QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
No Lançamento do livro "SINAIS DE INFINITO - Realidades e Mitos do Nosso Tempo" - Algumas palavras proferidas por HUMBERTO VICTOR MOURA - o Autor
Antes de proferir umas palavras, eu queria aqui deixar um breve esclarecimento.
A interpretação da criação literária, cabe obviamente ao leitor, norteando-se este pelo rumo traçado pelo escritor, embora nem sempre, um ou outro, seja coincidente.
Esta a meu ver, a grande magia da arte e da literatura em particular. Por isso ou talvez por isso, ninguém poderá opor-se ao interessante óbice, que é o de especular se a personagem tal, é aquele que conhecemos. Que o local que pisámos, estará ou não, em consonância com o que o autor criou. Isto porque em ficção literária, tudo ou quase tudo é permitido.
E são os factos em geral, e as pessoas em particular, que insipram e interessam a quem escreve, e a quem as descreve.
Isto para lhes dizer, que das personagens que fruem ao longo do livro "Sinais de Infinito - Realidades e Mitos do Nosso Tempo", por favor não vislumbrem semelhanças com o Dr. João Maria ou com o Dr. Trombas, ambos entendidos farmacêuticos, que viveram nesta cidade: o primeiro, guardador de memórias, maçónico assumido, humanista de quatro costados e homem dado a esoterismos. O segundo, arribado do Continente português, conhecido e admirado por toda a gente com quem diariamente convivia. Nem com Rosa, cozinheira por vocação , e mulher de todo o serviço, nascida ali para os lados da Areia Larga. Ou com o Dr. Silva, jovem médico do Hospital da Horta, inspirador de jovens como ex-atleta de eleição. Ou até com um certo bibliotecário displicente, calvo e anarquista, de nome Pedro de Oliveira, florentino, vivendo exilado nos arredores de Lisboa e pensando eternamente nos Açores. Nem com o sábio padre Ezequias, historiador emérito e pároco de uma igreja desta cidade, muito embora a inspiração exista e esteja lá para vos atormentar, e isto para lhes dizer apenas que não se escreve a partir do nada e que o autor parmanece (mais ou menos) escondido atrás daquilo que escreve.
Porque ao divagarem por este silencioso, delicioso, mas sempre enganoso caminho, poderão ter a sorte (ou sabe-se lá a pouca sorte), de se encontraram também retractados nalguma dessas personagens e no puzzle, que é o livro, tão características, desta pequena terra, personagens que de uma terra assim tão estreita, poderão também aspirar ao panteão dos universais.
Posto esta eviso à navegação, tentarei ser o mais breve possível.
Primeiro: para fugir à tentação de ser juíz em causa própria, algo que me incomoda. Depois, porque o meu velho e bom amigo V..., já o fez com a mestria que lhe conhecemos, talvez com a fasquia elevada, mas sempre de forma coerente e notável...
(...) É que os faialenses têm que aprender e fazer destas coisas, isto é, aprender a gostar de si e a ter presente, aquilo que vulgarmente se chama auto-estima, o que lhes está faltando.
E para a conseguir, é preciso começar a valorizar o que se fez ou o que por aí se vai humildemente fazendo...
A Temática
Como citei, não me cabe, nem me é aceitável especular, o que é, ou o que deveria ter sido o livro. Para tal, existem os ensaístas, homens que vivem escrevendo, bem e mal, de quem e do que se escreve, uma arte recorrente, mas dolorosa, neste país à beira mar plantado, e muito mais nestes Açores de raras leituras e mares por vezes encapelados.
Arte solitária, mas dolorosa a escrita, porque se perde tempo, às vezes dinheiro. Já agora caberia aqui lançar uma olhadela a editoras, distribuidoras e negócios subjacentes à escrita, o que não gosto, já que é misturar dinheiro com arte e cultura, assunto que acho duvidoso...
Optei por uma posição intermédia, a de Miguel Torga, autor de Bichos, que em vida curiosamente, sempre recorreu à solução de "edição de autor"...Ele sabia lá as linhas com que se cozia...
Este por exemplo roubou-me algum tempo (foi iniciado em 2004 e terminou em 2010) e como irão ver, isto é, se se aventurarem a lhe deitar os olhos em cima, mesmo recorrendo a uma certa engenharia gráfica, ultapassa as 420 páginas, incluindo gralhas e imprecisões, sempre presentes em obras desta natureza. E isto, ainda bem, porque perfeição e absoluto não existem, nas pessoas e muito menos nos livros, numa altura em que ela (a literatura) é vendida ao metro, tal como a linguiça dos "bons" e "saudosos" tempos...O velho adágio de que o óptimo é inimigo do bom, tem, mais uma vez, aqui o seu cabimento.
Uma nota curiosa: todo o trabalho gráfico, foi feito no Faial, o que dantes jamais acontecera com anteriores obras do autor.
O livro é uma narrativa de cunho documental e de realidade ficcionada, como aliás se diz no prefácio, apoiando-se o seu autor na memória e na história, e o producto a quem foi dada a oportunidade de nascer e de viver antes da maior guerra alguma vez presenciada, a Segunda Guerra Mundial, e a que terminou há bem pouco no Iraque, e digo isto, porque o livro questiona e explora esse tema, isto é, se a vida não será efémera e se não haverá a possibilidade de a viver mais, para poder também reflectir mais...E porque não, melhor.
E porque é um romance, o enredo começa numa certa manhã chuvosa de Setembro de 1998 no alto do cemitério do Carmo, junto ao "reducto" dos Dabney, com a baía da Horta a rebrilhar ao fundo, e termina uns anos mais tarde, na praia de Porto Pim, lugar mítico, como irão ver, no extremo sul da cidade, um binómio simbólico de Morte-Vida, a convidar à reflexão.
Fala-se muito do Faial e da Horta em particular. Das suas gentes, dos seus anseios e costumes, das suas tradições, e, sobretudo da sua história, (porque este livro, é um livro a pensar na história), que a Horta, honra lhe seja feita, tem para dar e vender. Mas não só: todos os Açores são envolvidos nessa trama e também o Continente português, sobretudo Lisboa. Depois salta-se para o Próximo e Médio Oriente, com a turbulência que se lhe conhece e o protagonismo político de alguns homens, como Bush, Blair, Sadame e outros.
E há todo um mundo que se agita e que aguarda a notícia de uma jornalista inglesa, jovem, bonita e famosa da BBC, de nome Harriet Terra Simpson, neta de uma personagem enigmática, que atravessa os dois últimos romances do autor ("Sismo na Madrugada" e "Sinais de Infinito"), de nome Quevedo, um faialense, que morre na Horta às garras do sismo de 1998. Mas atenção: não do sismo. E verão porquê; ele que atravessara várias guerras como repórter de guerra e que havia sobrevivido à fúria assassina do III Reich de Hitler, Goering e seus sequazes
Buscam-se memórias em Lisboa, Londres e Alexandria, (Egipto), e também um pouco por todo o mundo, seguindo as pisadas de Quevedo, esse avô misterioso e mítico, um avô que terá sido famoso no seu tempo, mas que é completamente desconhecido na terra onde nasceu. Mas o livro não se fica por aqui ou por mais esta ou aquela história. Porque o livro é História e também realidade, ora desfazendo mitos, ora recriando outros, e não só: é todo um vaivém e um questionar permanente, se valerá a pena viver ou viver assim, uma realidade sentida em cada personagem (cidadão anónimo) que surge e que desconhece a sua própria identidade e finalidade de viver.
E desse questionar surge outro homem, um homem que se identifica, não como o sublime producto da Criação, mas como o maior predador da Terra.
E é nesse sentido que o livro se articula. De como, depois de alcançar e conseguir as magias que lhe podem garantir a felicidade, ele consegue-a apenas artificalmente, mas sempre à custa da dor de uma, ou de outra vida, ou de mais um, ou de outro sacrificio do seu próprio semelhante.
Quatro ou cinco personagens constituem-se como arquitectura para o debate ao longo deste romance, porque o livro é um romance - um romance de realidade ficcionada.
São eles, um farmacêutico, um médico, uma jornalista e um padre.
As religiões, os mitos, os poderes, as políticas, são escalpelizadas ao pormenor...
(continua)
A interpretação da criação literária, cabe obviamente ao leitor, norteando-se este pelo rumo traçado pelo escritor, embora nem sempre, um ou outro, seja coincidente.
Esta a meu ver, a grande magia da arte e da literatura em particular. Por isso ou talvez por isso, ninguém poderá opor-se ao interessante óbice, que é o de especular se a personagem tal, é aquele que conhecemos. Que o local que pisámos, estará ou não, em consonância com o que o autor criou. Isto porque em ficção literária, tudo ou quase tudo é permitido.
E são os factos em geral, e as pessoas em particular, que insipram e interessam a quem escreve, e a quem as descreve.
Isto para lhes dizer, que das personagens que fruem ao longo do livro "Sinais de Infinito - Realidades e Mitos do Nosso Tempo", por favor não vislumbrem semelhanças com o Dr. João Maria ou com o Dr. Trombas, ambos entendidos farmacêuticos, que viveram nesta cidade: o primeiro, guardador de memórias, maçónico assumido, humanista de quatro costados e homem dado a esoterismos. O segundo, arribado do Continente português, conhecido e admirado por toda a gente com quem diariamente convivia. Nem com Rosa, cozinheira por vocação , e mulher de todo o serviço, nascida ali para os lados da Areia Larga. Ou com o Dr. Silva, jovem médico do Hospital da Horta, inspirador de jovens como ex-atleta de eleição. Ou até com um certo bibliotecário displicente, calvo e anarquista, de nome Pedro de Oliveira, florentino, vivendo exilado nos arredores de Lisboa e pensando eternamente nos Açores. Nem com o sábio padre Ezequias, historiador emérito e pároco de uma igreja desta cidade, muito embora a inspiração exista e esteja lá para vos atormentar, e isto para lhes dizer apenas que não se escreve a partir do nada e que o autor parmanece (mais ou menos) escondido atrás daquilo que escreve.
Porque ao divagarem por este silencioso, delicioso, mas sempre enganoso caminho, poderão ter a sorte (ou sabe-se lá a pouca sorte), de se encontraram também retractados nalguma dessas personagens e no puzzle, que é o livro, tão características, desta pequena terra, personagens que de uma terra assim tão estreita, poderão também aspirar ao panteão dos universais.
Posto esta eviso à navegação, tentarei ser o mais breve possível.
Primeiro: para fugir à tentação de ser juíz em causa própria, algo que me incomoda. Depois, porque o meu velho e bom amigo V..., já o fez com a mestria que lhe conhecemos, talvez com a fasquia elevada, mas sempre de forma coerente e notável...
(...) É que os faialenses têm que aprender e fazer destas coisas, isto é, aprender a gostar de si e a ter presente, aquilo que vulgarmente se chama auto-estima, o que lhes está faltando.
E para a conseguir, é preciso começar a valorizar o que se fez ou o que por aí se vai humildemente fazendo...
A Temática
Como citei, não me cabe, nem me é aceitável especular, o que é, ou o que deveria ter sido o livro. Para tal, existem os ensaístas, homens que vivem escrevendo, bem e mal, de quem e do que se escreve, uma arte recorrente, mas dolorosa, neste país à beira mar plantado, e muito mais nestes Açores de raras leituras e mares por vezes encapelados.
Arte solitária, mas dolorosa a escrita, porque se perde tempo, às vezes dinheiro. Já agora caberia aqui lançar uma olhadela a editoras, distribuidoras e negócios subjacentes à escrita, o que não gosto, já que é misturar dinheiro com arte e cultura, assunto que acho duvidoso...
Optei por uma posição intermédia, a de Miguel Torga, autor de Bichos, que em vida curiosamente, sempre recorreu à solução de "edição de autor"...Ele sabia lá as linhas com que se cozia...
Este por exemplo roubou-me algum tempo (foi iniciado em 2004 e terminou em 2010) e como irão ver, isto é, se se aventurarem a lhe deitar os olhos em cima, mesmo recorrendo a uma certa engenharia gráfica, ultapassa as 420 páginas, incluindo gralhas e imprecisões, sempre presentes em obras desta natureza. E isto, ainda bem, porque perfeição e absoluto não existem, nas pessoas e muito menos nos livros, numa altura em que ela (a literatura) é vendida ao metro, tal como a linguiça dos "bons" e "saudosos" tempos...O velho adágio de que o óptimo é inimigo do bom, tem, mais uma vez, aqui o seu cabimento.
Uma nota curiosa: todo o trabalho gráfico, foi feito no Faial, o que dantes jamais acontecera com anteriores obras do autor.
O livro é uma narrativa de cunho documental e de realidade ficcionada, como aliás se diz no prefácio, apoiando-se o seu autor na memória e na história, e o producto a quem foi dada a oportunidade de nascer e de viver antes da maior guerra alguma vez presenciada, a Segunda Guerra Mundial, e a que terminou há bem pouco no Iraque, e digo isto, porque o livro questiona e explora esse tema, isto é, se a vida não será efémera e se não haverá a possibilidade de a viver mais, para poder também reflectir mais...E porque não, melhor.
E porque é um romance, o enredo começa numa certa manhã chuvosa de Setembro de 1998 no alto do cemitério do Carmo, junto ao "reducto" dos Dabney, com a baía da Horta a rebrilhar ao fundo, e termina uns anos mais tarde, na praia de Porto Pim, lugar mítico, como irão ver, no extremo sul da cidade, um binómio simbólico de Morte-Vida, a convidar à reflexão.
Fala-se muito do Faial e da Horta em particular. Das suas gentes, dos seus anseios e costumes, das suas tradições, e, sobretudo da sua história, (porque este livro, é um livro a pensar na história), que a Horta, honra lhe seja feita, tem para dar e vender. Mas não só: todos os Açores são envolvidos nessa trama e também o Continente português, sobretudo Lisboa. Depois salta-se para o Próximo e Médio Oriente, com a turbulência que se lhe conhece e o protagonismo político de alguns homens, como Bush, Blair, Sadame e outros.
E há todo um mundo que se agita e que aguarda a notícia de uma jornalista inglesa, jovem, bonita e famosa da BBC, de nome Harriet Terra Simpson, neta de uma personagem enigmática, que atravessa os dois últimos romances do autor ("Sismo na Madrugada" e "Sinais de Infinito"), de nome Quevedo, um faialense, que morre na Horta às garras do sismo de 1998. Mas atenção: não do sismo. E verão porquê; ele que atravessara várias guerras como repórter de guerra e que havia sobrevivido à fúria assassina do III Reich de Hitler, Goering e seus sequazes
Buscam-se memórias em Lisboa, Londres e Alexandria, (Egipto), e também um pouco por todo o mundo, seguindo as pisadas de Quevedo, esse avô misterioso e mítico, um avô que terá sido famoso no seu tempo, mas que é completamente desconhecido na terra onde nasceu. Mas o livro não se fica por aqui ou por mais esta ou aquela história. Porque o livro é História e também realidade, ora desfazendo mitos, ora recriando outros, e não só: é todo um vaivém e um questionar permanente, se valerá a pena viver ou viver assim, uma realidade sentida em cada personagem (cidadão anónimo) que surge e que desconhece a sua própria identidade e finalidade de viver.
E desse questionar surge outro homem, um homem que se identifica, não como o sublime producto da Criação, mas como o maior predador da Terra.
E é nesse sentido que o livro se articula. De como, depois de alcançar e conseguir as magias que lhe podem garantir a felicidade, ele consegue-a apenas artificalmente, mas sempre à custa da dor de uma, ou de outra vida, ou de mais um, ou de outro sacrificio do seu próprio semelhante.
Quatro ou cinco personagens constituem-se como arquitectura para o debate ao longo deste romance, porque o livro é um romance - um romance de realidade ficcionada.
São eles, um farmacêutico, um médico, uma jornalista e um padre.
As religiões, os mitos, os poderes, as políticas, são escalpelizadas ao pormenor...
(continua)
sábado, 22 de outubro de 2011
MUITOS AUTORES, ALGUNS ACTORES E POUCOS ESCRITORES
Nada ou bem pouco, corre bem, neste paraíso à beira mar plantado, que se chama Portugal.
Vive-se um dia-a-dia de mãos vazias ou cheias de nada.
Para onde vamos ou para onde queremos ir?
E vamos preenchendo estes dias, umas vezes longos e sem graça, outras, vagos e sem rumo, mas sempre efémeros, recorrendo à alienação tecnológica, ao dolce far niente, à dentada psicológica, ao recurso de mistificar a verdade, (com a verdade me enganas), ao drible oportuno e viscoso, e ela ( vida), desliza , imperturbável e impassível, à espera da outra face do poliedro, aquela roda dentada que vai despejando os seus incautos locatários, na frieza da terra.
E não há dinheiro, riqueza, fortuna, que a pague, atrase, ou derrube.
Vive-se a miséria da fatalidade!
E rir é o grande e o melhor remédio. Ou então o cultivo de uma ampla gastronomia, sintética, regada e atempada, de vinhos finíssimos e sangues variados, levando uma vida fútil, como se de uma peça de Moliére se tratasse.
Cómica? Trágica? Melodrama, sem principio e sem se pensar no fim?
Ordem para desertar, é o que nos espera.
Mas qual o mal maior? Será o homem, que curiosamente dizem ser a obra máxima da Criação.
Qual Criação?!
Ora bolas! A ser verdade, sinto-me envergonhado. Ou melhor: sinto vergonha de ser humano.
Penso que a solução será mesmo outra. Estou a pensar por exemplo, no culto da ignorância, aquilo que mais se cultiva neste momento e neste país, mesmo com tanto canudo à solta e cirandando à volta.... E nem me falem de burrice, porque o burro comparativamente, dá assustadoras lições de civismo a esse ser garboso, que se chama homem, sobretudo de abnegação e trabalho. E não tem TV, nem impostos, nem poetas, nem escritores, nem Iva, nem telemóvel, nem computador, nem preocupações sociais, nem um tecto para se abrigar ou uma encherga para se aconchegar, nem sequer uma côdea para roer. Vive e convive com a dor diariamente, mas não se queixa...Que lição!
Quanto a escritores...Alguém os viu? E não nos faltam livros, com caras novas a subscrevê-los, às vezes fotos q.b....Autores? Sim, muitos. Actores? Sim, alguns, sobretudo da nobre arte da política. Escritores? A esta não lhes vou responder...
Se tiverem uma cara diariamente na televisão ou em outro malfadado meio de comunicação...talvez, mesmo que ninguém perca tempo com eles...É caso para perguntar. Valerá a pena?
O quê? Viver? Escrever? Ou ler essa gente?
Vive-se um dia-a-dia de mãos vazias ou cheias de nada.
Para onde vamos ou para onde queremos ir?
E vamos preenchendo estes dias, umas vezes longos e sem graça, outras, vagos e sem rumo, mas sempre efémeros, recorrendo à alienação tecnológica, ao dolce far niente, à dentada psicológica, ao recurso de mistificar a verdade, (com a verdade me enganas), ao drible oportuno e viscoso, e ela ( vida), desliza , imperturbável e impassível, à espera da outra face do poliedro, aquela roda dentada que vai despejando os seus incautos locatários, na frieza da terra.
E não há dinheiro, riqueza, fortuna, que a pague, atrase, ou derrube.
Vive-se a miséria da fatalidade!
E rir é o grande e o melhor remédio. Ou então o cultivo de uma ampla gastronomia, sintética, regada e atempada, de vinhos finíssimos e sangues variados, levando uma vida fútil, como se de uma peça de Moliére se tratasse.
Cómica? Trágica? Melodrama, sem principio e sem se pensar no fim?
Ordem para desertar, é o que nos espera.
Mas qual o mal maior? Será o homem, que curiosamente dizem ser a obra máxima da Criação.
Qual Criação?!
Ora bolas! A ser verdade, sinto-me envergonhado. Ou melhor: sinto vergonha de ser humano.
Penso que a solução será mesmo outra. Estou a pensar por exemplo, no culto da ignorância, aquilo que mais se cultiva neste momento e neste país, mesmo com tanto canudo à solta e cirandando à volta.... E nem me falem de burrice, porque o burro comparativamente, dá assustadoras lições de civismo a esse ser garboso, que se chama homem, sobretudo de abnegação e trabalho. E não tem TV, nem impostos, nem poetas, nem escritores, nem Iva, nem telemóvel, nem computador, nem preocupações sociais, nem um tecto para se abrigar ou uma encherga para se aconchegar, nem sequer uma côdea para roer. Vive e convive com a dor diariamente, mas não se queixa...Que lição!
Quanto a escritores...Alguém os viu? E não nos faltam livros, com caras novas a subscrevê-los, às vezes fotos q.b....Autores? Sim, muitos. Actores? Sim, alguns, sobretudo da nobre arte da política. Escritores? A esta não lhes vou responder...
Se tiverem uma cara diariamente na televisão ou em outro malfadado meio de comunicação...talvez, mesmo que ninguém perca tempo com eles...É caso para perguntar. Valerá a pena?
O quê? Viver? Escrever? Ou ler essa gente?
terça-feira, 18 de outubro de 2011
LANÇAR LIVROS É COMO LANÇAR PENAS , VOAM MAS SEMPRE FICAM ALGUNS
O MAIOR DESCONCERTO DESTE MUNDO, É NASCER PARA MORRER. E A MAIOR JUSTIFICAÇÃO PARA NELE CONTINUAR, É ELA PRÓPRIA. E SE QUISERES SABER MAIS, VAI LENDO ESTE ROMANCE DE 422 PÁGINAS DE NOME SINAIS DE INFINITO O QUE NÃO VAI SER DIFICIL A QUEM ESTÁ HABITUADO AO MUNDO DA NET E DO FACEBOOK, DUAS GRANDES MAGIAS DA COMUNICAÇÃO. SE SOUBESSES COMO TUDO ISTO ERA HÁ CINQUENTA ANOS ATRÁS. E ISTO VEM A PROPÓSITO DAS REDES SOCIAIS ...UMA MENSAGEM PELO SEM FIO, CHAMAVA-SE TELEGRAMA. PARABENS E PÊSAMES, E OUTRAS mensagens COMO DE PARABENS, feliz natal, ETC., ERAM DADAS DESSA FORMA PONTO TRAÇO PONTO DE SAMUEL MORSE E POR ESSE SUBTIL E FASCINANTE MEIO... O LIVRO FALA NISSO.
JÁ ESTÁ JÁ NAS BANCAS...
SABES REALMENTE O SIGNIFICADO DE INFINITO? PODE SER TANTA COISA... PRINCIPIO OU MESMO FIM, QUER SE TRATE DE RELIGIÃO, OU DE OUTRA ESQUESITICE QUALQUER, ESSENCIALMENTE HUMANA; PODE SER, E É SOBRETUDO, UM ESPAÇO SEM FIM: ETERNIDADE.
E FOI AMENÓFIS IV, UM FARAÓ ATÉ HÁ POUCO DESCONHECIDO, QUE VIVEU TRÊS MIL ANOS ANTES DE CRISTO, QUEM PRIMEIRO O CONJECTUROU
E
ISTO
PORQUE QUERIA VER DEUS...
VAI LENDO, SABOREANDO E MEDITANDO NESTE FRIO INVERNO. PERDI COM ELE ALGUM TEMPO ...E É VENDIDO QUASE A CUSTO ZERO...MAS VALEU A PENA...PORQUE AFINAL, TUDO VALE A PENA, QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA...
DEIXO UMA LIGEIRA CONFIDÊNCIA: NÃO SEI COMO EXISTEM AINDA POR AÍ ALGUNS MADUROS , QUE ESCREVEM LIVROS, E RECITAM VERSOS.
LIVROS? MAS O QUE É ISSO? PARA QUE SERVEM? QUEM OS APRECIA, LÊ ou compra? E POR ONDE ANDAM OS QUE OS FAZEM? OS ESCRITORES, OS AUTORES, OS POETAS E ATÉ OS LIVROS DESTE ENCALACRADO PAÍS? UM MUNDO DE LOUCOS E O QUE FAZEMOOS É VIVER NELE PARTILHANDO NA ORGIA ... VAMOS, SEM SENTIR, CAMINHANDO ALEGREMENTE PARA O CAOS...ENTULHANDO-NOS ATÉ ONDE CUSTA ...É PRECISO MUDAR DE RUMO. E DEPRESSA.
UM SÉCULO, MAIS UM, QUE É UM MARCADOR SEM SENTIDO E SERVENTIA PARA QUEM LHE PROPUSERAM A ARTE DE VIVER.
ESTE SEC. XXI COMEÇOU MAL E DE FORMA IRRESPONSÁVEL, TANTO, QUE PODERÁ VIR A ENVERGONHAR, ANIQUILAR OU ATÉ DIRRIMIR O FUTURO, UM FUTURO INCERTO E SEM DESTINO, QUE FUGAZ E TIMIDAMNENTE SE APRESENTA ...COMO UM CAVALEIRO DO APOCALIPSO.
ENCONTRAS LÁ ISSO E MAIS ...E SE VASCULHARES, ATÉ PODES MUITO BEM SABER ONDE SE SITUAVA A ATLÂNTIDA, POLEMICAMENTE SURGUIDA E DESAPARECIDA HÁ MAIS DE DOZE MIL ANOS...
BEM HAJAS SE TE ENTREGARES OU NÃO A ESSA IMENSA E EXECRANDA TRABALHEIRA OU A ESSE HERÓICO E DIGIFICANTE DESAFIO...É MAIS UM...
JÁ ESTÁ JÁ NAS BANCAS...
SABES REALMENTE O SIGNIFICADO DE INFINITO? PODE SER TANTA COISA... PRINCIPIO OU MESMO FIM, QUER SE TRATE DE RELIGIÃO, OU DE OUTRA ESQUESITICE QUALQUER, ESSENCIALMENTE HUMANA; PODE SER, E É SOBRETUDO, UM ESPAÇO SEM FIM: ETERNIDADE.
E FOI AMENÓFIS IV, UM FARAÓ ATÉ HÁ POUCO DESCONHECIDO, QUE VIVEU TRÊS MIL ANOS ANTES DE CRISTO, QUEM PRIMEIRO O CONJECTUROU
E
ISTO
PORQUE QUERIA VER DEUS...
VAI LENDO, SABOREANDO E MEDITANDO NESTE FRIO INVERNO. PERDI COM ELE ALGUM TEMPO ...E É VENDIDO QUASE A CUSTO ZERO...MAS VALEU A PENA...PORQUE AFINAL, TUDO VALE A PENA, QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA...
DEIXO UMA LIGEIRA CONFIDÊNCIA: NÃO SEI COMO EXISTEM AINDA POR AÍ ALGUNS MADUROS , QUE ESCREVEM LIVROS, E RECITAM VERSOS.
LIVROS? MAS O QUE É ISSO? PARA QUE SERVEM? QUEM OS APRECIA, LÊ ou compra? E POR ONDE ANDAM OS QUE OS FAZEM? OS ESCRITORES, OS AUTORES, OS POETAS E ATÉ OS LIVROS DESTE ENCALACRADO PAÍS? UM MUNDO DE LOUCOS E O QUE FAZEMOOS É VIVER NELE PARTILHANDO NA ORGIA ... VAMOS, SEM SENTIR, CAMINHANDO ALEGREMENTE PARA O CAOS...ENTULHANDO-NOS ATÉ ONDE CUSTA ...É PRECISO MUDAR DE RUMO. E DEPRESSA.
UM SÉCULO, MAIS UM, QUE É UM MARCADOR SEM SENTIDO E SERVENTIA PARA QUEM LHE PROPUSERAM A ARTE DE VIVER.
ESTE SEC. XXI COMEÇOU MAL E DE FORMA IRRESPONSÁVEL, TANTO, QUE PODERÁ VIR A ENVERGONHAR, ANIQUILAR OU ATÉ DIRRIMIR O FUTURO, UM FUTURO INCERTO E SEM DESTINO, QUE FUGAZ E TIMIDAMNENTE SE APRESENTA ...COMO UM CAVALEIRO DO APOCALIPSO.
ENCONTRAS LÁ ISSO E MAIS ...E SE VASCULHARES, ATÉ PODES MUITO BEM SABER ONDE SE SITUAVA A ATLÂNTIDA, POLEMICAMENTE SURGUIDA E DESAPARECIDA HÁ MAIS DE DOZE MIL ANOS...
BEM HAJAS SE TE ENTREGARES OU NÃO A ESSA IMENSA E EXECRANDA TRABALHEIRA OU A ESSE HERÓICO E DIGIFICANTE DESAFIO...É MAIS UM...
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Livro "Sinais de Infinito - Realidades e Mitos do Nosso Tempo"
Será lançado no dia 14 de Outubro pelas 21H00 no Auditório da Biblioteca e Arquivo Regional João José da Graça da Horta por Victor Rui Dores
sábado, 24 de setembro de 2011
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