sexta-feira, 18 de julho de 2014

O ESTADO SÓ SERVE QUANDO A "COISA" ESTÁ "PRETA"...

Cada vez mais me sinto lisonjeado por ouvir falar  de negócios. O actual ministro da Economia, só tem  olhos para os negócios. E não só ele: todos os seus  excelentes companheiros e comparsas, confrades das mesmas ideologias e da mesma visão reformista, mas do Estado. Pudera! São empresários ou gente próxima das empresas, todos eles com uma visão redutora do que é ou deve ser o Estado que é  para eles, um sorvedouro, gastador e inútil, que só  tem serventia,  quando a "coisa" lhes der para o torto, situação  em que o "nosso" é logo chamado a acudir a fogos e demoronamentos dos seus castelos de sonhos, mas  de cartas. E  os chavões imperam por "dá cá aquela palha". Fala-se na criação do emprego, e esconde-se os despedimentos, sobretudo na função pública. Fala-se dos negócios que já foram chorudos, quando a banca arrotava pescada e distribuia os seus benévolos spreads à tripa forra.Agora fala-se numa  banca, a mesma da "pescada", e da ganância, que está de fralda e falida.
Que raio de negócios são esses, que raio de sector privado é esse e em que essa gente se especializou, que vive da muleta do Estado, que, aí sim, sorve milhões, com total desrespeito pelos contribuintes e pelo equilibrio financeiro do país?
Ganância e irresponsabilidade é o que é.
No fim e como sempre, arranja-se um "bode expiatório", e pronto.
Tudo resolvido  à portuguesa.
Veja-se o caso  BPN e  BPP. Muitos mil milhões escamoteados...Onde anda esse dinheiro e essa gente que o sorveu?




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sexta-feira, 6 de junho de 2014

A SOLUÇÃO PARA MUITOS DOS MALES DA NOSSA SOCIEDADE

O Presidente do SCP,   jovem   surgido no futebol há relativamente pouco tempo,  conhecedor  do meio em que se agita, adoptando por isso uma retórica usual a alguns  dirigentes mais  tarimbados, quiçá  de maior   sucesso, comparou o futebol,  (a nível dirigente), a um ato fisiológico em que duas nádegas (norte-sul?)  se digladiavam, com uma resultante pouco perfumada, uma metáfora, que terá desagradado a alguns, provocado o gaudio noutros, e a comiseração em muitos, isto por ser uma triste realidade.
A única novidade não foi essa realidade, mas a crueza da linguagem, um metáfora de menor gosto semântico, que bem pode e deve  ser evitada.
E, continuou no seu reciocínio,  que a grande solução, seria  o auto-clismo,  uma das grandes realizações e  maravilhas da tecnologia, já com uns bons anos de eficácia comprovada.
Por mim, acho até que a dita deveria ser alargada na sua eficácia a outros sectores da vida e da  sociedade,
nomeadamente, e  com mais relevância, no política, na  finança, na economia,  e em tantas outras áreas que o século XXI vem gerando, a contragosto do povo e do bom  senso comum.
Trata-se de um ferramental barato, acessível ao comum dos mortais. Surge entretanto a dificuldade: a sua possível dimensão, já que o mal é tão vasto e
de tal forma se generalizou, que não há "coitada" que o possa dispensar...


domingo, 1 de junho de 2014

Eleições. Estas foram as para o Parlamento Europeu, algo que muita gente não sabe o que é, nem sequer  para que servem. Até mesmo se foi ou não, uma boa decisão (ou minimamente  democrática), aquela da entrada na Europa, já que não fomos, nem tidos, nem  achados para tal. Os referendos são utilizados para outras situações, se calhar mais importantes ou que merecem maior legitimização.
Agora e como sempre, após actos eleitorais, cantam-se as  vitórias e as derrotas, sempre mais vitórias doque derrotas, por vezes até só vitórias. Depois surgem as interpretações, tiram-se as ilações, as conclusões, contam-se as espingardas. Mas tudo continua na mesma. O governo e o PM e o Vice PM,  lá estão de pedra e cal.
Só vejo uma interpretação clara  para o que se passou, através da abstenção, que nalguns casos rondou os  oitenta por cento,  que se traduz num  total desinteresse do eleitorado e  na descrença nas capacidades da classe politica e  derrota clara de um tipo de sociedade, que está a alastrar-se pela Europa, e que nalguns casos é bastante preocupante.
Mas  o mais caricato da história,  é o facto de o Partido vencedor, estar a chamar por um António para substituir  outro António,  um Costa e outro que se pensava ser Seguro e que parece já não ser, um golpe de asa, que se não é malévo, é no minimo ridículo, isto quando o segundo António, andou a aguentar o "cabritinho" durante três anitos, de sacrificios e de inconstitucionalidades e arbitrariedades imemoráveis.
Falta talvez apelar a outro António da actual governação, para continuar este miraculoso trajecto,
ou a outro Antóino, nascido lá para os lados de Santa Comba.
Por mim também me apetece gritar por um António. Então que seja o nosso Santo casamenteiro. O pior é que a Instituição que ele patrocina está em ir às da Vila-Diogo ou até à extinção...

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A TRIAVILIDADE E A PALHAÇADA

Estamos a viver um período único da história, alguma vez alcançado pelo ser humano: o da chamada "globalização", que se transformou, no da falência das ideologias, das crenças, das referências, dos horizontes, da perda na busca de soluções, ou da alteração porque, durante largos anos, as sociedades se orientaram. Ao falar-se em Democracia, fala-se também em demagogia, em algo permissível, sem barreiras, sem limites, abarcando simultaneamente, o bom, o mediocre, indo ao intolerável, e ao irresponável. Em nome da liberdade, forjam-se aberrações, desafiadoras do bom senso, da solidariedade, da humanidade. A política, a economia, aderiram à ganância, à intolerância, ao individualismo. A idéia do global, gerou a superficialidade, a trivialidade e mais do que isso, a solidão. Vivemos rodeados de "amigos", mas em completa solidão, e sem rumo e sem futuro visível à vista. E é sobretudo a política e a sua gente, com a economia de permeio e com o grande capital, aliado à ganância e à insensibilidade, que deixa à deriva todo o pensamento deste século, que cada vez mais se aproxima de um admirável mundo novo, ao contrário, sem horizontes, sem futuro, irrespirável e sem soluções para a Vida e para o espaço que habita. Um mundo de palhaçada, exortando trivialidades incontáveis, criando mitos e estereotipos, ridicularizando o "sério e o honesto". Vive-se o tempo da alienação, da conspiração, do falhanço de tudo o que se acreditou até então. A par de tudo isto, surge a informação e a desinformação, que campeiam pelo espaço circundante, à velocidade da luz. A única faceta inalterável e marcante do passado, é ainda a "morte", a única "fórmula mágica", que sem sequer fazer reflectir, toca, aquando da sua chegada. E aí alteram-se  conceitos, surgem as opiniões, endeusam-se os factos e até os indivíduos. E os laudatórios, o compadrio, o cinismo, a hipocrisia, o cerimonial balofo, é atirado como se de uma expiação se tratasse ou talvez um rebate mais do que necessário, de consciência: humana: ele era o maior, era o melhor, era um grande humanista,  um sábio,  um escritor, um  poeta, um artista, jogador, politico, médico, lutador, ghrande  homem etc, etc Sempre grande, depois de morto... Assim é o século que ora trilhamos: O da triavilidade e da palhaçada. E o portuga não lhe foge à regra...até gosta e pior: copia...

domingo, 30 de março de 2014

MUDAR PARA MELHHORAR

No meu livro, "SINAIS DE INFINITO - Realidades e Mitos do Nosso Tempo", alguém preocupado com o rumo actual da Vida, uma jovem jornalista credenciada, ao serviço de reconhecida Televisão Internacional, depois de palmilhar o nosso truculento mundo em busca dos multi-conflitos que o homem vem gerando, acaba por cair numa séria reflexão sobre o comportamento da condição humana chegando à deplorável conclusão, de que o homem e o mundo que ele gerou ou vem gerando, caminham para a ruina e para o caos, e que ele homem é o grande predador do Universo. Naturalmente que se trata de uma visão ficcional e literária, mas que andará próxima da realidade. A tal personagem, ela própria, encarrega-se de cognominar o século XXI, como o século da loucura . Se atentarmos ao que está acontecendo por este mundo de Deus e do demo e em Portugal particularmente, quer no plano político, económico, social, ao despudor com que se encaram problemas como a pobreza, a fome, a doença, aos desiquilibrios na distribuição dessas riquezas, (num pico de crise como o de agora, os multimilionários crescem a ritmo assustador) enquanto a pobreza, essa tornou-se num tsunami avassalador, na ganância com que alguns encaram a sua vida em relação à dos outros, mesmo ao quase desprezo com que se olha a sobrevivência do espaço em que vivemos, às políticas interesseiras de alguns países sobre outros e que se autoproclamam de civilizados e desenvolvidos, à falência das religiões, ao recrudescimento das seitas e dos grupelhos da sombra. O fim deste mundo, que chegou a ser de luzes cintilantes, de orgulho e de esperança, que com tanto trabalho, sacrificio e gosto foi gerado, e que com tantos padecimentos logramos alcançá-lo, com esta, magia que nos foi miraculosamente oferendada, e que se chama VIDA, corremos o risco de assistir ao seu desmembramento. Impõe-se uma NOVA ORDEM, económica, social, ambiental. E esta jornalista personagem central do livro, aponta metas e soluções, que se calhar o próprio feminino, com a sua visão e sensibilidade, poderá ajudar a implementar. O que vemos actualente, sobretudo nas decisões políticas e económicas, têm muito a ver com essa falta de sensibilidade, com o egoismo, com a irresponsabilidade, com a ausência de solidariedade, com um individualismo radical, que asfixia a paz e a harmonia. Impõe-se mudar para não darmos razão aos Mayas ou aos Cavaleiros do Apocalipso. Mudar para melhorar.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Caiu a tanga ao regime?

Aí há uns tempos atrás, ilustre governante da nossa praça, ficou célebre por dizer, que o país "estava de tanga". Com tanga ou sem ela, as "coisas" nada melhoraram, bem pelo contrário. Agora quem está mesmo de tanga, é o próprio regime - a Democracia. Economicamente o país está bem, segundo alguns abencerragens. O que estará menos bem, são mesmo as pessoas. Mas isto de pessoas pouco interessa, já não dizia o tal banqueiro, "que os sem abrigo AGUENTAVAM">, e se calhar viviam bem. Uma questão de mentlidades, de opção política, de sentimentos, de estratégia pessoal ou de grupo. Esta sociedade em que vivemos, é uma espécie de sociedade perfeita mas ao contrário visando uma igualdade bacoca, porque balizada pela pobreza e pela miséria. É a tal sociedade sem classes, toda ela de uma realidade bem engendrada, e isto porque os bimilionários crescem ao ritmo e ao som da bigorna do ferreiro, ao dia, ao mês, ao ano e a Forbes não tem mãos a medir para os ir compilando. A classe média desapareceu, afundou-se, somos todos uma sociedade sem classes de pobretanas, sem futuro e sem rumo. Resta-nos apenas apelar às forças de segurança, elas próprias alvo destas tropelias da governação e da ideologia. Mas isto que se passa, não deixa de ser caricato. Policias em greve, em manifestações, eles que têm de assegurar a ordem nas ruas, e uns contra os outros. Grande Democracia esta a que temos e estamos criando e vivendo. Salva-se a que tinham os Gregos, os Romanos e os Troianos, que sem a ser de facto, era no mínimo melhor, do que esta que nos prometeram ou impingiram...E esta é melhor, porque engorda os investidores. Se o país está melhor? Está sim senhor. Tem mais milionários e mais gente com fome, melhor dizendo, mais gente de tanga. Resta-nos para consolo, ir remoendo e dialogando com o nosso próprio ego: afinal não é só o país que está de tanga. É a Democracia (não confundamos com Governo), que perdeu a tanga e a vergonha...