quinta-feira, 5 de setembro de 2019

O CONFRONTO, UMA NECESSIDADE, UMA PAIXÃO OU UM APELO À REFLEXÃO

Se analisarmos, mesmo que de forma "aligeirada", o percurso da vida humana,  fácil será concluir, que a guerra fez (e faz) dela parte e acompanhou sempre o seu percurso,  numa luta questionável e desigual, porque louca e desprovida de sentido, tentando solucionar (?), estados de alma e ganâncias, algumas pessoais e desprovidas de qualquer sentido e razão. Chamaram-lhe guerra, um desequilíbrios mental, traduzido em morte e destruição. O século XX,  terá sido, na ainda incipiente história da vida, o que atingiu mais proporções e maiores dimensões. A seguir à Segunda Guerra Mundial, depois de mais de 60 milhões de mortes, a comunidade humana, entendeu e por bem, fazer uma trégua e um "stand bye", para chorar, exorcizar, carpir, e acudir a outras frentes, que de uma ou de outra forma, também desafiavam e perigavam o seu bem-estar. E voltou-se para a Natureza, a sua própria génese e talvez, razão de estar e ser no espaço e no mundo. Aí nasceu aquela que deve ser a maior e mais  credenciada paixão e necessidade do ser humano - a sua preservação. Mas a guerra estava lá para continuar, traduzida em outras formas e formulas de luta, porventura muito  menos destrutivas e mais apaziguadoras,  porventura mais apaixonantes, e alienatórias, uma espécie de doçura esfusiante, sempre com o mesmo fim e destino  à vista: ganhar, ganhar sempre: numa  palavra: sermos melhores. Mais capazes. Diferentes.
E isso faz parte da idiossincrasia humana: sermos diferentes, naturalmente para melhor.
Mas há "guerra", num jogo de bola,   mesmo que seja de trapos ou a feijões. Pode é ser uma guerra mais  civilizada, (muito embora, com o mesmo  suporte de superioridade  pelo meio). Substituiu-se a guerra tradicional de bombas e mortes, pela guerra verbal, de resultados  e  dinheiro;   do negócio e brio, que atinge o foro de de nacional. Mas o fim é o mesmo, embora não as consequências. E ainda bem. É uma primeira fase, que convém melhorar e aperfeiçoar,  até se conseguir a racional, que por ora não existe.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

ENTENDER?







Eu entendo que a Vida, é uma vertente e uma variante interessante da NATUREZA de  que muito pouco ou nada  se sabe de profundo, muito pouco se investiga e  muito pouco se conseguiu e consegue saber. Darwin, e talvez baseado em factos, muito embora o Tempo, esse "monstro" indelével e pouco ou mal entendido, não lhe tenha dado Tempo, para o descortinar melhor,  foi compilando constatações e factos , que o levaram a uma tese, supostamente baseada nele próprio - Tempo. Mas o essencial, continua confuso e por desvendar : o  porquê e o para quê? A finalidade é ou deve ser em si um meio e um fim? Ou será que tudo, o que gira em redor, que vemos, apalpamos, reconhecemos as dimensões, as transformações, mais ou menores valias à própria continuação, são reais e verdadeiras? Fico-me por aqui, para que a confusão não se instale...

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

UM APONTAMENTO DE SUPERMERCADO

E hoje, sendo um dia como os demais, diferenciando-se apenas por coincidir com o " dia dos meus anos" - 26 de Agosto, comecei por pensar, se este não será provavelmente  o último de uma imensa série de outros, que fizeram parte de uma vida, - a minha -,  muito igual à de muitos, que por aí andam e abundam, postos e dispostos, à revelia, depois de lhe lhes terem  dado um pontapé no fim das  costas, vulgo traseiro, ou  um "chuto" à inglesa e lhes  dizerem: anda escravo, avança e mexe-te lá,  até que possas. E foi o que fiz. Se bem ou se mal, poderá até acontecer, que alguém mais sagaz e  curioso, o faça daqui a uns tempos.
A grande e maior recordação que dela (vida) tenho, que longa já vai, é que estive sempre pronto, para dar a mão a quem quer que surgisse, apresentando-se aflito e com um única condição: não ter quem o defendesse ou apoiasse e os apuros estivessem na sua ordem de dia. E quase  sempre o fiz com sucesso. Qual o segredo então? Qual a  minha arma? O segredo, foi um certo estoicismo, e a convicção de que ninguém pode ser esmagado, sem ter alguém que o defenda. A arma utilizada : a escrita. Se vivi sempre bem? Sim. Comigo, principalmente, porque contei sempre com uma "ARMA PODEROSA" escondida,  que se está a perder cada vez mais e que se chama consciência
E já que falamos de consciência e de escrita, não faz muitos anos, talvez para aí uns cinco ou seis, se não mais, que estando a tentar recolher uns gêneros,  para ajudar a obedecer à lei imposta pela vida, no Modelo, agora Continente, alguém se me dirigiu, fixou-me por instantes, e foi dizendo: "Li um livro seu ". Fiquei quedo, admirado: Gente em pleno século XXI a ler?
Qual, fui perguntando.  " O Sismo na Madrugada" - respondeu. Voltei à carga, como é meu estilo e hábito. tentando sacar algo de "picaresco" à questão: " Não lhe vou perguntar se gostou, mas se conseguiu chegar  ao fim..." Cheguei, sim senhor - foi dizendo - e gostei. Fiquei desarmado. Logo a senhora, que aparentava uma meia idade, mal disfarçada, e que desconheço de onde e quem é, insistiu com uma curiosidade que me impressionou:
O senhor é o Quevedo?
Quevedo é a personagem central do romance, alguém que passou por tudo na vida, até pela morte. É dado como desaparecido variadas vezes, como repórter de guerra, atravessando a Guerra Civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial. Uma figura de todos os tempos, e de todos os espaços. Alguém que sai muito jovem do Faial e só regressa velho, despojado e esquecido, um estrangeiro na sua terra, que se "aloja" na sua velha casa à rua do arco, mais de cinco dezenas de anos depois, e que vive solitário, apenas na companhia de um gato, que em dia invernoso veio ter-lhe à porta nos limites da  existência. Vem acaba por morrer mais tarde e  a seu lado, vitima do sismo que ocorreu em Novembro de 1998.
Mas a resposta à pergunta, se eu era o Quevedo, não conseguia sair da forma mais  atempada e coerente. E ela, logo repetiu se eu era ou não era o Quevedo.
Não era, fui-lhe dizendo, mas que se gostava de ter sido, lá isso gostava.
Esqueci-me de lhe dizer, é que o escritor está sempre por trás das personagens que cria e recria.
Vive várias vidas. Sente os infortúnios e as magoas, as alegrias e as penas, os anseios, e as esperanças do mundo que foi criando com as palavras. E sente, tal como na vida, os reveses, e as perdas, que vão acontecendo ao longo da trama, do enredo e da história.
E fiquei a pensar. Um livro como aquele, roubou-me seis anos, seis, mas não foi mal empregue. Pelo menos uma pessoa passou os olhos pelas suas quase quatrocentas páginas. Bem haja por isso.. 



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

É o mundo que temos, um mundo onde impera a vulgaridade

É isto, tal como  o título desta narrativa. Nas Televisões, jornais, revistas e toda a comunicação social, vão desfilando figuras de uma vulgaridade impressionante. Figuras, que comandam os destinos de muitos países ditos civilizados; que dão palpites; que ditam leis; que representam parcelas consideráveis deste mundo, que se afunda cada vez no abismo do sensacionalismo. Do mundo da repetição doentia da noticia, do caso, do acontecimento, do que aconteceu, acontece, está para acontecer. Casos há até, que toda a argumentação, mesmo a mais imbecil e destituida de bom senso, vem ao de cima, em nome, da isencão, da justiça, na defesa dos  bons principios e  costumes.
Todos tem razão e defendem os seus principios, mesmo que errados e sem nexo. Estamos trilhando a confusão de um século, que se calhar nem chega ao fim. É a ganância, é o poder a loucura a ditar as suas regras e leis.
Relegaram-se os deveres. Exaltam-se os direitos. Brigam as comadres. Descobrem-se verdades.
Não estamos falando de Democracia: Estamos falando de confusão e bagunça. E mais do que isso: oportunismo, interesses, e dinheiro. Destroi-se o planeta. Causa-se miseria, fome e morte. Quase sempre de forme ligeira, e impune. A Amazónia é uma pequena parte do que está a acontecer neste seculo XXI. Quem nos acode?

segunda-feira, 22 de julho de 2019

VIVER: VERDADE OU MENTIRA?

O grande e talvez   maior problema, com que se debate o ser humano ao atravessar a sua história,  concomitantemente, com o de toda  a vida que o rodeia, é a sua própria existência e a  manutenção da sobrevivência.
É um problema, que pela sua complexidade e  pela iliteracia e incultura, que ainda graça no mundo de hoje, até em sociedades que não seria pensável existirem,  (em que altos   dirigentes políticos de grandes nações, fazem gala em o afirmar), fazem-nos pensar até onde e quando vamos estar neste "pequeno" espaço do Cosmos, para participar nesse incomensurável projecto, a  que deram o nome de sociedade e civilização. Estamos pois, a atravessar um momento único e controverso, de instabilidade e confusão, que nos dilui a responsabilidade, e nos oblitera a visão do presente,   desresponsabilizando-nos  pelas incertezas do futuro. Existem milhares de  perguntas sem resposta, que continuam como há vários milhares de anos - sem resposta.
Viver mais e melhor, será possível? Encontrar respostas credíveis e concretas para depois da morte, por exemplo?
A dimensão espaço, poderá ser encurtada e  vencida? Como? Quando? Porquê e para quê? Qual a  real finalidade da própria vida? Preservação e manutenção? Com que finalidade, sem que seja uma clara vontade ou um desígnio de ALGO OU ALGUÉM?
A morte. O que é e para que serve?
Qual o significado da dor, e do prazer? A felicidade no ser humano, é uma realidade concreta, ou apenas um estado de espirito? A vida é uma alienação? Ou uma mentira? O que é a sorte? Quem a tem e porque a disfruta? Somos uma espécie de "produto de forças cegas", ou obedecemos a um minucioso e criterioso agendamento de forças desconhecidas, grandiosas e imensas, controladas por uma "energia superior"?
Estamos VIVOS , é o que interessa, enquanto estivermos por aqui...e depois... E  o que é o depois?









sexta-feira, 3 de maio de 2019

Nove anos - 4 meses e 2 dias, nem mais...

Estamos a passar, (sem ultrapassar, como convém), por um período, em que  realidade e o sonho se confundem com  demagogia. Ou seja, o real pouco tem a ver com o reivindicado: salários, regalias, mínimos nacionais e regionais, carreiras profissionais, função pública e sua reestruturação, reformas, formas e fórmulas de alcançar o poder e sobretudo, muita e muita demagogia. E com a intenção (ou talvez não) de se melhorar  o que porventura, esteja menos bem, vai-se  alcandorando e misturando, a confusão à divisão.  Resultado: todos ralham e ninguém se entende tal como "casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". E os Partidos que suportam estas reivindicações, tentam aliciar os eleitores, com promessas irrealistas para apanhar o voto, o manancial que lhes permite consolidar ou   catapultar-se para o poder. E os sindicatos, ao serviço dos Partidos, entram na liça, sequiosos de agradar ao seu eleitorado. E as ideologias, vão-se radicalizando, e  aumentando cada vez mais, a direita, cavalgando para a direita, a esquerda, para a esquerda.
No caso português, a origem reivindicativa, que vem de longe sobretudo, nalguns quadros da função pública; os professores são uma dessas vertentes. Cavaco Silva, quando Primeiro Ministro, remodelou a função Publica, dividindo-a, em bons e maus: os quadros especiais, que passaram a ser mesmo especiais, no concerne a progressões, avaliações, etc. E ainda dentro dos "bons" há os melhores e os menos bons.  Os professores por exemplo, têm um estatuo especial dentro da função pública, o que não acontecia no regime de Salazar, sendo afinal, ele também professor. Tal como agora a maioria dos políticos, não esquecendo o atual PR, são professores. Para além de numerosa, está equitativamente espalhada por todo o leque da ideologia politica, o que os torna "imbatíveis" na sua intransigência. Que eram mal pagos no tempo do salazarismo, é uma verdade. Mas que foram dos mais bem remunerados do espaço europeu, é outra verdade. No momento atual, quando todos estão num processo de estagnação real, não faz sentido que apenas e só eles, e alguns outros que os imitem, tenham direito à contagem de tempo, afinal comum a todos os servidores da função pública, sem se falar sequer nos reformados, que nem voz têm, algo inconcebível num regime que se diz democrático.
Nem mais: 9 anos - 4 meses - e 2 dias. Nem menos 1 hora e zero minutos. Os outros? Que vão gritando que pode ser que apanhem..
. uns minutos...