo é mais visivel e imediato...
E não é por acaso que há até governos que fazem vista grossa à miserável e à desgraçada...
Até já a despromoveram do estatuto a que tinha e sempre teve direito: o de ser um Ministério...
Bem hajam todos, pela demagogia ou talvez ignorância...e não só...
Ainda há dias, alguém em Oslo na Noruega entendeu fazer justiça à sua moda e por mãos próprias, em nome de uma política ou de uma religião, uma e outra vocacionadas para gente civilizada, que advogam e têm como sustentáculo, a fraternidade, a igualdade e o amor. Já não bastava as outras que por aí abundam , e que preconizam morte como purificação e forma de alcançar um paraíso, com sete virgens, castas e meigas lá à sua espera...
Digam-me lá se tudo isto não é loucura? Pior do que isso: DOENÇA e FANATISMO!
E pensar em virgens, numa altura em que existem já tão poucas, não será também loucura?
A hipotética solução para esse e outros problemas, se calhar, ( perdoem-me lá se é divagação) seria repensar ou dosear A VIDA com outros valores, que são mais terrenos e até mais universais. Estamos pensando talvez e por exemplo na cultura, que tanto tem dado que falar, e que tanta gente a exibe orgulhosamente na lapela, seria entre outros, um elo capaz, de unir, não só os homens, mas a vida, através da sensibilização e da compreensão desses valores que são universais, e que a própria Natureza contém e nos oferece, valores que nos envolvem e nos embalam, desde a ternura do berço, à escuridão da morte.
CULTURA? É isso mesmo. Vamos lá pensar nela, não naquela de que nos engordámos diariamente pela Internet, mas na outra; na verdadeira, na das gentes antigas, da sua memória, dos seus livros, tradições, experiências, daqueles que trouxeram isto até aqui, há milhares de anos...
Mas Cultura para quem, há que perguntar?
Quem a deseja? Quem a quer? Quem a apoia? Numa palavra, cultura para quê?
Será que em nome dela se fazem tropelias algumas das quais não lembram nem ao demónio?
Se calhar, e por isso mesmo é que as pessoas não acreditam nela, nem em muita outra coisa, e acreditam mais em empanturrar o cérebro e o corpo com lixo, porque o gozo é mais visivel e imediato...
E não é por acaso que há até governos que fazem vista grossa à miserável e à desgraçada...
Até já a despromoveram do estatuto a que tinha e sempre teve direito: o de ser um Ministério...
Bem hajam todos, pela demagogia ou talvez ignorância...e não só...
terça-feira, 19 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
O Fascínio da Demagogia
Se algo ao longo da vida me tem fascinado, é a demagogia.
Toda muito igual, muito subtil, muito intencional, por vezes ridícula.
Em nome de boas práticas, boas intenções e boas políticas, ilude-se os mais ignorantes, mais radicais, mais incrédulos ou mais fanáticos do palco da vida.
E é ver então a saída p'ra rua dos "Zés Pireiras", dos foguetórios, das homenagens, dos parlatórios.
E ver também os agentes "dessa coisa", recorrerendo ao subterfúgio, à comunicação social, ao discurso directo, fácil, quase sempre feito a desoras em grego ou latim , falando muito e não dizendo nada.
É a Democracia ou a demagogia no seu melhor! Ou não será a estupidez no seu melhor, conjugada com algumas doutrinas sofisticadas de Maquiável?
Mas o homo sapiens é isso mesmo. Engana-se permanentemente em proveito próprio ou de idéias e mitos, muitas delas absurdas.
E isto porquê?
Simplesmente porque ele (o homem), nem sabe o que veio cá fazer.
E o pior. Pensa que é o melhor artefacto da Criação.
Puro engano...
Toda muito igual, muito subtil, muito intencional, por vezes ridícula.
Em nome de boas práticas, boas intenções e boas políticas, ilude-se os mais ignorantes, mais radicais, mais incrédulos ou mais fanáticos do palco da vida.
E é ver então a saída p'ra rua dos "Zés Pireiras", dos foguetórios, das homenagens, dos parlatórios.
E ver também os agentes "dessa coisa", recorrerendo ao subterfúgio, à comunicação social, ao discurso directo, fácil, quase sempre feito a desoras em grego ou latim , falando muito e não dizendo nada.
É a Democracia ou a demagogia no seu melhor! Ou não será a estupidez no seu melhor, conjugada com algumas doutrinas sofisticadas de Maquiável?
Mas o homo sapiens é isso mesmo. Engana-se permanentemente em proveito próprio ou de idéias e mitos, muitas delas absurdas.
E isto porquê?
Simplesmente porque ele (o homem), nem sabe o que veio cá fazer.
E o pior. Pensa que é o melhor artefacto da Criação.
Puro engano...
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