Cada vez mais, o vazio provocado pela ausência, da pessoa que provavelmente mais amei na vida, minha mulher Antonieta, querida amiga e companheira, durante quase seis décadas,
faz-me crescer e sentir uma revolta surda e interior imensa, uma espécie de sentimento de injustiça provocado por "aquilo" que convencionámos chamar de doença e morte. E isto, porque maus e bons, são objecto de tratamento semelhante, por vezes até acontecendo exatamente o contrário. Continuam por cá os menos bons e os melhores vão nos deixando. As religiões curiosamente, sempre estiveram atentas a esse facto, razão pela qual, oferecem céus e infernos, aos mais ou melhor bem comportados aqui por baixo. Mas não deixa de ser uma "tábua de salvação" que natural e obviamente não agrada a todos, mas que não deixa de ser curiosa e ter até sentido: viver para eterna a para sempre, talvez sem doença.
Áí não se intrometem as forças duvidosas e exógenas da sorte, do ter ou do não ter, do bem ou do mal, do bem ou do mal nascido.
QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Morte fim da Vida? Ou Principio de Vida ou Mistério na busca do Desconhecido? Ou algo aberrante, enquanto ela existe?
Questionar todos e tudo, foi sempre o meu lema e a minha humilde tarefa através do tempo, daquela viagem difícil e sinuosa, a quem chamaram VIDA.
E quanto mais me aproximo da centúria, e quanto mais o desgaste do tempo, vai fazendo paulatinamente o seu "trabalho", mais dúvidas e mais incoerências, vão enchendo o meu alforge sempre pronto a interrogar os "porquês" e as "finalidades", que vão surgindo desse poço incontornável, gerador de verdades e mentiras, que é o espaço que habitamos a Terra que logo poderá ser o Universo.
E vejo e sinto a vida, tal como ela é, algo maravilhoso, mágico, etéreo, grandioso e maravilhoso, mais no seu surgir, como no seu trajecto, mas desiludinddo no seu devir e na sua finalidade.
E olho o homem, alguém que foi fugindo à natureza, adulterando-a em determinadas situações, acumulando e quinhoando, lucros e prejuízos em proveito próprio e prejuízo dela, não lhe dispensando ou regateando um agradecimento, um louvor ou sequer uma referência, vivendo na orla de uma mágoa permanente, uma espécie de espada apontada ao fim do dia, de todos e de tudo: a morte.
Algo que dizem ser natural, mas que eu entendo brutal.
Vida sim, é o meu lema. Morte? Nunca!
Meu último livro "Sinais de Infinito" (algo que devias ler e que talvez seja mesmo o último), fala da Vida e fala da Morte. Fala de alguém (afinal o seu autor "encapotado"), que consegue descobrir remédio para a morte, aumentando a vida.
É apenas sonho e nada mais, mas poderá não ser...
Mas tudo isto leva-nos a meditar se a Vida não será uma Magia? E a morte uma libertação?
Ou se pelo contrário: a morte uma desilusão?
Ou a vida, uma "mentira?
E quanto mais me aproximo da centúria, e quanto mais o desgaste do tempo, vai fazendo paulatinamente o seu "trabalho", mais dúvidas e mais incoerências, vão enchendo o meu alforge sempre pronto a interrogar os "porquês" e as "finalidades", que vão surgindo desse poço incontornável, gerador de verdades e mentiras, que é o espaço que habitamos a Terra que logo poderá ser o Universo.
E vejo e sinto a vida, tal como ela é, algo maravilhoso, mágico, etéreo, grandioso e maravilhoso, mais no seu surgir, como no seu trajecto, mas desiludinddo no seu devir e na sua finalidade.
E olho o homem, alguém que foi fugindo à natureza, adulterando-a em determinadas situações, acumulando e quinhoando, lucros e prejuízos em proveito próprio e prejuízo dela, não lhe dispensando ou regateando um agradecimento, um louvor ou sequer uma referência, vivendo na orla de uma mágoa permanente, uma espécie de espada apontada ao fim do dia, de todos e de tudo: a morte.
Algo que dizem ser natural, mas que eu entendo brutal.
Vida sim, é o meu lema. Morte? Nunca!
Meu último livro "Sinais de Infinito" (algo que devias ler e que talvez seja mesmo o último), fala da Vida e fala da Morte. Fala de alguém (afinal o seu autor "encapotado"), que consegue descobrir remédio para a morte, aumentando a vida.
É apenas sonho e nada mais, mas poderá não ser...
Mas tudo isto leva-nos a meditar se a Vida não será uma Magia? E a morte uma libertação?
Ou se pelo contrário: a morte uma desilusão?
Ou a vida, uma "mentira?
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
O MISTÉRIO
Diz-se que Agostinho, alguém que a igreja entendeu mandar canonizar e "promover" a santo, afinal o seu grande e maior pensador, terá certa vez, junto a uma praia deserta, presenciado uma cena que lhe despertou alguma curiosidade, se não mesmo, intrigado: era uma criança, que ia e vinha do mar, com enorme afã, trazendo uma pequena vasilha e depositando o seu conteúdo numa pequena cova, que na praia com carinho fizera.
Agostinho não se coibira, como homem inteligente, culto e conselheiro que era, de lhe segredar:
- Então? Se é encher a cova de água, isso o que desejas, nunca o irás conseguir.
A criança bela e loira, de uma estranha formosura, interrompendo por instantes a sua tarefa, olhou-o demoradamente, olhos nos olhos, e apenas lhe disse:
- Estou fazendo, exactamente o que estás pensando.
Esta a forma encontrada e a resposta adequada, para muito do que nos rodeia, daquilo que no nosso histórico se vai passando, daquilo que encontramos no dia-a-dia, daquilo que nos parece estranho, misterioso, injusto, até falho de sentido.
Aquilo, que por mais que pensemos, meditemos, ou exigimos do nosso mais profundo e intimo pensamento, não conseguimos desvendar ou sequer entender. Chamam-lhe genericamente "mistério", uma forma simplista de o assinalar, afinal uma palavra que no léxico normal, serve para rotular tudo aquilo que não entendemos, não alcançamos, não conseguimos nem encontramos forma de decifrar e muito menos solucionar.
E os mistérios tomam "nuances", revestem-se de princípios e até cobrem-se de rótulos. Há os "santos mistérios", os quiçá mais "credíveis" e até famosos. E há os outros.
Todos deixando muitas dúvidas. Uns porque não têm cobertura cientifica. Outros produto de milhares de gerações, vividas na ignorância, na intimidação e no medo. Algumas, porque não são possíveis de abordar, admitindo até, que a mente humana é incapaz de o conseguir.
Estará nesse substrato, a origem da vida e "utilidade" da morte, a última a revelar-se um contrassenso, ou uma "estimável" aberração.
Viver para sempre ou até que necessário, útil, ou comummente desejável, deveria ser o trajeto comum e ideal da VIDA. O contrário é, em minha opinião, uma falência e um erro. Morrer, é, embora da Vida fazendo parte, é a grande falência para a maior magia que a Natureza alguma vez criou. Uma falência apenas substituída por outra - a memória-, esta mais efémera que agudiza ainda mais a necessidade de a reavivar, mas que não substitui a de reviver.
Uma necessidade dolorosa, porque também ela inerte e morta.
E o grande mistério continua sendo, porque se vive e pior ainda, porque se morre.
Agostinho não se coibira, como homem inteligente, culto e conselheiro que era, de lhe segredar:
- Então? Se é encher a cova de água, isso o que desejas, nunca o irás conseguir.
A criança bela e loira, de uma estranha formosura, interrompendo por instantes a sua tarefa, olhou-o demoradamente, olhos nos olhos, e apenas lhe disse:
- Estou fazendo, exactamente o que estás pensando.
Esta a forma encontrada e a resposta adequada, para muito do que nos rodeia, daquilo que no nosso histórico se vai passando, daquilo que encontramos no dia-a-dia, daquilo que nos parece estranho, misterioso, injusto, até falho de sentido.
Aquilo, que por mais que pensemos, meditemos, ou exigimos do nosso mais profundo e intimo pensamento, não conseguimos desvendar ou sequer entender. Chamam-lhe genericamente "mistério", uma forma simplista de o assinalar, afinal uma palavra que no léxico normal, serve para rotular tudo aquilo que não entendemos, não alcançamos, não conseguimos nem encontramos forma de decifrar e muito menos solucionar.
E os mistérios tomam "nuances", revestem-se de princípios e até cobrem-se de rótulos. Há os "santos mistérios", os quiçá mais "credíveis" e até famosos. E há os outros.
Todos deixando muitas dúvidas. Uns porque não têm cobertura cientifica. Outros produto de milhares de gerações, vividas na ignorância, na intimidação e no medo. Algumas, porque não são possíveis de abordar, admitindo até, que a mente humana é incapaz de o conseguir.
Estará nesse substrato, a origem da vida e "utilidade" da morte, a última a revelar-se um contrassenso, ou uma "estimável" aberração.
Viver para sempre ou até que necessário, útil, ou comummente desejável, deveria ser o trajeto comum e ideal da VIDA. O contrário é, em minha opinião, uma falência e um erro. Morrer, é, embora da Vida fazendo parte, é a grande falência para a maior magia que a Natureza alguma vez criou. Uma falência apenas substituída por outra - a memória-, esta mais efémera que agudiza ainda mais a necessidade de a reavivar, mas que não substitui a de reviver.
Uma necessidade dolorosa, porque também ela inerte e morta.
E o grande mistério continua sendo, porque se vive e pior ainda, porque se morre.
domingo, 19 de novembro de 2017
O ÚLTIMO SORRISO
Toda a vida (e a vida toda), rabisquei, para jornais, livros, até revistas, ideias e pensamentos.
Escrevi e rabisquei em tudo e de tudo, naquilo em que se podia escrever ou "borrar" de tinta.
Falei e escrevi, (bem e mal), das pessoas e das coisas, em tempos difíceis e ocasiões menos "oportunas", que me tornaram a caminhada algumas vezes, mais íngreme e menos suave e atraente.
Tentei por esse facto, perceber e entender melhor a vida (a minha e a dos outros), aproveitando ou rejeitando, aquilo que ela e eles, podiam oferecer de bom ou de "menos mau", um lema que cultivo, sigo e sempre segui, aquele, em que há sempre algo aproveitável, em cada um que a este mundo vem ou é "atirado", mesmo que seja por obrigação ou "engano".
Fui até declarado algumas vezes, uma espécie de "marginal" e um solitário avulso, mas nunca, nem me senti só, nem sequer marginalizado, bem pelo contrário, sempre integrado na comunidade, embora criticando-a por dentro, quando necessário, sugerindo e apresentando caminhos e soluções, e mais do que tudo, fui um homem feliz, que fez e disse o que quis, por vezes até o que pôde ou aquilo que, advertida ou inadvertidamente deixaram.
Uma vida inteira "cheia" e simultaneamente "vazia", em que as esperanças, eventualmente falharam, mas nunca faltaram.
Mas, foi ao surgirem apenas dezassete anos para a centúria, que esbarrei, no maior, mais cruel, e mais difícil, escolho minha vida: a doença e morte da companheira, da mulher e esposa, confidente e amiga, Maria Antonieta de seu nome. E isto, porque foi ela provavelmente a pessoa que mais amei na vida. Que mais respeito me incutiu. Que mais me ajudou. Que me tornou a própria vida, um sonho bom. Que nunca me exigiu nada e que me deu tudo.
E foi numa vulgar mas fatídica madrugada, de uma sexta feira dia 8 de Setembro de 2017, pouco faltando para a seis da madrugada, que me chamaram do Hospital da Horta, a dizer que a noite correra mal para ela e se desejava vê-la...
Cheguei alguns minutos depois.
Abriu então os olhos, tão belos como os conheci 60 anos antes na primeira vez, olhou-me demoradamente num sorriso, como que a confirmar todo o nosso sonho de amor, e assim se ficou naquele sorriso que tanto havíamos partilhado vida fora, desta vez, num sorriso para sempre.
E eu deixei de sorrir...também para sempre
.
Escrevi e rabisquei em tudo e de tudo, naquilo em que se podia escrever ou "borrar" de tinta.
Falei e escrevi, (bem e mal), das pessoas e das coisas, em tempos difíceis e ocasiões menos "oportunas", que me tornaram a caminhada algumas vezes, mais íngreme e menos suave e atraente.
Tentei por esse facto, perceber e entender melhor a vida (a minha e a dos outros), aproveitando ou rejeitando, aquilo que ela e eles, podiam oferecer de bom ou de "menos mau", um lema que cultivo, sigo e sempre segui, aquele, em que há sempre algo aproveitável, em cada um que a este mundo vem ou é "atirado", mesmo que seja por obrigação ou "engano".
Fui até declarado algumas vezes, uma espécie de "marginal" e um solitário avulso, mas nunca, nem me senti só, nem sequer marginalizado, bem pelo contrário, sempre integrado na comunidade, embora criticando-a por dentro, quando necessário, sugerindo e apresentando caminhos e soluções, e mais do que tudo, fui um homem feliz, que fez e disse o que quis, por vezes até o que pôde ou aquilo que, advertida ou inadvertidamente deixaram.
Uma vida inteira "cheia" e simultaneamente "vazia", em que as esperanças, eventualmente falharam, mas nunca faltaram.
Mas, foi ao surgirem apenas dezassete anos para a centúria, que esbarrei, no maior, mais cruel, e mais difícil, escolho minha vida: a doença e morte da companheira, da mulher e esposa, confidente e amiga, Maria Antonieta de seu nome. E isto, porque foi ela provavelmente a pessoa que mais amei na vida. Que mais respeito me incutiu. Que mais me ajudou. Que me tornou a própria vida, um sonho bom. Que nunca me exigiu nada e que me deu tudo.
E foi numa vulgar mas fatídica madrugada, de uma sexta feira dia 8 de Setembro de 2017, pouco faltando para a seis da madrugada, que me chamaram do Hospital da Horta, a dizer que a noite correra mal para ela e se desejava vê-la...
Cheguei alguns minutos depois.
Abriu então os olhos, tão belos como os conheci 60 anos antes na primeira vez, olhou-me demoradamente num sorriso, como que a confirmar todo o nosso sonho de amor, e assim se ficou naquele sorriso que tanto havíamos partilhado vida fora, desta vez, num sorriso para sempre.
E eu deixei de sorrir...também para sempre
.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
O Massacre da Comunicação Social
O "massacre" da comunicação social, em tudo o que seja notícia, é uma realidade comum neste país. Toda ela, anda em roda viva, à espera que aconteça. Que surja a tropelia, o incêndio, o acidente,o sismo, a calamidade, a graça e a desgraça. E levam dias seguidos até que surja outra " agitação", e até que aquela morra, e outra "tropelia" surja no horizonte Alimenta-se do caso, da ocasião, do acontecimento, do que correu menos mal ou menos bem, (em seu entender) por vezes até com contornos, que cheiram a política. Vive à sombra da graça e da desgraça. Tudo em nome da informação, da liberdade, (por vezes retirando-a, a seu jeito), querendo por vezes impor a sua visão e a sua opinião.
O resultado é "surpreendente": cansa as pessoas; satura-as; Faz com que fiquem fartas e cheias, da própria notícia, da própria realidade, afinal um mau serviço à sociedade.
Sempre fui alguém muito ligado à escrita, aos jornais. E por isso mesmo, é com mágoa, que toco neste assunto. Há excesso de "má" informação, na nossa comunicação, isto para não dizer, que muita dela, anda a reboque da política, do grupo, ou do sistema.
E a comunicação não pode nem deve ser isto.
Há pouco, ouvi esta "coisa", incrível dita na TV, por um sinistrado dos fogos, que arrasam e desgraçam este país: Deixem por favor, de estar permanentemente a "falar"ou a "exaltar", os acontecimentos com os fogos florestais. E eu acrescento, principalmente por parte da classe politica.
É que, dizia o tal sinistrado, "já não se pode ouvir..."
O resultado é "surpreendente": cansa as pessoas; satura-as; Faz com que fiquem fartas e cheias, da própria notícia, da própria realidade, afinal um mau serviço à sociedade.
Sempre fui alguém muito ligado à escrita, aos jornais. E por isso mesmo, é com mágoa, que toco neste assunto. Há excesso de "má" informação, na nossa comunicação, isto para não dizer, que muita dela, anda a reboque da política, do grupo, ou do sistema.
E a comunicação não pode nem deve ser isto.
Há pouco, ouvi esta "coisa", incrível dita na TV, por um sinistrado dos fogos, que arrasam e desgraçam este país: Deixem por favor, de estar permanentemente a "falar"ou a "exaltar", os acontecimentos com os fogos florestais. E eu acrescento, principalmente por parte da classe politica.
É que, dizia o tal sinistrado, "já não se pode ouvir..."
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
UM PAÍS DE FOGO E MORTE
Cada vez mais me apercebo e entendo, que a política é um misto de "sisuda" e às vezes "nefasta palhaçada", com contornos "maquiavélicos", e em que os seus protagonistas, vão dando "uma no cravo", outra na ferradura, tentando de qualquer jeito e maneira, alcançar o poder.
Assim é. Arranjam-se nomes; tiram-se conclusões; subvertem-se razões; queimam-se pessoas;
conotam-se situações; esquecem-se históricos, fala-se de responsabilidades, esquecendo o passado.
A incoerência e ás vezes a própria razão, são postas em causa, com uma ligeireza que causa assombro, até medo.
Será que o poder é assim uma "coisa" tão boa e tão má ao mesmo tempo? Porquê?
Veja-se por exemplo, o caso presente. Todos sabemos que o país está a atravessar um período, (em termos de destruição e incêndios), um dos piores dos últimos tempos (decénios) da sua história mais recente.
De quem é a culpa? Do governo actual?
Qual governo? Este? E os anteriores?
Isto de incêndios, é algo que sempre conheci, e para os cem, já nem me faltam muitos.
E a culpa, não será de quem não limpa matas, de quem lhes larga fogo, de quem ganha dinheiro (e muito), à conta disto? Dos que corporizam esta palhaçada, que não faz muito, lá estavam à frente de outros governos, com a agravante, de nos irem chupando dinheiro, enquanto que este vai tentando inverter esta situação e fazer alguma coisa de positivo?
E o Povo não tem a sua quota de culpabilidade, ao fazer queimadas por tudo e por nada e em tudo o que é sitio? Ao atear fogo por todos os lados? (Só com um polícia e um bombeiro em cada árvore)
Tadinhos! Não sabem que o fogo queima, mata, destrói? Que torna a vida um inferno a tudo e a todos? Que mata pessoas, animais, e o que mexe e remexe, até aquilo que não mexe, nem remexe.
Tudo isto é uma tristíssima situação, acompanhada de outra: uma tristíssima palhaçada política.
Que as pessoas percebam: fogo, nunca mais. Que se investigue quem ganha com isto, e se ajude sem limites, quem perde ou perdeu.
Quem ganha, o que ganha, e a intenção com que larga esse fogo?
E queira-se ou não, a solução, passa pela prevenção, pela educação, pela fiscalização.
E depois, pela coação, dura,
rigorosa.
Assim é. Arranjam-se nomes; tiram-se conclusões; subvertem-se razões; queimam-se pessoas;
conotam-se situações; esquecem-se históricos, fala-se de responsabilidades, esquecendo o passado.
A incoerência e ás vezes a própria razão, são postas em causa, com uma ligeireza que causa assombro, até medo.
Será que o poder é assim uma "coisa" tão boa e tão má ao mesmo tempo? Porquê?
Veja-se por exemplo, o caso presente. Todos sabemos que o país está a atravessar um período, (em termos de destruição e incêndios), um dos piores dos últimos tempos (decénios) da sua história mais recente.
De quem é a culpa? Do governo actual?
Qual governo? Este? E os anteriores?
Isto de incêndios, é algo que sempre conheci, e para os cem, já nem me faltam muitos.
E a culpa, não será de quem não limpa matas, de quem lhes larga fogo, de quem ganha dinheiro (e muito), à conta disto? Dos que corporizam esta palhaçada, que não faz muito, lá estavam à frente de outros governos, com a agravante, de nos irem chupando dinheiro, enquanto que este vai tentando inverter esta situação e fazer alguma coisa de positivo?
E o Povo não tem a sua quota de culpabilidade, ao fazer queimadas por tudo e por nada e em tudo o que é sitio? Ao atear fogo por todos os lados? (Só com um polícia e um bombeiro em cada árvore)
Tadinhos! Não sabem que o fogo queima, mata, destrói? Que torna a vida um inferno a tudo e a todos? Que mata pessoas, animais, e o que mexe e remexe, até aquilo que não mexe, nem remexe.
Tudo isto é uma tristíssima situação, acompanhada de outra: uma tristíssima palhaçada política.
Que as pessoas percebam: fogo, nunca mais. Que se investigue quem ganha com isto, e se ajude sem limites, quem perde ou perdeu.
Quem ganha, o que ganha, e a intenção com que larga esse fogo?
E queira-se ou não, a solução, passa pela prevenção, pela educação, pela fiscalização.
E depois, pela coação, dura,
rigorosa.
domingo, 15 de outubro de 2017
JULGAR SEM SER JULGADO
O que se passa neste país, (sem querer enaltecer ou minimizar a sua eficácia e/ou o seu alcance, refiro-me obviamente à justiça), dá no mínimo para reflectir.
E mesmo sem querer apontar nomes ou pessoas, vejo que nem sempre (ou mesmo raramente) há consonância nas decisões ou nas conclusões de opinião, (o que pode ser positivo ou pelo contrário), quanto a muito do que se passa e pior do que isso: há uma espécie de "deficit" democrático, em relação à opinião colectiva, de muito do que vai acontecendo, isto quando se tenta entender aquilo que se chama justiça, (naturalmente a dos homens, já que a outra é mais complicada, mas também ela a merecer um apontamento), já que nem sempre nos "agrada" de todo.
E sem querer citar pessoas ou nomes, como atrás referi, dou o exemplo de Isaltino Morais, que depois de passar pela cadeia alguns anos, continuou a manter a confiança do seu eleitorado, como político e como homem, isto a querer dizer, que é alguém mais "válido" do que a maioria dos portugueses que o criticaram e rodeiam
Tudo isto vem a respeito do ex primeiro ministro, José Sócrates.
Pode eventualmente não se gostar do seu estilo (a sua desgraça), mas, em minha opinião, foi um bom estadista, e um bom parlamentar, homem de palavra certa, na altura certa, sem titubeações, sem medos e receios, aquele homem que depois do 25 de Abril congregou mais poder e mais força e até mais simpatia popular, e que desafiou tudo e todos e que foi, apesar do terrível período em que governou e pelas imensas afrontas que passou, (crises internacionais nunca dantes vistas e ocorridas, uma campanha feroz da oposição, por vezes a rondar o desonesto) principalmente a financeira e a partir dos Estados Unidos, uma oposição impiedosa e cerrada, tentando o alcance do poder, de uma direita que acabou por desarticular todo o equilíbrio do país, em termos organizativos, quer de sistema económico, quer de sua própria riqueza autóctone. Veja-se o caso das privatizações.Até os CTT COM MUITAS CENTENAS DE ANOS DE "BOM", AO SERVIÇO DO ESTADO, e que sempre deu lucros fabulosos, não escapou à gula das privatizações
Sócrates, foi em minha opinião, o homem que desafiou o "indesafiável":
À justiça, cortou-lhes os privilégios; ao Alberto João da Madeira, os orçamentos regionais que eram iguais (um arquipélago com duas ilhas - a Madeira, recebia o mesmo do que um outro, com nove - os Açores-, algo que se intrometia pelos olhos dentro, mas que nunca ninguém deu por isso). A própria Ferreira Leite aventou a hipótese de fazer coligação com o PS, mas com a única condição, de não incluir o José Sócrates.
Afinal, e melhor pensando, tudo uma questão de birra e de estilo. Daí fazerem tudo e mais alguma coisa, para o deitar abaixo.Os políticos e a comunicação social temiam-no. Era alguém que tinha de ir abaixo. E assim foi.
E essa perseguição continuou e continua.
Em minha opinião, o Sócrates foi um "senhor" da política contemporânea, quer se goste ou não dele. Homem sem medo, que defendeu princípios: era totalmente contra as privatizações. Não sei como vêm com esta, de que estava (feito) com os empresários e banqueiros. Ele próprio tentou salvaguardar a PT, com a chamada "golden share", algo que no governo seguinte, foi logo e apressadamente eliminado. É uma história mal contada.
Em resumo. Sócrates, nas super difíceis condições que governou, foi um bom Primeiro Ministro, um grande parlamentar, um desafiador nato da comunicação social, que o odiava e temia, (e em que "se privilegia" o sensacionalismo e até em alguma, a mentira), já que não teve nunca, nem jornalistas, nem comentadores à sua altura, e isto ganhou-lhe ódios que acabaram por conseguir o seu desiderato: queimá-lo vivo e destruí-lo, o que, e melhor pensando, não acredito de todo.
Tudo isto está a tornar-se demasiado estranho. Demasiado politizado para o meu gosto.
E a destruição de uma, duas, ou um milhar de pessoas em em hasta publica, não me agrada, nem nunca me agradou. E a "raivinha" ou a "dentadinha", mesmo quando subtil, também não.
Vamos aos factos. O homem já apanhou, (e isto em democracia), um ano de cadeia sem culpa formada. Já lá vão quatro anos de inferno e ainda nem se sabe muito bem o que aconteceu e o que vai acontecer. Só se sabe que o homem foi trucidado.
A justiça é ou deve ser cega? Mas para o bem e não para o contrário.
Vamos fazer um julgamento honesto, sem folclore.
Antes de mais. Vamos lá saber, a quem faltou o dinheiro, se alguém se queixou, e se ele o roubou? Só ou acompanhado?
E mais. Se é o único, neste Portugal afonsino, a cometer falcatruas?
E mesmo sem querer apontar nomes ou pessoas, vejo que nem sempre (ou mesmo raramente) há consonância nas decisões ou nas conclusões de opinião, (o que pode ser positivo ou pelo contrário), quanto a muito do que se passa e pior do que isso: há uma espécie de "deficit" democrático, em relação à opinião colectiva, de muito do que vai acontecendo, isto quando se tenta entender aquilo que se chama justiça, (naturalmente a dos homens, já que a outra é mais complicada, mas também ela a merecer um apontamento), já que nem sempre nos "agrada" de todo.
E sem querer citar pessoas ou nomes, como atrás referi, dou o exemplo de Isaltino Morais, que depois de passar pela cadeia alguns anos, continuou a manter a confiança do seu eleitorado, como político e como homem, isto a querer dizer, que é alguém mais "válido" do que a maioria dos portugueses que o criticaram e rodeiam
Tudo isto vem a respeito do ex primeiro ministro, José Sócrates.
Pode eventualmente não se gostar do seu estilo (a sua desgraça), mas, em minha opinião, foi um bom estadista, e um bom parlamentar, homem de palavra certa, na altura certa, sem titubeações, sem medos e receios, aquele homem que depois do 25 de Abril congregou mais poder e mais força e até mais simpatia popular, e que desafiou tudo e todos e que foi, apesar do terrível período em que governou e pelas imensas afrontas que passou, (crises internacionais nunca dantes vistas e ocorridas, uma campanha feroz da oposição, por vezes a rondar o desonesto) principalmente a financeira e a partir dos Estados Unidos, uma oposição impiedosa e cerrada, tentando o alcance do poder, de uma direita que acabou por desarticular todo o equilíbrio do país, em termos organizativos, quer de sistema económico, quer de sua própria riqueza autóctone. Veja-se o caso das privatizações.Até os CTT COM MUITAS CENTENAS DE ANOS DE "BOM", AO SERVIÇO DO ESTADO, e que sempre deu lucros fabulosos, não escapou à gula das privatizações
Sócrates, foi em minha opinião, o homem que desafiou o "indesafiável":
À justiça, cortou-lhes os privilégios; ao Alberto João da Madeira, os orçamentos regionais que eram iguais (um arquipélago com duas ilhas - a Madeira, recebia o mesmo do que um outro, com nove - os Açores-, algo que se intrometia pelos olhos dentro, mas que nunca ninguém deu por isso). A própria Ferreira Leite aventou a hipótese de fazer coligação com o PS, mas com a única condição, de não incluir o José Sócrates.
Afinal, e melhor pensando, tudo uma questão de birra e de estilo. Daí fazerem tudo e mais alguma coisa, para o deitar abaixo.Os políticos e a comunicação social temiam-no. Era alguém que tinha de ir abaixo. E assim foi.
E essa perseguição continuou e continua.
Em minha opinião, o Sócrates foi um "senhor" da política contemporânea, quer se goste ou não dele. Homem sem medo, que defendeu princípios: era totalmente contra as privatizações. Não sei como vêm com esta, de que estava (feito) com os empresários e banqueiros. Ele próprio tentou salvaguardar a PT, com a chamada "golden share", algo que no governo seguinte, foi logo e apressadamente eliminado. É uma história mal contada.
Em resumo. Sócrates, nas super difíceis condições que governou, foi um bom Primeiro Ministro, um grande parlamentar, um desafiador nato da comunicação social, que o odiava e temia, (e em que "se privilegia" o sensacionalismo e até em alguma, a mentira), já que não teve nunca, nem jornalistas, nem comentadores à sua altura, e isto ganhou-lhe ódios que acabaram por conseguir o seu desiderato: queimá-lo vivo e destruí-lo, o que, e melhor pensando, não acredito de todo.
Tudo isto está a tornar-se demasiado estranho. Demasiado politizado para o meu gosto.
E a destruição de uma, duas, ou um milhar de pessoas em em hasta publica, não me agrada, nem nunca me agradou. E a "raivinha" ou a "dentadinha", mesmo quando subtil, também não.
Vamos aos factos. O homem já apanhou, (e isto em democracia), um ano de cadeia sem culpa formada. Já lá vão quatro anos de inferno e ainda nem se sabe muito bem o que aconteceu e o que vai acontecer. Só se sabe que o homem foi trucidado.
A justiça é ou deve ser cega? Mas para o bem e não para o contrário.
Vamos fazer um julgamento honesto, sem folclore.
Antes de mais. Vamos lá saber, a quem faltou o dinheiro, se alguém se queixou, e se ele o roubou? Só ou acompanhado?
E mais. Se é o único, neste Portugal afonsino, a cometer falcatruas?
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