terça-feira, 17 de julho de 2018

Na Democracia ` portuguesa

Na Democracia portuguesa (ou ´a portuguesa), os políticos quando morrem, (se ´e que morrem e quando morrem), sao todos de  excelência: como políticos, como seres humanos, talvez e ate por isso, o caso do João Semedo,  se calhar, gostando-se ou nao, reveste-se de alguma diferença.
Num mundo louco, de egoísmos e corrupções varias e variadas, o Semedo foi um idealista, que entendia que o bem era preciso ser praticado. E eu, que me fui tornando avesso a certo tipo de políticos, acabei concordando com algumas (muitas) das suas teses.
A Morte execranda , de quem ele era em primeira mao adversário e inimigo, levou-o (era medico).
E muito embora nao comungando cabalmente da sua visao ou  cosmovisao  politica, (felizmente temos direito a diferença, mesma que ela nem seja assim tanta), aqui, e repito, fica o meu tributo e o meu profundo respeito pelo que pensou ou fez para
bem das pessoas.


domingo, 15 de julho de 2018

UMA HISTÓRIA POR CONTAR

Como mero contador de histórias, sou levado a pensar, que a vida é uma simples  história por contar. Ou uma  história simples, mal contada, sem lhe ser assegurada uma finalidade, e uma contribuição tácita para tal.
Entre magia, utopia, sonho e realidade, ela (a vida), é o tempo que passa e o que passou, o que há-de vir, e não veio, a realidade e o mito, recriados a partir do Nada.
É o amor que se viveu e que se perdeu. O que existiu e não vai existir mais. A saudade e a dor, que se  avolumam e crescem, sem parar e sem passar.
É o tudo e o nada, que o tempo  construiu e  destruiu. É o agora e o antes, o que virá e será, e o que não chegou e chegará nunca.
É a história nunca começada e nunca acabada. É o fim  e o principio, sem ter principio e sem ter fim. É a macabra morte a destruir, aquilo que nunca chegou a ser - a vida.




terça-feira, 3 de julho de 2018

Ó COSTA NÃO PROMETAS O QUE NÂO PODES DAR...

AS 35 HORAS SEMANAIS
De todos estes governos, que têm governado ultimamente Portugal, este, o  do António Costa, (mais um Costa, na grande gesta lusitana da politica), tem sido seguramente o menos mau, embora, volta-não-volta, vá dando sorrateiramente,  uma no cravo, outra na ferradura como convém, por vezes, até, duas no cravo e uma ou outra escorregadela momumental. E uma delas, é nitidamente as 35 horas de "trabalho" na função publica, medida naturalmente com  a intenção de a tornar comum a todas a outras áreas da atividade do país o que ainda não acontece e é o mal. Condenámos isto logo de inicio, porque entendemos que é e ainda a força do trabalho a única capaz de levar isto para a frente, no tipo de sociedade que, (feliz ou talvez infelizmente, adotamos), -  a de consumo). E mais do que isso - o país  não está ainda com capacidade e equilíbrio financeiro para suportar essa e até outras medidas meio populistas.
Discordamos logo de inicio. precisamos é de ganhar mais, trabalhando mais, porque não é possível trabalhar menos e ganhar mais. Em matéria económica não há milagres. Há produção e concorrência. Goste-se ou não, isto para os sindicatos entenderem.
E quem escreve estas linhas, foi mais de vinte anos dirigente sindical. Trabalhou sempre na sua atividade, no mínimo, 48 horas semanais, quando a função dita publica, já andava nas 35. E em laboração continua, 54 horas porque ao domingo se trabalhava. E isto nunca obstaculizou a que nas escassas horas de "folga", a que as "batatinhas redondinhas", lhe passassem pela unha  e a enxadinha da ordem de cabo curto, para que o dorso não o se esticasse muito, ao mesmo tempo borrando  jornais, livros e tudo o mais que o papel autorizasse, numa altura em que era proibido e dava securas na língua, e que uma vida cheia de entusiasmo e luta, quiçá perdido, era oferecida aos menos favorecidos.
Nunca fui homem de direita, no que se refere àquela que entende, que uns devem trabalhar duro e outros descansar. Que uns são os bons, o cérebro, a redenção e os outros a "maralhau". Mas quando se pensa em igualdade democrática, e se arranja trinta e cinco horas para uns e quarenta ou cinquenta para outros, sem sequer  se  deduzir do esforço, ou da incomodidade das próprias tarefas é no mínimo mau e ridículo, não direi antidemocrático porque a própria palavra tornou-se numa falacia..
Enquanto dirigente sindical representando-me e os trabalhadores, dizia muitas vezes: " rapazes: não vamos puxar muito pelas cordas, para não ficarmos sem emprego. É que patrão falido, não é dinheiro em caixa.
E o pior de tudo isto, é que vemos gente que nunca fez nada, a falar de trabalho.
Quando vejo, por exemplo, sindicatos permanentemente em greve, assusto-me. Primeiro, porque  não pensam nos outros, parentes mais pobres que comem da mesma mesa - que é o Estado. Depois, fazem todo este estradalhço, mesmo sendo dos mais bem pagos da Europa.
Caso para dizer : vão para o inferno.
Ó Costa abre o olho com essas alianças...e com essas crianças.






sábado, 23 de junho de 2018

JÁ FOI A MAIOR "PEQUENA", CIDADE DO MUNDO

Referimos-nos ao Faial, (e à Horta,  em particular), algo que vem, de há uns anos a esta parte, denunciando uma fragilidade e uma pequenez, no seio do espaço açoriano,  que confrange,  doe e até magoa. ´
É o assumir de algo, para que nunca foi  minimamente vocacionado, quer devido às suas gentes, quer devido às condições naturais que o bafejaram. Era mesmo, segundo o  poeta florentino, Pedro da Silveira,  séculos XVIII e XIX e princípios do XX, "...a maior,  mais desenvolvida pequena cidade do mundo".
De uma "florescente", porque não dizer, "auspiciosa e prometedora" Autonomia, quiçá nascida pela mão de Aristides Moreira da Motta, de Montalverne de Sequeira e de outros ilustres cidadãos ali da ilha de São Miguel, tornou-se numa autonomia "caprichosa , "  quiça capciosa", produto do  "uma no  cravo, outra na ferradura" como convém, numa região  eivada de bairrismos bacocos , antigos e serôdios,  bem longe daquilo que se esperava para algumas destas  desafortunadas ilhas.
Afinal e melhor pensando, o Faial é, neste momento, uma dessas ilhas. Mártir por natureza, Os sismos e os terramotos, nunca a deixaram em sossego, desde que em quinhentos a reencontraram ou re-acharam, colhendo  o nome assaz bizarro, de ilha da Ventura (leia-se Felicidade), final o que poderia ter sido  e nunca foi, que o diga  o primeiro donatário, um tal Josse Hurtere, flamengo ilustre,  que por aqui apareceu com outros fidalgotes desempregados e sem  "pés de meia", numa altura em que Flandres e toda a Europa, andava em ebulição, tal como o que agora vem acontecendo com  os povos do Médio Oriente, uma espécie de historia "a repetir-se" de forma diferente e também trágica.
Mas falar do Faial, é falar de uma ilha se calhar até pequena, mas e apenas, em dimensão espacial, mas de "alma muito grande".
Muito bela em paisagens. Muito produtiva e  solo muito fértil. A melhor de todo o arquipélago em acessos por mar, costas muito acessíveis, belas praias. Centro internacional de ligação com o mundo já que bafejada pela geografia,  foi e continua,  sendo um capricho autêntico dela própria, e algo que ninguém se atreve a negar.
Tornou-se cidade, não por "capricho" politico, mas por  mérito próprio, arrecadado atraves do seu  inquestionável apoio  ao desenvolvimento e ao conhecimento do mundo.
Em determinada altura, era mesmo a principal, mais  cosmopolita  e mais desenvolvida cidade do arquipélago. Não só em comercio, como em cultura. Era a "mais pequena, maior cidade do Mundo", assim o diz  o escritor e poeta florentino, Pedro da Silveira que por aqui andou. Assim o diz Nemésio enquanto também por aqui andou. Assim digo eu, enquanto por aqui andar.
Sede de Distrito durante dois séculos. Principal porto de apoio à navegação internacional durante os seus longos quinhentos anos. India e Brasil, estavam nas suas rotas, nas idas e nos retornos. Entidades consulares das mais conhecidos e desenvolvidas nações europeias e do mundo de então. O primeiro consulado americano nos Açores. Era vulgar ouvir-se falar  pelas ruas da cidade, o inglês,  o francês e o espanhol para o qual os autóctones não se furtavam. Um ilustre visitante de nome Franklin Roosevelt, um dos maiores presidentes que os Estados Unidos terão conhecido, Terá tido mesmo a intenção de criar na Horta, a sede das Nações Unidas, quando por aqui andou em 1919, então como  Secretario da Marinha.
Apenas um politico açoriano, alias um jovem obreiro e  continuador da autonomia, em boa hora viu, esse desiderato: Valorizar a história e o que fora anteriormente  conseguido.
É que e  à posteriori, tem sido um tal "esvaziar", um esvaziar  incontornável e incontrolável.
Como querem ou pensam que é possível pensar em desenvolvimento no Faial?
Como pensam que é possível a fixação das pessoas, na terra de onde são ou foram escorraçados, aquela  que afinal amam e desejariam ficar?
O Faial é um
cadinho de emigração sempre activo e sem fim à vista...
Muito havia para dizer...Mas ficamos por aqui,
terminando com o tal verso do Pedro da Silveira:




sexta-feira, 8 de junho de 2018

Irracionalidade? Ou a falta de percepção de uma missão?

A irracionalidade, cada vez mais se apropria  da mente humana. O homem, (um animal,  mamífero como os demais), tornou-se o centro da vida: o decisor, o orientador, o mandante, o grande "senhor" de tudo e de todos. Fez normas, leis; impõe   e impõe-se. Diz sim ou não, à morte, à guerra, ao genocídio. Desafia  a Natureza,  suas leis e mistérios. Mas afinal quem é e o que é o homem?

Para que serve? O que veio "cá" fazer?

sábado, 19 de maio de 2018

O QUE VIEMOS AQUI FAZER?

Enquanto não entendermos o que viemos aqui fazer, (uma espécie de missão que se desconhece  ou  carecida de uma base cientifica "plausível", que não a da continuidade e da evolução), não iremos entender nunca, o que somos, o que vamos ser no futuro  e tudo o que nos rodeia,  sobretudo esta grandiosa dimensão toda ela,  que é a Vida,   neste espaço de tempo que   se iniciou em 2000, e a que já humildemente "apelidei", de alegre "Século da Loucura",
 Mudanças radicais,  comportamentos aberrantes, falta de percepção de boas práticas e boas perspectivas,  vão ao encontro incondicional de uma percepção e de uma interrogação, que se generaliza, mais e cada vez mais, por onde nasce e vive gente. E a interrogação é esta: PORQUÊ E PARA QUÊ?
Ou seja: Se a Vida é uma preparação para "outras Vidas"? Ou se é apenas a sequência natural do Tempo,   do ser e do devir?
Ou se pelo contrário, é a fragilidade dessa "magia" -  Vida",  a limitação das suas virtuais e próprias capacidades-,  a "culpada" ? Uma espécie de ignorância, incapaz de se opor às suas consideradas e naturais barreiras, da qual a morte é algo repudiado e repudiável, mas faz parte e é comummente aceite?
E porque,  Tempo e  Vida, correm vertiginosamente  em paralelo, alimentando-se e destruindo-se mutuamente, deixando quiçá ou não, história na História,,. É caso pois para dizer: parar e reflectir onde estamos e para onde vamos?
E também  perguntar: Vencer a morte é possível?
Se calhar, outra loucura do século. Uma loucura, talvez até, a única que contraria as outras , mas que vale a pena tentar.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A GRANDE PRIORIDADE

A grande, a  maior  prioridade da VIDA,  é o combate à morte.
Tudo ou quase tudo, se encaixa, nessa incomensurável, maravilhosa, sublime  dimensão, que se chama Natureza e Vida. Um misto, de mistério,  de equilíbrio,  coordenação,  auto eficiência, e auto sustentabilidade  na  adaptação e na evolução, misto de magia e realidade,  que nos leva a  pensar a nós humanos, o que estará por detrás de tudo isto. Que forças, que Mão ou que Mente, que faz da preservação o seu grande e maior conteúdo e destino, algo que nos coloca numa situação de respeito, perante tudo o que nos rodeia e que se chama Universo e Vida.
Por isso mesmo, uma das espécies que porventura terá atingido algum "desenvolvimento" intelectual e mesmo "ousado" ou ter a "ousadia" de se permitir a alguns desafios a essa Natureza - o Homem,  terá, em nome dos desafios e da ciência - porventura, se entende que a vida é ou não susceptível e até digna de ser preservada o maior e mais alargado  tempo útil possível - a longevidade-, e isto para repensar a que vamos trilhando, de inutilidade, do combate a nós próprios, uma pela perda plena desse tempo útil, para podermos mais fazer, mais realizar, mais desvendar, mais compreender, o que somos, o que viemos aqui fazer, e sobretudo o que nos espera após  o fim, que é a morte, algo aceite comummente de forma  ligeira, natural e complacente.
E o Homem, com toda a sua e as suas capacidades (que são muito limitadas) entendeu que é mais fácil matar, do que salvar, ou contribuir para o desafio da sua própria preservação e de toda a vida que o rodeia.
E o desafio é este: sem "matar" a morte, contribuir para que ela morte , seja afastada, o espaço de tempo mais alongado possível: isto não quererá pressupor eternidade, mas é um principio e

É sobretudo um desafio como qualquer outro, que poderá confundir-se com loucura ou na melhor das hipóteses, utopia.

Convém recordar, que existem formas de vida, que são quase eternas.  sem falar apenas nos "espongiários".