QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
segunda-feira, 11 de março de 2013
UM PAÍS DE CORRUPTOS,VIGARISTAS E ALDRABÕES
A ser verdade, por tudo o que se ouve e se vê nos jornais e na TV e outras fontes da comunicação social, estamos em presença de um país de corruptos, vigaristas, aldrabões, mentirosos e de tudo o que há de menos bom ou positivo na raça humana.
Nos bancos, na política, nas empresas, no Estado, em tudo, e em toda a parte, onde trilhe um bípede, todo ele chamado homem. E os exemplos campeiam por todo o lado: vêm dos off shores; das fugas ao fisco e de outras fugas não especificadas, nos branqueamentos de capitais; nas associações mafiosas. São personagens meteóricas, que se eclipsam para longe ou para muito perto. Há os que desaparecem simplesmente da ribalta. Depois surgem as disputas à distância. Recita-se o verbo fazer, na negativa: eu não fiz, tu não fizeste, ela não fez; afinal, ninguém fez nada, tal como se dizia a seguir ao 25 de Abril: "Por que me culpam? Eu nunca fiz nada?" E era e é bem verdade. Nunca fizeradm nada, esses filhinhos... de boa gente. E culpam, e condenam ao desemprego e ao recibo verde, tantos miseráveis que mal conseguem comer. A função pública, onde o mínimo nacional é ainda mais baixo do que no privado...também foi alvo previligiado dessa gula.
E depois vem a tal troika, um clã de arrogantes, apoiantes das Moodys e das Fitchs.
Ora amigo. Essa gente que vá para o diabo. Toda ela. Alguma que até se exibe diariamente, com o seu paleio, vicejando pelos meandros da comunicação social, falando de tudo e não dizendo ou não sabendo concretamente de nada.
Isto de UE e de democracia, está a ficar uma treta, sobretudo para quem a não tem aproveitado até onde custa dinheiro...
segunda-feira, 4 de março de 2013
UM ERRO SEM PERDÃO -
Uma das mais gravosas medidas políticas saídas do pós 25 de Abril, foi incontestávelmente a amputação do chamado Ensino Técnico Profissional . Isto porque, para além de eliminar algo que estava bem estruturado e bem feito, (coisa rara, sobreudo na área do ensino, neste país), não houve a mínimo intenção de o substituir capazmente ou aproveitar essa estrututa para não deixar capotar o grande suporte que o país precisava na área da formação e do trabalho.
Em nome um tanto demagógico da Democracia e da igualdade, e de que os alunos eram empurrados para um gueto educacional, sem prespectivas de continuação, o que não é verdade, pois o próprio Dr. Cavaco Silva foi aluno do Ensino Profissional, na áera de Comércio e empresas, e até chumbou um ano, e como é sabido, é reconhecido como um dos mais abalizados economistas e professortes deste país. Não sabemos a que cargas de água e em nome de quê, se tomou essa decisão.
Hohe, a quatro décadas da revolução, quer na área comercial, de contabilidade, de secretariado e serviçoes), tudo anda menos bem. Igualmente o mesmo acontece na áerea industrial (electricidade, serralharia, carpintaria, etc.).
Actualmente doutores não faltam, encanudados, mestrados, até doutorados. Gente competente para trabalhar de manga arregaçada nas áreas ministradas no Ensino Técnico Profissional muito e muito pouco.
Este um dos maiores pecadilhos dos homens de Abril. Acabaram com muita coisa que estava bem feita, e fizeram outras bem mal feitas...
A democracia não é só deitar abaixo ou melhor, é deitar abaixo, mas o que está mal. O que está bem, aproveita-se. Se não acontece o que estamos a verificar. Fala-se de formação, formação, formação. É preciso não esquecer, que primeiro é preciso formar gente competente para trabalhar, só depois os doutores, isto com o devido respeito...Se não os doutores acabam de lima ou lixadeira na mão...
Um êrro histórico
Uma, porventura das mais gravosas medidas saídas da já pretérita revolução de Abril, foi indiscutivelmente a amputação do então chamado Ensino Técnico Profissional. Isto porque, para além de acabar com algo que era credível, bem estruturado, e bem feito,(coisa rara no ensino em Portugal), não houve o mínimo pudor em o substituir capazmente, bastando para isso aproveirar a estrutura que existia, um enorme suporte pedagógico, na áerea da formação, da pedagogia, do trabalho e do emprego. Em nome, um tanto demagógico, da noção de Democracia e de igualdade, e de que os alunos do Ensino Técnico Profissional eram seres "empurrados" para um espécie de "gueto" educacional, um ensino de segunda, para pobretanas, sem prespectivas de continuidade, o que não é verdade, pois até o atual Presidente Cavaco Silva, foi aluno do Ensino Técnico Profissional por onde começou na área de contabilidade e gestão, e até chumbou um ano, e que, lá por isso, nunca deixou de ser um economista de relevo e um professor altamente respeitado, e de reconhecido mérito, aquém e além fronteiras. Não sabemos até que cargas de água e em nome de quê ou de quem, se tomou essa decisão.
Hoje a quatro décadas distância essa é uma decisão, triste e sem história, e mais do que isso: uma decisão que dá para reflectir.
Não faltam os doutores e os licenciados, que muito prezo, estimo e respeito, a geração, ao que se diz, mais bem formada e apetrechada dos últimos anos. Agora gente de manga arregaçada para trabalhar a sério e sabendo do seu ofício, estamos a falar de electricistas, mecânicos, serralheiros, carpinteiros, torneiros, etc etc., isto na área industrial. E de bons técnicos de contas, contabilistas, gente da aérea comercial, das empresas e dos serviços.
Valha-nos Deus. Tanto falta de experiência dessa gente que nos tem governado e tanta incoerência anda mostrando.... E o pior: paga-se (nós pagamos) bem caro por isso...
Não gostava de ver Mestres e Doutores de lixadeira em punho, lixando-se mas lixando mal...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Coisas do arco da velha...AS PALOMAS E O CANÍDEO...
Disseram-nos que a nossa principal Autarquia, anda inquieta, irrequieta, em ebulição e roda viva, preocupada com a proliferação de uma estranha e terrível praga, destruidora e sarnosa, uma autêntica ameça à saude pública e o pior: um entrave ao crescimento económico, aliás incipiente, da Ilha.
Que julgais ser? Elefantes? Gibóias? Serpentes? Mamutes ou outros desavindos espécimes regressados do paleolítico? Não. Nada disso. Apenas pombas; palomas, cândidas e inofensivas. Ora vejam com o que essa gente se preocupa. Não faz muito, que um velho amigo comum, a quem a madrasta da sorte, fez como a de muitos dos nossos filhos, ou seja, que fosse transmutado para longe, e me disse: "Ora bolas!, vocês por aqui nem sequer pombas na cidade têm. É que, ao que julgo, não há cidade que se preze de as não ter..."
Fiquei quedo a matutar, a pensar e logo reconheci que era verdade. Veneza, Paris, Londres...Até a nossa Lisboa , a de hoje e a de outras eras ou a do famigerado Carvalho e Mello...
Será mesmo que o turismo deles é assim tão afectado e ruim?
Apetece-me dizer: Ora meninos. Cresçam e apareçam...na política e não só.
Controlar humana e cuidadosamente a bicheza se calhar pode ser preciso...Agora ocuparem-se disso tão afanosamente, quando esta cidadezinha, que muito bem podia ser como outras aqui nos Açores, uma vilazinha aprazível, dá no mínimo para rir...ou se calhar, sorrir...
Isto não me admira. Não faz muito, que em plena via pública, um miserável canídeo, se calhar faminto e abandonado, foi fuzilado a pedido de um cidadão anónimo (via telefone), sem grande alarido ou grande compaixão...Ressalvando as dificuldades do funeral do bicho (quem o enterra?)...que ficou para lá estatelado algum tempo, tudo se passou na normalidade...
Se o meu bom amigo que dirigiu proficuamente um jornal secular e respeitado, durante largos anos, (que nunca deveria ter desparecido), diria como sempre, quando lhe chamava a atenção sobre qualquer andança peculiar desta terra: "Homem! Não se amofine. Esta é a terra da "coisa rara"...E tinha razão...
Paz à sua alma... E a todos os de boa vontade que ocasionam dessas cenas burlescas e teatrais...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
O Outro Lado do Sonho
Era Secretário da Marinha dos Estados Unidos. Andávamos por volta de 1919, pouco tempo depois de terminar a Primeira Guerra Mundial. E ele chamava-se Franklin Delano Roosvelt. Um nome que ficaria na história da América, do mundo e da cidade da Horta, em particular. E ficaria, porque ele como Presidente que foi dos Estados Unidos, encararia o pós-guerra e a depressão que se lhe seguiu, como um desafio e com um desassombro, que a América tornou-se desde então, a grande potência e o maior exemplo a seguir, com as medidas tomadas que constituiram o chamado New Deal. Esse sonho que ele nem chegou a ver concretizado, era, nem mais nem menos, do que criação de uma organização mundial, com o fim de manter a paz no mundo, e que se chamaria ONU (Nações Unidas).
Muitos anos rolaram para que isso se concretizasse, mas ele já escolhera o local para a sua sede - a Horta, tal a impressão que lhe causara, na sua curta passagem por ela.
Precisamente colocada nas grandes rotas do mundo, entre a Europa, Africas, e as Américas, no meio deste grande rio que é o Atlântico, benificiando de um excelente porto de mar, natural e artificial, servida por uma dúzia de companhias cabográficas no tempo, a Horta podia muito bem ser e era, o Centro de Um Mundo que ele idealizara. Longe de pressões, económicas, políticas e outras. De lobys e grandes empórios, a Horta, civilizada e cosmopolita, com grandes tradições de dar e receber,
podia ser esse local, que mais tarde seria New York.
Agora que tanto se fala de união dos dois grandes blocos, das duas maiores economias do mundo, não seria curial pôr de pé esse belo sonho de Franklin D. Roosvelt?
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
PRÓXIMOS DA LOUCURA...OU A BRINCAR COM O SÉRIO?
Cada vez mais, me apetece brincar com o sério. Isto, porque afinal, neste século de luzes brilhantes, cintilantes, e grosseiramente apagadas, nada, ou quase nada, é sério. Ou se passa a vida inteira a brincar ao faz-de-conta, aquilo que alguns chamam de alienação, ou então vive-se de candeias ás avessas com a nossa própria consciência. E pior: com a consciência dos outros, dos que não a têm ou nunca a tiveram. Isto apenas para dizer, que a mentira ganhou foros de cidadania. Amadureceu. Enrobusteceu. Tornou-se agressiva, maldosa, sem vergonha. E dita duas vezes, passa a verdade. Verdade verdadeira, usada e abusada por excelências, com formação, com currículo, com assento em assembléias, em areópagos, gente de poder, badalada pelos média, enchendo diariamente os jornais e os écrans da TV.
Nunca em época alguma, a mentira, o dinheiro, a falácia, andaram em conluio tão perfeito, e houve tanta confusão, como agora. Tudo em nome de uma política, de uma causa, de uma filosofia, de uma paixão clubistica, religiosa, de uma mania qualquer, ou até de uma verdade mentirosa. E isto tornou-se hábito, não só apanágio dos grandes (ou dos que o julgam ser), mas também dos outros, daqueles mais invisíveis, mais miudos, mais humildes e pobretanas.
É o regabofe do comportamento humano. Foi-se a seriedade, a verticalidade, o respeito por tudo o que se julgava ou julgou alguma vez ser bom ou útil no comportamento humano.
Houve até quem se "espantasse" porque o Papa pediu exoneração, tal como um simples e tão desconsiderado funcionário público. O Papa TEM ESSE DIREITO, porventura consagrado na liberdade que a própria vida lhe concede, mesmo sem falar em valentia. Pior, muito pior, anda acontecendo todo o santíssimo dia por todo o lado, e ninguém diz nada. Mata-se a torto e a direito, em escolas e ruas. Traficam-se seres humanos em países ditos civilizados. Fazem-se guerras fundamentalistas, baseadas em crenças e em mitos hipotéticos.
Que mais falta fazer, para se dizer que o MuNDO ANDA PRÒXIMO DA LOUCURA? O recibo da miseranda bica?
Por mim, acreditar ou não, são faces do mesmo poliedro e até da mesma moeda...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
FUMO BRANCO? ATÉ QUANDO?!
As religiões, também elas feitas de homens e por homens, e muito à sua medida, têm vicissitudes mil, sofrem desgastes imensos, renovam-se, criam novos atalhos e caminhos, elegem os seus heróis e mártires, fabricam os seus mitos e também os seus anti-heróis ou anti-Cristos. Umas mais humanizadas do que outras, são o espelho vivo de uma necessidade ingente que o homem carrega no dorso desde cedo, desde que pisou a Terra, e que é a de encarar o Infinito e aquilo que mágicamente lhe legaram: o fim dessa Vida.
São entidades portadoras e produtoras de fé, às vezes de bondade e solidariedade, outras divergem e caminham em outros sentidos, do egoísmo ao egocentrismo, tendo todas elas deixado no seu percurso, momentos de Glória, mas também de tristeza e de impiedade, a conspurcar a História.
E ao falar de religiões, tenho de falar também no cristianismo, mais concretamente no judaico-cristianismo uma força espiritual grandiosa, cujo chefe carismático se chama Papa. Neste momento, tal como um partido político, um governo, uma grande instituição, uma empresa de imensa dimensão, um grande clube, o seu chefe pede exoneração, alegando falta de saúde. Uma atitude natural e normal, se atentarmos ao período em que vivemos, e ao qual se faz jus e direito. Mas o Papa não é um ser humano qualquer - é o o chefe supremo da igreja católica.Por isso mesmo, é curial perguntar, para além das verdadeiras razões que o levam a tal, o que essa atitude poderá trazer, no seu futuro menos longínquo?
Duas questões perturbadoras se têm levantado ao normal funcionamento da Igreja católica: o celibato imposto aos seus membros e a pedofilia de uma parte importante dos seus componentes.
Se o novo Papa souber resolver este e outros problemas, talvez menos gravosos, que se vão aleivando e avolumando, (talvez que resolvendo um, se consiga naturalmente resolver o outro), poderá eventualmente restaurar algum do crédito que ao longo dos tempos a igreja foi amealhando.
Se não, a chaminé do Vaticano vai ter de esperar novos e melhores dias ou então, esperar... Esperar o descrito, quiçá em poeirentas e velhas profecias...
De tudo isto se tira a seguinte conclusão: que nem sequer ao Papa, deve ser imposta a obrigação de morrer ao leme da "Nau". Todo o ser vivente tem direito à sua liberdade e de escolher o que melhor lhe aprouver enquanto Homem e enquanto Vida, desde que tenha justificação, para tal.
Agora, e quanto a mim, o que estará menos bem, é que altos dignitários da igeja, estejam a fazer deste assunto, um acto de coragem e heroicidade, quando e supostamente, o contrário andaria mais por perto...
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