O Primeiro Ministro há uns dias indigitado, perdão,"indicado" segundo, algumas más línguas deste rincão florido, à beira mar plantado, fez gala, na sua campanha eleitoral (e bem), de eleger como paixão, a cultura, isto se alcançasse o poder, o que habilmente conseguiu, algo que partilho e subscrevo inteiramente.
Oxalá não se distraia e se esqueça, como vem sendo hábito com outros "bons" governos e políticos da praça portuguesa.
É que um país, uma região, um arquipélago, uma comunidade, sem cultura, não é mais do que uma parreira sêca, sem folhas e sem uvas.
A cultura por parte da maioria dos governos de direita (e os de esquerda também alinham), tem sido deixada ao sabor do vento e à gula dos mercados, crescendo, quanto mais esse substracto se adensa, se desvia ou se deriva para as "bandas" da direita.
Falo na escrita, por exemplo - Quem ganha e quem perde? O "criador? O vendedor? O vendilhão?
Falo de uma cultura, que nos governos mais recentes, anda mais na "mochila" do que na "pasta", já que Pasta de Ministério de Culura, não tenho dela conhecimento há uns bons e imemoráveis anos, sendo que, e mesmo assim, há e houve Ministérios e Ministros sem Pasta, e pior, Pastas sem Ministros, ao que parece, porque não fizeram ou não fazem lá falta.
Quero com este"figurativo"dizer, que a "Mochila" é mais fácil de alijar do que a "Pasta".
Aqui pelos Açores, refiro-me concretamente à ilha do Faial, uma ilha de uma região onde nem damos pela intervenção do seu Governo, o Regional (se é que é), nessa matéria.Tal como "o ex- lá de fora", é todo virado para as questões "muito económicas e muito (ou pouco) financeiras".
Permitam-me mais um ténue desabafo. Não sei como há ainda quem escreva e "diga coisas". Por vezes até penso, que estamos nos "antigamentos", tal o abandono a que vejo toda essa "execranda" temática. Mas é a verdade. Não há quem divulgue, não há quem acarinhe, não há quem diga: é pá, há gente que quer fazer "qualquer coisa" pela cultura, isto claro está, a não ser , que o (dito ou ditos ) se abeirem ou comam à mesa do "santuário" , uma "inofensiva prostituiçãozinha", que não faz o meu jeito e que me desagrada de baixo a cima e profundamente.
Pobre gente, toda ela-.
Afinal e melhor pensando, falta-lhes apenas um pequeno"apêndice" que é a cultura...embora se sirvam dela quando melhor convém...
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QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
SALPICOS EM MARÉ CHEIA
Salpicos que nos levam a fugir ao remanso da lágea tépida por onde nos instalámos, olhando o mar, que cioso da missão que lhe foi confiada, vai lambendo as "margens" salinas da memória, num olhar nostálgico de saudade, ao que éramos, ao que fomos, ao que somos ou ao que queremos realmente ser, por vezes tempos nostálgicos, em que a vida era claramente outra, mas era a vida que tínhamos e a que existia no tempo.
É que a vida afinal é mesmo assim, toda ela feita e arquitetada para ser vivida, recriada e recordada, porque recordar é, e será sempre, viver para reviver:
Princípio da década de 60 do século passado
A Horta, mal acordara de um truculanto e longo sonho de Inverno, vindo de uma enorme e demorada crise sísmica, que se iniciara pouco mais de dois anos antes, mais concretamente no ano de 1957 e que deixara marcas no sarro da amargura, com que as catástrrofes costumam inadvertidamente brindar os seus "locatários".
O "Terra Alta", um "barquelho" semi-cabinado, parcela heróica de infindáveis e imemoráveis sagas marítimas, que conjuntamente com o "Ribeirense" e o "Santo Amaro", constituiam os chamados "Barcos do Pico", não se cansava de "acarrear", gente que perdera tudo ou quase, menos talvez o sonho e a esperança,- os sinistrados- , a caminho das terras do sonho e da utopia, - do Tio Sam, das Américas, da terra ´"das dolares".
Tempo que deu para tudo, porque a felicidade parecia mais forte do que a lágrima: Iam para terras, em que até os sacos de roupa, cheiravam...
Abençoada fé. Abençoada gente.
Foi a primeira imagem com que me brindou o Faial.
Eles foram e foram muito bem, embora com a alma esfrangalhada e a saudade no dorso.
Os que ficaram, foram-se "ajustando". E o ajustar, significava, não haver carpinteiros, pedreiros,
artifices de toda a ordem..
Terra mártir o Faial. Fábrica de emigrantes, de gente "escorraçada" por aquilo que ama e sempre amou.
Agora assiste-se a uma espécie de centralização, em uma ou duas ilhas, uma política inexplicável e inexplicada.
Vale a pena tentar perceber esta experiência autonómica.
Se vale ou valeu a pena.
A verdade, é que a vida continua. O resto ficará para a história...
.
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É que a vida afinal é mesmo assim, toda ela feita e arquitetada para ser vivida, recriada e recordada, porque recordar é, e será sempre, viver para reviver:
Princípio da década de 60 do século passado
A Horta, mal acordara de um truculanto e longo sonho de Inverno, vindo de uma enorme e demorada crise sísmica, que se iniciara pouco mais de dois anos antes, mais concretamente no ano de 1957 e que deixara marcas no sarro da amargura, com que as catástrrofes costumam inadvertidamente brindar os seus "locatários".
O "Terra Alta", um "barquelho" semi-cabinado, parcela heróica de infindáveis e imemoráveis sagas marítimas, que conjuntamente com o "Ribeirense" e o "Santo Amaro", constituiam os chamados "Barcos do Pico", não se cansava de "acarrear", gente que perdera tudo ou quase, menos talvez o sonho e a esperança,- os sinistrados- , a caminho das terras do sonho e da utopia, - do Tio Sam, das Américas, da terra ´"das dolares".
Tempo que deu para tudo, porque a felicidade parecia mais forte do que a lágrima: Iam para terras, em que até os sacos de roupa, cheiravam...
Abençoada fé. Abençoada gente.
Foi a primeira imagem com que me brindou o Faial.
Eles foram e foram muito bem, embora com a alma esfrangalhada e a saudade no dorso.
Os que ficaram, foram-se "ajustando". E o ajustar, significava, não haver carpinteiros, pedreiros,
artifices de toda a ordem..
Terra mártir o Faial. Fábrica de emigrantes, de gente "escorraçada" por aquilo que ama e sempre amou.
Agora assiste-se a uma espécie de centralização, em uma ou duas ilhas, uma política inexplicável e inexplicada.
Vale a pena tentar perceber esta experiência autonómica.
Se vale ou valeu a pena.
A verdade, é que a vida continua. O resto ficará para a história...
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
RÉPLICA DE UM "GRISALHO"
Não faz muito tempo, que um "garoto", movendo-se por um sensacionalismo doentio, terá dito que os "grisalhos" estariam "a mais" ou "fora de tempo". Esse garoto, reflecte, a mentalidade de uma certa juventude ( felizmente muito pouca), que ora vai grassando, por este mundo cão, de Deus e do Diabo.
Apetece-me dizer:-lhe: os grisalhos, (aqueles que por cá ainda se arrastam) meu sac..., foram aqueles que te ofereceram este mundo que tens e onde de reclinas, que te deram as valências que possues, quer profissionais, quer universitárias, com o seu trabalho, com os seus sacrificios, com os seus impostos, com o seu dinheiro, muito suado e "mal amado". Esses grisalhos, foram os teus pais, avós, alguns que passaram aquilo que nunca conheces-te e oxalá que nunca venhas a conhecer. Que te aliviaram de todas as agruras, canseiras, que por vezes de tudo se despojaram, para não teres de passar por aquilo que eles passaram.
Quando, como agora vejo, essa garotada desrespeitando tudo, com sede e arrogância de poder, só lhes desejo que tivessem tido um Salazar, para lhes adoçar o bico, que e melhor pensando, era mais sensato que muitos deles que andam por aí.
Esta palhaçada a que agora estamos a assistir, é bem elucidativa do que digo. Afinal o país agora é que está mesmo de tanga,emboradigam que oscofres estão cheio, só sede me.... Tudo foi privatizado, vendido em leilão, numa sede de dinheiro que nunca se viu e que assusta.
É caso para dizer: moderação e sensatez precisam-se. E acrescentar: aquilo que se designa por esquerda e por direita, faz-nos reflectir. Mas esta rapaziada, sobretudo aquela que anda bem pela direita, uma nova direita que assusta, e usa de um revanchismo que náo senti a Salazar, o que pretende?.
Alguns são mesmo "potenciais" salazarinhos e salazarentos, sem nunca o terem conhecido como eu, que apanhei todo o seu consulado, pelo menos desde 1934.
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Valha-nos Deus. Ao que isto chegou...
Apetece-me dizer:-lhe: os grisalhos, (aqueles que por cá ainda se arrastam) meu sac..., foram aqueles que te ofereceram este mundo que tens e onde de reclinas, que te deram as valências que possues, quer profissionais, quer universitárias, com o seu trabalho, com os seus sacrificios, com os seus impostos, com o seu dinheiro, muito suado e "mal amado". Esses grisalhos, foram os teus pais, avós, alguns que passaram aquilo que nunca conheces-te e oxalá que nunca venhas a conhecer. Que te aliviaram de todas as agruras, canseiras, que por vezes de tudo se despojaram, para não teres de passar por aquilo que eles passaram.
Quando, como agora vejo, essa garotada desrespeitando tudo, com sede e arrogância de poder, só lhes desejo que tivessem tido um Salazar, para lhes adoçar o bico, que e melhor pensando, era mais sensato que muitos deles que andam por aí.
Esta palhaçada a que agora estamos a assistir, é bem elucidativa do que digo. Afinal o país agora é que está mesmo de tanga,emboradigam que oscofres estão cheio, só sede me.... Tudo foi privatizado, vendido em leilão, numa sede de dinheiro que nunca se viu e que assusta.
É caso para dizer: moderação e sensatez precisam-se. E acrescentar: aquilo que se designa por esquerda e por direita, faz-nos reflectir. Mas esta rapaziada, sobretudo aquela que anda bem pela direita, uma nova direita que assusta, e usa de um revanchismo que náo senti a Salazar, o que pretende?.
Alguns são mesmo "potenciais" salazarinhos e salazarentos, sem nunca o terem conhecido como eu, que apanhei todo o seu consulado, pelo menos desde 1934.
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Valha-nos Deus. Ao que isto chegou...
sábado, 17 de outubro de 2015
Um par de botas Ou as botas ao contrário?
Não deixa de suscitar alguma reflexão e apreensão, o que ultimamente tem surgido, um "tanto à revelia" das cabeças mais pensantes, conservadoras ou "coroadas" deste país", que se materializa, num hipotético acordo da esquerda
Esta última experiência de coligação de direita, em minha opinião, foi desastrosa, muito embora tenha defensores e candidatos a uma política idêntica. E a conclusão é: que
o país está dividido e que a direita (mais ou menos democrática), continua com alguma (direi mesmo), muita pujança.
Uma direita feita e urdida sobretudo por jovens, de que Oliveira Salazar não teria muitas razões para se envergonhar. E aí, tenho de dizer, que o António, e em determinados aspectos, tinha uma visão mais equilibrada e menos "derrotista", à falta de melhor termo, do que as políticas que ora vejo implementadas, começando pela estabilidade no emprego, honrando a função pública e o Estado, não vendendo ou cedendo ao estrangeiro, estruturas económicas, ao desbarato.
Mas, o "despeciendo" e intrigante, é que, ao fim de quarenta anos Democracia, não se conceba que possa haver um governo de, ou mais à esquerda.
E não se trata de gostar ou não, mas da sua exequibilidade.
Admira-me até que se pense em catástrofe se acaso isto acontecer. Dá para rir, quando saído da boca, de gente que se diz ser democrática.
Ora isto é no mínimo ridículo.
Ou se aceita as regras da democracia ou deixa-se a democracia "espraiecer" e regressa-se a novas fórmulas, quiçá desejadas por alguns abencerragens da coisa política...esta traduzida em benesses próprias, para si e para os mais próximos....
Mas o que se vê na verdade, é sede de poder e muita ganância política.
Este governo que por lá andou, cometeu muitas gafes, direi até que o país lhe deve a História ao contrário, tantas e tão boas idealizou.
Por mim, como rabiscador avulso há cerca de seis décadas, e tal como no futebol, que ganhe o melhor, não vou dizer para Portugal ou para o "Portugal à Frente", mas para o povo, e para as pessoas,
mais concretamente. Ideal seria, a integração de uma maioria estável na Assembléia, representativa do voto popular, mais alargada quanto possível. Mas se não houver, que siga o funeral. O Zé já se habituou a tanta arbitrariedade...democrática...
Esta última experiência de coligação de direita, em minha opinião, foi desastrosa, muito embora tenha defensores e candidatos a uma política idêntica. E a conclusão é: que
o país está dividido e que a direita (mais ou menos democrática), continua com alguma (direi mesmo), muita pujança.
Uma direita feita e urdida sobretudo por jovens, de que Oliveira Salazar não teria muitas razões para se envergonhar. E aí, tenho de dizer, que o António, e em determinados aspectos, tinha uma visão mais equilibrada e menos "derrotista", à falta de melhor termo, do que as políticas que ora vejo implementadas, começando pela estabilidade no emprego, honrando a função pública e o Estado, não vendendo ou cedendo ao estrangeiro, estruturas económicas, ao desbarato.
Mas, o "despeciendo" e intrigante, é que, ao fim de quarenta anos Democracia, não se conceba que possa haver um governo de, ou mais à esquerda.
E não se trata de gostar ou não, mas da sua exequibilidade.
Admira-me até que se pense em catástrofe se acaso isto acontecer. Dá para rir, quando saído da boca, de gente que se diz ser democrática.
Ora isto é no mínimo ridículo.
Ou se aceita as regras da democracia ou deixa-se a democracia "espraiecer" e regressa-se a novas fórmulas, quiçá desejadas por alguns abencerragens da coisa política...esta traduzida em benesses próprias, para si e para os mais próximos....
Mas o que se vê na verdade, é sede de poder e muita ganância política.
Este governo que por lá andou, cometeu muitas gafes, direi até que o país lhe deve a História ao contrário, tantas e tão boas idealizou.
Por mim, como rabiscador avulso há cerca de seis décadas, e tal como no futebol, que ganhe o melhor, não vou dizer para Portugal ou para o "Portugal à Frente", mas para o povo, e para as pessoas,
mais concretamente. Ideal seria, a integração de uma maioria estável na Assembléia, representativa do voto popular, mais alargada quanto possível. Mas se não houver, que siga o funeral. O Zé já se habituou a tanta arbitrariedade...democrática...
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
O DESCALÇAR DA BOTA
Uma situação "bizarra", esta que nos lega o resultado destas eleições. Poderia dizer-se "caricata", o que não é, porque em Democracia é assim mesmo: pode eventualmente haver uma maioria de direita (esta coligação que governou os últimos quatro anos assim o foi) e poderá surgir também uma de esquerda e/ou outras alternativas em que haja acordos ou consensos. Nada mais natural em Democracia. Afinal, nem a Democracia, nem a governação, são "património" de quem quer que seja.
Não se entende os "medos" surgidos agora, quando afinal, nunca tivemos "tantos sobressaltos" nestes últimos quatro anos.
Agora que há por parte do Presidente da República uma bota para descalçar, disso ninguém tem dúvida.
É esperar para ver.
E muito pior do que tem acontecido, não é suposto acontecetr, mas vamos aguardar para ver...
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Não se entende os "medos" surgidos agora, quando afinal, nunca tivemos "tantos sobressaltos" nestes últimos quatro anos.
Agora que há por parte do Presidente da República uma bota para descalçar, disso ninguém tem dúvida.
É esperar para ver.
E muito pior do que tem acontecido, não é suposto acontecetr, mas vamos aguardar para ver...
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terça-feira, 29 de setembro de 2015
A Política e a Cultura
Intoxicados? Não! Desiludidos...
Esta campanha eleitoral (2015), faz-nos rir, sorrir, às vezes a "bandeiras despregadas" e (pasme-se) - iludir-se e iludir-nos.
Ora vejam por exemplo, um interessante e sugestivo "slogan" de campanha: " Portugal à Frente".
Se ainda tivessem colocado em seu lugar um "slogan" como (Privatizações à Frente", "Falácias e Mentiras à Frente" ou " Abaixo Estado e Empresas à Frente", até se acharia alguma graça, já que de graças estamos falando. Assim não! Tal como uma truculenta personagem, (o Quental), quiçá controversa (e um pouco ao sabor do autor), de um livro de um "conhecido" nosso, de nome "SISMO NA MADRUGADA", que a páginas tantas, vocifera indignado com uns velhos anigos empregados de um café lisboeta de outros tempos, o Palladium:
-(...): Parem-me com essa porr...de me chamarem Dr... Não se lembram daquele miserável que pedia "beatas" a vocês?
Mas Democracia é democracia, vale o que vale, pesa o que pesa, tem as benesses e os defeitos que tem..
E por falar de livros e em livros, para amenizar um pouco, e desintoxicar, esta festa das eleições, falaremos deles ( dos livros), já que também a cultura está agora no centro de um dos partidos, sem ser o do "Portugal à Frente", "Portugal Atrás" ou o "Portugal dos Pequeninos e Pobrezinhos".
Falar de cultura e fazer cultura ( são coisas diferentes), mas ganhar com a cultura, viver dela, ou morrer à fome por ela, ainda mais.
Refiro-me concretamente, a quem escreve por estes lados, Faial- Açores, , uma ilha afinal "periférica". Falar sua existência, sobrevivência, continuidade, necessidade (será que ela, necessidade, existe?).
Toda a minha vida escrevi, bem ou mal, mas tenho-o feito. Se tivesse de viver à sua custa, morreria certamente de fome na primeira semana, provavelmente do jejum, talvez assim (sabe-se lá) ganhasse o céu...ou algo mais aquecido.
E já o faço há cerca de sessenta anos... e estou vivinho da Silva. Estarei mesmo?
Então quem ganha? Quem vai ganhando e quem vai perdendo com essa burrice, que afinal não é só minha: se calhar até de muitos.
Penso que seguramente, muita pouca gente, mas quem menos ganha ou mesmo quem nada ganha, é quem escreve, o chamado criador, sem ser óbviamente com letra maíuscula.
A par dos calotes, dos esquecimentos, dos enganos (deliberados ou não) e de mil e um subterfúgios, desde editoras a livreiros, livraias e quejandos, o negócio do livro é um mau negócio para a maioria dos rabiscadores e se foram oriundos destas ilhotas, a dose redobra.
Já dizia o Norberto Ávila, digno açoriano, cultivador de letras e afectos, ao lhe perguntarem porque se havia fixado lá fora, em Lisboa, respondeu pronta e serenamente:"Muito naturalmente, para poder ter alguma visibilidade". E se não fosse essa a razão,- continuou - nem a Natália Correia, nem o próprio Antero de Quental teriam tido essa visibilidade, algo que eu subscrevo muito natural e cabalmente.
Quer isto dizer, que ir apregoando cultura, deixando-a ao "sabor" do lucro e dos negócios, das empresas e do comércio em geral, é "chão que deu uva ou que nunca irá dar "
Por mim, sem me querer alongar, julgo só haver uma solução, que não dá para a ser minima ou seja, se o autor não quiser prostituir-se e mendigar uns "favores ou uns tostõesitos", é seguir as pisadas do Miguel Torga, um senhor em todas as vertentes, (até no seu nariz ao que parece), que sempre se regeu por edições de autor, tal como o humilde rabiscador "destas malfadadas linhas" que,. nunca confiou em editores. Tal como eu, em tempos diferentes, ele lá sabia as linhas com que se cozia...e tinha as suas razões.
O problema é que, essa situação, para além de ter de se cingir ao estatuto de trabalhar por amor á causa, que é pagar e não receber", e pagar ao fim de anos de suor, significa não ir muito para além dos parâmetros " da rua principal ou da rua da igreja da "aldeia" em que vivemos"...Isto é entregue às empresas do ramo,um moisto de cultura vs negócio, o que combina mal, muito mal.
A carolice tem destas bizarrias. O que mais me impressiona é
que não haja quem veja essa incongruência, mesmo em tempo de eleições e falando galhardamente de
cultura... Cultura afinal, para quem e para quê?
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Esta campanha eleitoral (2015), faz-nos rir, sorrir, às vezes a "bandeiras despregadas" e (pasme-se) - iludir-se e iludir-nos.
Ora vejam por exemplo, um interessante e sugestivo "slogan" de campanha: " Portugal à Frente".
Se ainda tivessem colocado em seu lugar um "slogan" como (Privatizações à Frente", "Falácias e Mentiras à Frente" ou " Abaixo Estado e Empresas à Frente", até se acharia alguma graça, já que de graças estamos falando. Assim não! Tal como uma truculenta personagem, (o Quental), quiçá controversa (e um pouco ao sabor do autor), de um livro de um "conhecido" nosso, de nome "SISMO NA MADRUGADA", que a páginas tantas, vocifera indignado com uns velhos anigos empregados de um café lisboeta de outros tempos, o Palladium:
-(...): Parem-me com essa porr...de me chamarem Dr... Não se lembram daquele miserável que pedia "beatas" a vocês?
Mas Democracia é democracia, vale o que vale, pesa o que pesa, tem as benesses e os defeitos que tem..
E por falar de livros e em livros, para amenizar um pouco, e desintoxicar, esta festa das eleições, falaremos deles ( dos livros), já que também a cultura está agora no centro de um dos partidos, sem ser o do "Portugal à Frente", "Portugal Atrás" ou o "Portugal dos Pequeninos e Pobrezinhos".
Falar de cultura e fazer cultura ( são coisas diferentes), mas ganhar com a cultura, viver dela, ou morrer à fome por ela, ainda mais.
Refiro-me concretamente, a quem escreve por estes lados, Faial- Açores, , uma ilha afinal "periférica". Falar sua existência, sobrevivência, continuidade, necessidade (será que ela, necessidade, existe?).
Toda a minha vida escrevi, bem ou mal, mas tenho-o feito. Se tivesse de viver à sua custa, morreria certamente de fome na primeira semana, provavelmente do jejum, talvez assim (sabe-se lá) ganhasse o céu...ou algo mais aquecido.
E já o faço há cerca de sessenta anos... e estou vivinho da Silva. Estarei mesmo?
Então quem ganha? Quem vai ganhando e quem vai perdendo com essa burrice, que afinal não é só minha: se calhar até de muitos.
Penso que seguramente, muita pouca gente, mas quem menos ganha ou mesmo quem nada ganha, é quem escreve, o chamado criador, sem ser óbviamente com letra maíuscula.
A par dos calotes, dos esquecimentos, dos enganos (deliberados ou não) e de mil e um subterfúgios, desde editoras a livreiros, livraias e quejandos, o negócio do livro é um mau negócio para a maioria dos rabiscadores e se foram oriundos destas ilhotas, a dose redobra.
Já dizia o Norberto Ávila, digno açoriano, cultivador de letras e afectos, ao lhe perguntarem porque se havia fixado lá fora, em Lisboa, respondeu pronta e serenamente:"Muito naturalmente, para poder ter alguma visibilidade". E se não fosse essa a razão,- continuou - nem a Natália Correia, nem o próprio Antero de Quental teriam tido essa visibilidade, algo que eu subscrevo muito natural e cabalmente.
Quer isto dizer, que ir apregoando cultura, deixando-a ao "sabor" do lucro e dos negócios, das empresas e do comércio em geral, é "chão que deu uva ou que nunca irá dar "
Por mim, sem me querer alongar, julgo só haver uma solução, que não dá para a ser minima ou seja, se o autor não quiser prostituir-se e mendigar uns "favores ou uns tostõesitos", é seguir as pisadas do Miguel Torga, um senhor em todas as vertentes, (até no seu nariz ao que parece), que sempre se regeu por edições de autor, tal como o humilde rabiscador "destas malfadadas linhas" que,. nunca confiou em editores. Tal como eu, em tempos diferentes, ele lá sabia as linhas com que se cozia...e tinha as suas razões.
O problema é que, essa situação, para além de ter de se cingir ao estatuto de trabalhar por amor á causa, que é pagar e não receber", e pagar ao fim de anos de suor, significa não ir muito para além dos parâmetros " da rua principal ou da rua da igreja da "aldeia" em que vivemos"...Isto é entregue às empresas do ramo,um moisto de cultura vs negócio, o que combina mal, muito mal.
A carolice tem destas bizarrias. O que mais me impressiona é
que não haja quem veja essa incongruência, mesmo em tempo de eleições e falando galhardamente de
cultura... Cultura afinal, para quem e para quê?
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sábado, 19 de setembro de 2015
O QUE FAZ CORRER OS " MANELZINHOS"
Mais, e cada vez mais, me impressiona, a forma cínica, hipócrita, até cruel, como o ser humano vai gerindo a sua caminhada neste iniciar de século e de milénio, neste mundo que dizem ser de Deus. E nada escapa à fúria e loucura desse ser feito à sua semelhança (dizem) - o homem...As próprias religiões, criaram um Deus ex-machina, mau, vingativo, destruidor, sempre com alguém pronto a mandar pelos ares, crianças, jovens e velhos, em nome de uma purificação religiosa sem limites.
É a loucura instalada, o "non sense", a "limpeza" dos que não perfilam os nossos (deles) ideais.
E mesmo nas ditas democracias que advogam o poder do povo, as arbitrariedades vão-se acumulando, multiplicando e são enormes.
Na própria trivialidade, o ser humano mostra a magia dos seus dentes. E os dentes, são, não raras vezes, as pilastras do seu "sucesso".
Mesmo nos regimes ditos moderados, onde o voto é permitido, os consensos são entendidos, a dignidade levada menos a sério, os "delizos", as "bocas" e as mentiras, fazem parte do quotidinao e da vida activa da política.E o lema é:
Abaixo a seriedade. Vamos tentar enganar, para conseguir.
É a isto que assistimos.
Tu é que "desgraças-te" o país.Não! Foste tu, meu malandreco!
Não se lembram é de quem é que ficou ou fica "desgraçado". E porque é que ficou, como e quando.
Empurram uns para os outros as culpas de algo que nem se sabe muito bem como, onde e quando começou.O saber, sabe-se, não convém é espiolhar muito, porque se calhar as culpas têm de ser muito repartidas e vêm de longe de gente bem instalada. Enquanto que para uns, o remédio é cortar, cortar, cortar (afinal, o mais fácil, um truque que um merceeiro de bairro faz tão bem como uma ou um primeiro ministro). Para outros, dar, só dar de todo o coração.
Por detrás de tudo isso, não haverá um pacote recheado de mentiras, alguma hipocrisia, e muita incensibilidade?
De qualquer forma, nem é preciso abrir os olhos para escolher. Por mim, prefiro o primeiro, que promete dar, só dar de todo o coração, ao cortar, cortar, sem coração e se forem reformados e pensionstas, maior a gula e maior a faca...
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