domingo, 21 de maio de 2017

GRANDEZA, NA PEQUENEZ

Convém não esquecer, que nós homens, somos muito pequenos, em relação a "Isto" que nos rodeia. Por isso mesmo, opiniões e pensamentos, "como dizem os comentadores", valem o que valem. E é no limiar deste mesmo pensamento, que, e segundo recentes "acontecimentos", no caso religiosos, dá-nos para pensar.
Primeiro: a visita do Papa à Cova da iria. Sem discutir., origens, causas, factos e efeitos, e respeitando quem  entende, que a fé lhe é necessária e imprescindível, penso que qualquer humano deve reflectir a seu modo, este acontecimento, sobretudo o que o leva a acontecer.
O segundo: Trata-se das festas do Santo Cristo dos Milagres. E sem querer olvidar ou enfatizar a sua  longa história, devo dizer que sobremodo me impressiona essa manifestação de fé.  A própria imagem, com o seu semblante triste, embora recamada de jóias e de pedras preciosas, revela uma espécie de riqueza e uma memória, que impressiona sobretudo pelo seu semblante e o seu olhar, de
compaixão, sofrimento,  e dor, que nos leva a convocar, a uma espécie de reflexão, que bem vista e  observada, traz-nos sempre algo  novo, mas muito antigo, a perder-se nas profundezas do Tempo.
E que as religiões, no caso e  sobretudo do "lado Ocidental", deste pequeno espaço que se chama Terra,  o Cristianismo, que não demitindo réis nem cabeças coroadas ou dividindo mundos, tal como o fez no Tratado de Tordezilhas, é ainda uma força  altamente considerável e porque não,   também,  respeitável.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

UM MUNDO A REPETIR-SE

A insatisfação ou a "saturação" de um mundo, quiçá  semi-louco e hostil, está a levar-nos, por um trilho "estranho",  a "regressar" e/ou  a repetir, atitudes e temas do passado.
Nessa linha,  estará, por exemplo, a heroicidade de ganharmos, pela vez primeira, um primeiro lugar, numa canção da euro visão. Uma temática e até um estilo, que fez gala há uns  anos atrás e que não dava para concursos "festivaleiros" como a eurovisão: amor, ternura, e outras "bem-aventuranças" que eram considerados lugares comuns, no dia a dia das gentes.
E isso, em alguns aspectos, quer na arte, quer na própria escrita e até na cultura, nem é mau de todo, porque afinal fizeram-se coisas boas no passado, que foram esquecidas e rotuladas de "deja vue",  "demode", etc., etc.
As opiniões mudam  e os gostos também, e mudam como o vento, mas o bom permanece eterno, e  "irrevogável"
, não tanto como aconteceu com certo político da nossa praça.
E é bom que assim seja. A mudança é precisa, mas sempre para melhor ou para melhorar, não o contrário.
É o que penso.
E fazer comentários, de que isto e aquilo, é o "melhor" ou o "maior", é preciso ter cuidado, até mesmo em futebol, afinal outra loucura do nosso bemfazejo e abençoado tempo.





segunda-feira, 15 de maio de 2017

Tal como minha santa mae dizia: velhos, sao os trapos

Cada vez mais e mais, dificultam a vida aos velhos; "eufemisticamente" falando, aos "seniores".
Um vê se te avias, meus caros: de governos, governantes e governadores. Em tudo o que mexe, remexe e manda. Nas  apólices dos seguros,  nas cartas de condução etc., etc., etc. quando, até na condução, provado está, que o maior e mais significativo número de acidentes, acontece entre os mais jovens. Isto para dizer, que os "velhos" são tratados como "coisas", lixo, ou abaixo disso.
Olhando bem a história, e olhando o passado, eram os mais velhos, considerados os mais sábios: Os arcontes,  anciãos das velhas, Grécia e Roma.
Isto para dizer, que o respeito acabou, pelo tempo, pela experiência e pela sabedoria que  ele ele inspirava.
A seguir só falta mesmo a "injeçãozinha da ordem", a chamada  "eutanásia da bicheza",  aquela que faziam alguns "lúdicos", amantes da  natureza e da "coisa com vida", ( e que ainda continuam), aos canídeos e gatídeos abandonados e apanhados, na rede da desgraça.
Ora digam-me o que é isto?



UMA "INESPERADA ONDA DE ALEGRIA... TALVEZ  RODEADA "AINDA" DE TRISTEZA, SE INICIOU.
A visita do Papa Francisco,  o Festival da Canção, (conquistado por um "herói"), o crescimento  económico,  (algo que não acontecia há uns anos), o governo "positivo" de António Costa, a Presidência do país  de Marcelo Rebelo de Sousa, os índices da economia, jamais  alcançados depois do 25 de Abril, são sinais evidentes, de que uma certa alegria,  se iniciou, neste pequeno "rincão florido" à beira mar plantado, todo ele chamado Portugal.
Tudo isto, é algo que o povo português já há uns tempos vem merecendo.
Mas a teimosia de alguns e porque não, a estupidez de outros, foi protelando.
Primeiro, a política, a demagogia, o aqui "mando eu", e mais algumas diatribes rodeadas de floreados políticos, afinal que nem são apanágio deste ou daquele governo, mas de um século que se iniciou sob a égide da incerteza e porque não (?), da loucura,  e que vem castigando a raça humana.
É caso para dizer: vamos ajudar para que se consiga sair desta fossa que nos metemos,
ou melhor, que nos meteram?
Vamos a isso!






terça-feira, 2 de maio de 2017

A ARROGANCIA, A INDELICADAZA, O DERESPEITO, A GROSSERIA E A FALTA DE VERGONHA

A arrogância, mais do que uma atitude individual e colectiva, alias reprovável, eh para alguns,  uma forma de estar na vida, de pensar e de sentir, que remonta a velhos tempos do anterior regime. Com mais de quarenta anos de democracia em Portugal, pensávamos, que, com o "beneplácito" dos ideais democráticos, ela se extinguisse ou pelo menos fosse banida ou compelida a diminuir. Nada mais errado. Cresceu a olhos vistos. E eh ve-la de todos os ângulos e por todos os lados. Desde as mais altas magistraturas, ao mais sisudo e humilde  manga de alpaca.
 A pseudo-importância, ou um poder mal assumido, gera essa confusao e essa gente, sequiosa de parecer ou querer ser grande. E ela arrogância, nao vem sozinha, traz consigo companheiros e companhias, que sao a indelicadeza, o desrespeito, a grosseria, e a falta de vergonha.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

O "laicismo" e a vinda do Papa a Portugal

Neste Portugal  "democrático", onde de tudo há um pouco, vão surgindo novidades, em cada dia que passa.
Agora o assunto   em destaque e que aquece  ânimos, não será  propriamente esta memorável visita   do Papa Francisco, ou a canonização dos pastorinhos, embora essa esteja "resguardada" pela comunicação dita social, para mais tarde. Não! Trata-se precisa e talvez ridiculamente apenas de uma "dispensa de ponto" no dia em que ele, o Papa, nos visita. Socorrem-se, os políticos mais "farfalhudos" ou "esquerdizantes" para não dizer fanáticos,  de que Portugal, sendo um pais seguidor do laicismo, e o governo não pode "transigir" nesta matéria, como se o laicismo fosse assim tão dominador nas decisões de um governo, ele próprio laico e socialista, mas, ao fim e ao cabo, demonstrando  bom senso, em  bem receber, e até seguindo uma antiga tradição que tem sido a de proceder desta forma anteriormente com outros sucessores de Pedro.
Os exageros e os radicalismos são maus conselheiros em tudo, até na politica.
O único "senão" que se poderia apontar, é o facto de ser apenas atribuído à função publica e nada mais. Mas isto, nem sequer é da exclusiva competência do governo. Uma dispensa de ponto, é da iniciativa da própria entidade patronal.
Mas o mais interessante e até curioso, é que o  Papa que escolheu e bem, o nome de Francisco merece-o.
O próprio Presidente da Republica já o afirmou: tem sido este o procedimento com outros papas que nos visitaram.
Porque não  com este, que afinal, e se é  diferente, é para para melhor.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Fragilidade e pequenez, tudo o que nós somos

O "ser humano", sem ter de  recorrer ao que, chamarei de  "simpático estratagema",  de engendrar heterónimos, (outras personalidades e vidas, que eventualmente poderão ser a sua própria, o caso mais elucidativo, o de Fernando Pessoa),  deveria antes, poder, sem  ter,  por trás, a magia da criação, viver na realidade mais  vidas, ou melhor,  mais Vida. Porque ela, a Vida, é demasiado curta em Tempo, mágica e bela, para ter o fim a que lhe destinam, porque  esvai-se tão depressa, sobretudo quando no trilhar dela própria, se atinge algum tempo e a mínima consciência do que somos, do que viemos aqui fazer, do que nos separa de outras vidas, sistemas, forças e grandezas. Esta mesma consciência que nos leva a pensar e a sentir, que somos afinal tão pequenos, inseguros, frágeis, limitados, para entender isso mesmo ou seja, o que somos e para onde vamos ou queremos ir realmente.
Esta vida, que não é obra de forças cegas ou de  acasos inseguros, que tudo justificam e de nada  nos elucidam;  Vida que consegue ela própria, recriar-se, multiplicar-se, entender e entender-se, mas sempre com a limitação permanente, de um fim  sempre presente e pouco entendível,

É caso até para "questionar", se toda esta magia  é ou não será, uma "falácia ou uma "mentira"?
Afinal, uma mentira, que mesmo repetida, nunca chega a ser verdade.