sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Os "Costa" e os "Anti-Costa"

É assunto, que não me suscita o interesse suficiente, para perder uns minuto, a escrever sobre o tema. Na essência, o que se passou, com o COSTA, PM, FOI SER ATACADO COM TODA A VEEMENCIA, PORQUE NÃO, PAIXÃO (?), pela simplérrima e "execranda" razão, de ser um "doente" do Benfica como milhares ou milhões. Podia ser do Porto ou do Sporting. Ou até do Santa Clara, o que não faz muita diferença e que, derrotou o Benfica em sua casa há bem pouco tempo. E isto para dizer o quê? Que não se pode fazer parte de uma lista, lista esta que tem membros da actual direccão? QUE o PM como cidadão NÃO PODE, EM DEMOCRACIA, EXPRESSAR A SUA LIVRE VONTADE, em relação a um Clube, a um dirigente, um grupo, nem sequer ao grupo de futebol da sua paixão? Se calhar, da sua infância? Daquele que o faz gritar, nos Estádios e fora deles? Como, a milhões de portugueses, e seres humanos, por este mundo fora? Detesto o futebol exactamente por isso, embora reconhecendo-lhe quase a necssidade de existir. Mas não deixo de entender, ao ir mais fundo, que o futebol é uma alienação, como outra qualquer, não deixando de fora a própria opção politica, toda ela uma paixão, por vezes concorrente. O que está em causa, é o entendimento da palavra "democracia". Haverá Democracia em Portugal? Há para umas coisas, e não para outras. Ou vamos acabar com a paixão do futebol, ou com a Democracia? Por mim acbava com ambos, quando gerem situações de perda de liberdade. Mas nunca, com a Democracia... E isto neste momnento, resume-se apenas, aos Costas e aos anti-Costas...Ou haverá mais? Não falo de corrupção, porque isto é algo tão generalizado, que é bom não escavar muito...Desde o ajeitar de um empregzito, ao dar uma "dentada", nos bancos que depois temos todos que pagar...

terça-feira, 1 de setembro de 2020

A Vida

A vida, segundo a sabedoria antiga, é apenas, e não mais, do que uma "passagem". Sem querer encarnar grandes filósofos, nem seque ser o grande oráculo de Delfos, permito-me acrescentar-lhe ums palavras: que são: "uma passagem, acompanhada e sentenciada, pela mão do Tempo, do Espaço e da Sorte". Aos caros amigos e leitores do face e de outros que tais, deixo-lhes o trabalho, a pertinencia e a pachorra,
não da solução, mas da interpretação dessas mesmas palavras...

domingo, 17 de maio de 2020

RECORDAR É VIVER - OS ANOS SESSENTA E A SUA GERAÇÃO

Uma das mais notáveis gerações, alguma vez vistas e sentidas  no planeta, terá sido a "geração de sessenta", nascida entre as duas grandes guerras mundiais, (1914-1918, 1939-1945), a Segunda,  que terá ocasionado e feito, mais de sessenta milhões de mortes,  e que arrasou toda a Europa e grande parte do mundo.
Foi no pós guerra dessa última, que terão provavelmente acontecido as maiores transformações algumas vez vistas e sentidas no planeta, em todas as áreas da vivencia humana, quer cultural, cientifica, económica, social, religiosa, quer nos conceitos de liberdade, de igualdade, de fraternidade, de luta por ideais, cívicos, políticos e religiosos, até  nas vastas áreas do conhecimento e do pensamento. Um mundo novo e um novo mundo, de reivindicação, de   criatividade, de esperança surgiu então da tenacidade dessa geração, feito todo ele através da contestação, na escrita, na arte, nos órgãos de informação
Uma geração, que muito nos deu, e que estará a desaparecer e a morrer, acabando finalmente, às mãos   deste execrando vírus.
Humildemente e porque  também dela fiz parte, na rebeldia, na prontidão, na contestação das minhas palavras e   dos meus escritos, e mais, no acolhimento dos seus fins e propósitos, curvo-me perante a  memória dessa gente, e evolvo-os num abraço e num adeus de agradecimento e segredo-lhes  um  bem haja para sempre.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

O FIM E O PRINCIPIO. OU A FINALIDADE E O COMEÇO

O homem, mamífero supostamente pensante, foi, ao longo da sua recente evolução, caminhando solitariamente, por dificuldades muitas e adaptações mil,  desvinculando-se da Natureza na medida dos seus desejos, tentando mesmo assim,  descobrir e desvendar, a sua própria utilidade e identidade, num conjunto de dimensões, incomparavelmente superiores às suas,  mesmo  impensáveis, àquelas, à sua relativamente limitada capacidade,  tentando, sobretudo sobreviver, sem descobrir, entender ou tentar entender, a sua permanência errática por milhões de sois e espaços,  como se de um asteroide ou  outro fragmento  cósmico fosse ou decidisse do  seu nascimento e fim.
Num palavra: nasce, cresce, vive e morre, uma filosofia de vida que ele conhece pela experiencia, e nada mais. O que é pouco explicativo e pouco em grandeza.
Perante a magia que é essa própria vida, seja ela   humana, seja ela outra, há como que uma  certa incongruência no ciclo, que nos deixa pensativo, a digerir, que não estará tudo "bem feito" não correspondendo à magia que ela é. Ou que o "bem feito", convencional,  traduz nuances, que a razão desconhece Há que avançar mais, muito mais. O próprio Tempo, tal como o Espaço, uma dimensão que nos comanda, nos limita, nos empobrece, e nos remete para o impossível, que a inteligência deve recusar.
Precisamos de viver mais, investigar mais, saber mais, para fazer mais...

domingo, 3 de maio de 2020

Estamos a aproximar-nos vertiginosamente do caos. Esta a nossa posição de humanos, habitantes do famigerado planeta Terra, no tempo que passa - século XXI e seguintes...Isto é, a continuarmos assim, pode até, nem haver seguintes...
Surgiu agora, algo pouco expectável: uma epedemia, que em pouco, se tornou pandemia. Um in(significante) vírus, da familia dos Coronos, mais concretamente, - o covid 19 -, que se espalhou pelo mundo inteiro, (o  dito civilizado), vindo algures de uma provincia chinesa de forma confusa e mal esclarecida, e que se alastrou ao mundo, semeando morte e terror. São já muitos os milhares de mortos, mais do que os provocados pela guerra do Vietname, aos americanos.
E é ver o comportamento das pessoas, perante o flagelo da morte, não só o da morte, mas o das medidas decretadas, umas necessárias, outras controvérsas ou assim-assim, algo que ninguém queria e que ninguém quer: isolamento, e mais isolamento. E o mundo parou. E o mundo deixou de se abraçar e beijar. E o mundo deixou de se despedir dos seus mais queridos: dos familiares, dos amigos, dos conhecidos, dos mortos os que até há bem pouco, ainda eram vivos.  E os gritos surgem de todo o lado. E as ruinas, e as falências. E ninguém sabe ao certo, o que fazer e dizer. Porque surgem os "chicos espertos", vindos  de todo o lado; os oportuinistas, os "doentios", os fanáticos. Os que não querem cumprir, porque "sabem muito", ou se julgam acima de todos e da lei. Uma desgraça...
E vêem-se os "comemoradores" compulsivos: dos 25 de Abril; dos 1 de Maio e de outras bizarrias, com gente a morrer por todos os lados. E há outros, a reclamar: "também temos direito à reunião ou à bagunça", as próprias religiões não se furtam ao "Jazz Band".... Então porque não o arraial? A missa; e os festejos de Verão, que são tradição? E se tu fazes ou fizeste, também eu posso e vou fazer. Porque não?
A democracia o que é? É isto... Fazer o que vier à cabeça...Será?
E os milhares que morrem todos os dias por todo o país, por todo o lado, e por todo o mundo? Que nem  teem sequer direito ao acompanhamento pela vez derradeira? E o Costa, que concitou  a minha  admiração  "coisa rarissima e do outro mundo",   já "advertiu", que se não der certo ou der para o torto, esta mudança, de emergência, para calamidade, menos gravosa e mais amena do que a anterior, sai bem da cena e da fita: não dá, - diz ele - experimenta-se outra. Não é assim que os próprios cientistas fazem? Com as vacinas e com os medicamentos? Mais ou menos...Vamos então é  aguardar e ter fé, ou
esperar pela pancada...     


sábado, 25 de abril de 2020

O 25 DE ABRIL HÁ 46 ANOS

24 de Abril de 1974 -  UMA NOTA - de ontem, para ser lido hoje.

Algumas pessoas, (não muitas), estavam reunidas numa sala do Hotel Faial pela 20H00 do dia 24 de Abril de 1974 e isto, porque havia sido programado o encerramento de um Curso de Relações Públicas e de outos, dirigidos pelo Dr. Taborda, professor de Relações Públicas, (e que tinha a particularidade de ser  sogro do Dr. Jaime Gama), que se deslocara aos Açores, para ministrar alguns cursos intensivos, em diversas áreas. Eu era um desses alunos em Relações Públicas.
Presentes estavam também,  o Governador Civil da Horta, na altura, o Dr. Sanches Branco, que fora Diretor da Alfandega e outras entidades convidadas, como o Presidente da Camara.
No que concerne ao autor  desta nota, como tema,  foi proposto na altura,  o de um hipotético "golpe de Estado",  e que competiria ao gabinete de Relações Públicas esclarecer na comunicação social.
Encetaram-se as primeiras palavras, mas eis que surge um telefonema "lá de fora" , (o "lá fora, identificava-se no tempo,  com Lisboa),  a que o Governador presente, o Dr. Sanches Branco, foi solicitado de imediato, a atender.
O mesmo regressou pouco  depois, mas a sessão foi interrompida,  alegando-se ser já  tarde para a continuar.
Hoje passados que são, 46 anos, fico perplexo com tal coincidência. Isto porque nunca me perpassara minimamente pela cabeça, nem a ninguém que eu saiba, que  um golpe de Estado acontecesse, embora tivesse um velado conhecimento, de que as forças armadas, (das quais eu próprio fizera parte alguns anos antes), estariam descontentes. A erosão era grande, com a Guerra do Ultramar e "ceifar" muita gente, tornara-se quiçá,  impossível  continuar, por várias razoes, incluindo o cansaço gerado pelos anos e pela conjuntura  internacional, que se mostrara acirradamente desfavorável nos últimos tempos.
Mas acontecer, de um dia para o outro, ninguém o pensara.
Durante a noite estive trabalhando na Estação Telegráfica da Horta, (vulgo Telégrafo), que, dia e noite, assegurava as comunicações da ilha e das ilhas entre si,  com o exterior, e à qual estavam ligadas as ilhas  do Pico, Flores e Corvo, mais tarde S. Jorge, das 00H00 as 08H00 da manha. Uma noite (a do 25 de Abril), calma, como habitualmente, já que as Companhias Cabo gráficas, que traziam algum trafego no período da noite, devido às diferenças horarias), já tinham encerrado.
Ao sair pela manhã da Estação, atravessei a cidade como sempre, a pé pela , Rua Conselheiro de Medeiros, para o lado poente da cidade, que se mantinha adormecida e calma como sempre. Subi depois  a Rua Cônsul Dabney, na qual se destacavam a  "Trinity House", a sede operacional das três mais importantes estações das antigas Companhias  e mais ao cimo, a Radio Naval da Horta,,  (a Horta curiosamente, fora um símbolo na senda das Telecomunicações do seu tempo, até o jornal "O Telégrafo ", fora  iniciado em 1893,  e iniciado sob a égide das Telecomunicações  e da grande invenção e avanço tecnológico  nessas mesmas telecomunicações, o Telégrafo por Cabo, mais tarde "destronado" pelo " Sem fio" Wireless em inglês, e também vulgarmente  chamado Rádio ou Telegrafia Sem Fios - TSF,   o próprio nome o confirma,) e foi ao passar pela casa do meu velho amigo, Jaime Batista, professor, e jornalista pelas horas vagas, como eu,  homem dos jornais e com um familiar,  que se tornara "famoso" por algum desassombro no seu tempo, de nome  Nico Baptista,  ao passar e ainda antes de chegar à Radio Naval,    que me pôs ao corrente da situação e o que sabia. E  se eu por acaso sabia? Sabia o quê? Houve "qualquer coisa lá por fora... Não sabia explicar bem, mas  não excluía a ideia de "um golpe militar", um golpe  das forças armadas.
Foi assim que eu soube da Revolução de Abril.
Dias mais tarde, escrevi um artigo sobre essa mesma  situação, em artigo de fundo de o Jornal "O Telegrafo"  que foi transcrito por vários jornais e emissoras da Região, isto por ter sido nos Açores, o primeiro, a Falar de Abril.
Rogério Gonçalves chamou-me à Redação e  exultava. Mais uma vez, o jornal que ele dirigia "O Telegrafo" e a Horta em particular, estavam na linha da frente: da opinião e da noticia. Era uma homem que levava as coisas a sério, e também de certo modo,  um "aristocrata" da pena
Vão já cinquenta anos.
E hoje temos ainda  o 25 de Abril. Não temos já, é o Jornal "O Telegrafo", que ultrapassara os Cem anos de existência, nem os  amigos, Jaime Batista e Rogério Gonçalves. E muitos outros que foram caindo na vala do esquecimento, e derramados em outra, ali para os lados da meia encosta,  no cimo da cidade, uma colina  de saudade, que acolhe indiscriminadamente todos no fim das suas existências, mas n~~ao os impede de perpetuar a bela vista da baia e do Magnificente Pico, que se lhe  ergue pela frente.