Hoje terei passado por um dos mais tristes momentos da minha vida.
Tentei encontrar conforto naquilo que há muito não conseguia - na celebração de uma eucaristia (missa), na igreja das Angústias, igreja que minha saudosa mulher, frequentava assiduamente.
Foi-me impedido durante três anos, de o fazer, dada a incapacidade a que chegara: era uma crente e uma praticante rigorosa.
Uma tristeza e uma saudade imensa, invadiram-me a alma, ao recordar os 57 anos que separavam o que naquele altar acontecera: o nosso casamento.Tal como agora e à mesma hora, num domingo 24 de Setembro mas de 1961, eu e ela ali estávamos, provávelmente no dia mais feliz das nossas vidas.
E recordei o velhinho Mons. Medeiros, que Deus já lá tem, na sua melodiosa prédica de aconselhamento e união. E recordei a voz do orgão, "tangido" pelas mãos hábeis do prof. Barreiros, numa aleluia de Gounot. E recordei os amigos. Os acompanhantes e que eram muitos. Todo o séquito, os pais da noiva felizes tal como ela. E rebobinei toda a alegre magia daquele acto, todo o alcance infindo daquele sonho, todo todo o seu doce simbolismo.
E uma tristeza imensa invadiu-me ainda mais. Apenas quinze dias antes, ainda estava viva. E agora já não estava. Partira para não mais voltar. Para não mais se recordar da felicidade daquele e de outros momentos que aconteceram ao longo da nossa vida
E olhei em redor e enconteri-me desamparado, triste e só. Tinha deixado tudo por ela e ela fugira para tão longe e para sempre.
Queria vê-la. Mas não consegui.
QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
domingo, 24 de setembro de 2017
terça-feira, 19 de setembro de 2017
ABANDONADOS OS DOENTES DE PARKINSON? QUE FAZER?
Os últinos vinte anos da minha vida, foram passados ao lado de minha mulher, (a mulher da minha vida), portadora de um doença neurológhica, a chamada Doença ou Sídrome de Parkinson.
Não vou dizer o que é, ou o que foi essa experiência, porque não iriam acreditar. Eu próprio o diria, se mo perguntassem. Quedas diárias, algumas bastante graves; não dormir durante longas noites e durante anos, ter de "ajeitar" corpo, lençóis e cobertores, ou mudá-los simplesmente. Não comer ou comer aos sobressaltos. Vestir, despir, colocar na cama, mudar fraldas. Dar banho, hidratar continuamente tudo o que se revestisse de pele. Pôr as refeições na boca (enquanto é ou foi possível), e por fim, nem a boca se abre do doente para as receber. Ter de acudir às "necessidades" primárias. Ter de interromper o banho, para socorrer o doente que ameça estatelar-se no chão, quando se suponha já estar já dormindo. Superar a imensa dificuldade em administar medicamentos, (uma panóplia, que vai de carbidopa, a levadopa, passando por amandatina e um outro sem número de drogas, altamente tóxicas e nocivas para os orgãos, rins, fígado, etc.) que vão aumentando à medida que a degeneração avança (a doença de Parkinson é uma doença degenarativa). A despersonalização e o desinteresse pelo ambiente que rodeia o doente, vai tomando conta do cérebro e surge a demência, e o sofrimento constante, os gemidos, a dor lancinante e constante, proveniente dos inúmeros acidentes (pernas partidas, depois paralisadas, escoriações e contusões, etc). As noites são longas e sem fim, e a agitação, sobretudo de pernas e corpo, dão um desgaste impossível de descrever.A par de tudo isso, o epítete de doença incurável e degenarativa, vai minando negativamente todos os que rodeiam o doente e ele próprio.
Existem apenas"paliativos , que são administrados com a regularidade possível (chegam a ser tomados de hora a hora em doses reduzidas) mas ao fim de um tempo, deixam de responder ou seja, deixam de fazer qualquer efeito.
A incapacidade, torna-se total sobretudo quando existe o chamado estado (OFF). Sabe-se que vive apenas , porque respira.
A medicina não consegue, nem entender, nem responder. O pessoal de saúde, enfermeiros sobretudo, até médicos da própria especialidade, dão em"fugir", como o "diabo da cruz" e fazem pequenas crueldades como amarrar pulsos e braços, quando a "coisa" dá para o torto, já que a agitação pode eventualmente ser imensa. É uma forma cruel de "descalçar" a bota. Aí havia muito a falar...e a responsabilizar, até porque se trata de uma doença em que o carinho e a compreensão, fazem parte da atenuação dos sintomas, única acção possível e concretizável
Tudo porque a área da saúde desconhece total e completamente a doença, mesmo nos dias que vão correndo.E o pior: Muita ignorância, gera muita certeza. Ninguém consegue "entrar" nessa maldita doença. Lembra-nos a Lepra de outros tempos.Podemos mesmo dizer, que esta e o Alzheimer é a Lepra dos dias vão correndo e dos tempos mais modernos.
Por fim, há o reflexo dos milhares de comprimidos tomados no dia-a-dia: aaí, falham os rins, o fígado, o coração, o estômago, os orgãos vitais. E morre-se finalmente depois de tanto sofrimento: às vezes, anos de sofrimento.
Entretando o longo percurso da dor, do desalento, vai sendo "rendilhado" de revolta, da visão das recordações do passado, da interrogação de "morrer? Quando? E de outra: para quê viver...?
E ainda de outra: é uma doença rara?Ainda é, mas está deixando de ser. Pensa-se que daqui por vinte anos, não será. Hoje são vinte ou trinta milhões, Dentro de dez ou vinte anos, triplicará.
Até lá, (pelo menos por estes lados, Açores em em Porugal, em que a saúde nessa área, não é levada muito a sério), vão-se abandonando os doentes de Parkinson, apenas (e de quando em vez) lançando-lhe o epítete de "coitado".
Há dinheiro para tanta coisa. Para dar, roubar e vender, e não há para isto?
É caso para perguntar, se as doenças crónicas, incapacitantes, que dão muito dinheiro, devem ser "acauteladas" para que não haja mais crise?
Aqui fica a pergunta
A realidade é que os doentes de Parkinson estão abandonados ao seu terrível destino- morrer em dor e desalento, mal acompanhados, mal compreendidos, mal apoiados, sofrendo terrivelmente cada minuto que passa, sem quaisquer apoios e sem indicios ou prespectivas, quer de alivio dos sintomas, quer da cura almejada que não se divisa e chega
.
Esse desinteresse, e/ou essa falta de compreensão, essee fracasso e essa lacuna brutal por parte das instituições e entidades ligadas às plíticas da saúde, à própria mentalidade que se alcandorou nos próprios profissionais, deixam um sarro amargo vindo de outras eras, tempos em que a lepra, que quando detecatada punha o homo sapiens a fugir a toda a força.E mais, o ruir de toda uma ciência, que se chama medicina, que vai evoluindo mas muito pouco, com escolhos bem visíveis e evidentes
Não vou dizer o que é, ou o que foi essa experiência, porque não iriam acreditar. Eu próprio o diria, se mo perguntassem. Quedas diárias, algumas bastante graves; não dormir durante longas noites e durante anos, ter de "ajeitar" corpo, lençóis e cobertores, ou mudá-los simplesmente. Não comer ou comer aos sobressaltos. Vestir, despir, colocar na cama, mudar fraldas. Dar banho, hidratar continuamente tudo o que se revestisse de pele. Pôr as refeições na boca (enquanto é ou foi possível), e por fim, nem a boca se abre do doente para as receber. Ter de acudir às "necessidades" primárias. Ter de interromper o banho, para socorrer o doente que ameça estatelar-se no chão, quando se suponha já estar já dormindo. Superar a imensa dificuldade em administar medicamentos, (uma panóplia, que vai de carbidopa, a levadopa, passando por amandatina e um outro sem número de drogas, altamente tóxicas e nocivas para os orgãos, rins, fígado, etc.) que vão aumentando à medida que a degeneração avança (a doença de Parkinson é uma doença degenarativa). A despersonalização e o desinteresse pelo ambiente que rodeia o doente, vai tomando conta do cérebro e surge a demência, e o sofrimento constante, os gemidos, a dor lancinante e constante, proveniente dos inúmeros acidentes (pernas partidas, depois paralisadas, escoriações e contusões, etc). As noites são longas e sem fim, e a agitação, sobretudo de pernas e corpo, dão um desgaste impossível de descrever.A par de tudo isso, o epítete de doença incurável e degenarativa, vai minando negativamente todos os que rodeiam o doente e ele próprio.
Existem apenas"paliativos , que são administrados com a regularidade possível (chegam a ser tomados de hora a hora em doses reduzidas) mas ao fim de um tempo, deixam de responder ou seja, deixam de fazer qualquer efeito.
A incapacidade, torna-se total sobretudo quando existe o chamado estado (OFF). Sabe-se que vive apenas , porque respira.
A medicina não consegue, nem entender, nem responder. O pessoal de saúde, enfermeiros sobretudo, até médicos da própria especialidade, dão em"fugir", como o "diabo da cruz" e fazem pequenas crueldades como amarrar pulsos e braços, quando a "coisa" dá para o torto, já que a agitação pode eventualmente ser imensa. É uma forma cruel de "descalçar" a bota. Aí havia muito a falar...e a responsabilizar, até porque se trata de uma doença em que o carinho e a compreensão, fazem parte da atenuação dos sintomas, única acção possível e concretizável
Tudo porque a área da saúde desconhece total e completamente a doença, mesmo nos dias que vão correndo.E o pior: Muita ignorância, gera muita certeza. Ninguém consegue "entrar" nessa maldita doença. Lembra-nos a Lepra de outros tempos.Podemos mesmo dizer, que esta e o Alzheimer é a Lepra dos dias vão correndo e dos tempos mais modernos.
Por fim, há o reflexo dos milhares de comprimidos tomados no dia-a-dia: aaí, falham os rins, o fígado, o coração, o estômago, os orgãos vitais. E morre-se finalmente depois de tanto sofrimento: às vezes, anos de sofrimento.
Entretando o longo percurso da dor, do desalento, vai sendo "rendilhado" de revolta, da visão das recordações do passado, da interrogação de "morrer? Quando? E de outra: para quê viver...?
E ainda de outra: é uma doença rara?Ainda é, mas está deixando de ser. Pensa-se que daqui por vinte anos, não será. Hoje são vinte ou trinta milhões, Dentro de dez ou vinte anos, triplicará.
Até lá, (pelo menos por estes lados, Açores em em Porugal, em que a saúde nessa área, não é levada muito a sério), vão-se abandonando os doentes de Parkinson, apenas (e de quando em vez) lançando-lhe o epítete de "coitado".
Há dinheiro para tanta coisa. Para dar, roubar e vender, e não há para isto?
É caso para perguntar, se as doenças crónicas, incapacitantes, que dão muito dinheiro, devem ser "acauteladas" para que não haja mais crise?
Aqui fica a pergunta
A realidade é que os doentes de Parkinson estão abandonados ao seu terrível destino- morrer em dor e desalento, mal acompanhados, mal compreendidos, mal apoiados, sofrendo terrivelmente cada minuto que passa, sem quaisquer apoios e sem indicios ou prespectivas, quer de alivio dos sintomas, quer da cura almejada que não se divisa e chega
.
Esse desinteresse, e/ou essa falta de compreensão, essee fracasso e essa lacuna brutal por parte das instituições e entidades ligadas às plíticas da saúde, à própria mentalidade que se alcandorou nos próprios profissionais, deixam um sarro amargo vindo de outras eras, tempos em que a lepra, que quando detecatada punha o homo sapiens a fugir a toda a força.E mais, o ruir de toda uma ciência, que se chama medicina, que vai evoluindo mas muito pouco, com escolhos bem visíveis e evidentes
domingo, 20 de agosto de 2017
NA GÉNESE DO MISTÉRIO
O possível (ou o provável) descendente do "homo sapiens", mais concretamento, do ascendente do homem actual, animal eclético e "estranho", e pressupostamente melhor apetretechado no processo da evolução, deste espaço "apelidado" ou cognominado Terra, desde que inicou a sua fase de aperfeiçoamento e entendimento do meio, que o rodeava, da vida activa a que foi submetido, do seu fim (e finalidade), - a morte e a reprodução,- para além de se ir adaptando às ciscunstâncias da Natureza que o rodeava no dia-a-dia, foi criando e inventando, alternativas e "artimanhas" para estimular a sua própria luta de sobrevivência, simultâneo instinto/necessidade, deixando de fóra de forma enviesada sem apelo, aquilo que de momento não entendia, algo que com o tempo foi paulatinamente conquistando, sem que todavia o fizesse cabalmente. Daí ter "nascido" ou surgido o "mistério", algo que se tornou diferente, inacessível, mas que passou a fazer parte do quotidiano, quando a, ou as explicações, não surgiarm atempadamente ou eram relegadas para reflexão, segundo plano, e/ou, não encontravam as respostas mais fidedignas e dignas de crédito..
Daí o surgir de religiões, credos, ritos e rituais, de remédios para o sem remédio.
Daí ao prometer Vida eterna, já que ela, a Vida é a grande e a maior conquista da própria vida, foi um passo.
Porque a vida, toda ela, sendo algo indefinível, é algo magno, grandioso e maravilhoso. E o prometer dessa Eternidade, é também algo docemente maravilhoso, corroborando o pensamento a que está subjacento.
E tudo, porque a morte, é a negação da própria vida, a sua grande e inconciliável adversária, algo inconcebível, incompreensivel, fantasmagórico, o verdadeiro fim do milagre.
Vida e Morte, a génese dos mistérios e cocomitantemente das religiões, ritos e seitas, tábuas quiméricas da salvação, lenitivos improváveis para o fim, para o desespero e para
a dor.
Daí o surgir de religiões, credos, ritos e rituais, de remédios para o sem remédio.
Daí ao prometer Vida eterna, já que ela, a Vida é a grande e a maior conquista da própria vida, foi um passo.
Porque a vida, toda ela, sendo algo indefinível, é algo magno, grandioso e maravilhoso. E o prometer dessa Eternidade, é também algo docemente maravilhoso, corroborando o pensamento a que está subjacento.
E tudo, porque a morte, é a negação da própria vida, a sua grande e inconciliável adversária, algo inconcebível, incompreensivel, fantasmagórico, o verdadeiro fim do milagre.
Vida e Morte, a génese dos mistérios e cocomitantemente das religiões, ritos e seitas, tábuas quiméricas da salvação, lenitivos improváveis para o fim, para o desespero e para
a dor.
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Vender "graças" e des(graças). Esta a minha missão.
Será mesmo?
Estou a pensar na comunicação social, aquela que partilhei e colaborei a minha vida inteira.
Há pouco ouvia o "slogan" agora muito em uso":...Os hospitais devem, devem, devem, devem..."
Serviços que são altamente necessários, sobretudo do Estado, levam o estatuto de "caloteiros", maus pagadores, maus exemplos, mal geridos, corruptos e corrompidos, uma "quinta desgraça" no meio de tanta
"seriedade", de tanta "honestidade", de tanta proefeciência. Dá mesmo para rir. Isto quer dizer, que
são mesmo os privados os "bonzinhos"? Os banqueiros e os "banquinhos"? As empresas e os empresários?
Valha-nos Deus. Esses não enganam, não mentem. Não devem.e nem roubam?
Não! Os hospitais é que são os "mauzões", "os públicos", porque tratam as chagas e as mazelas de quem nada tem.
Bolas! Onde já ouvi isso?
E a dita (cuja) comunicação social, vai ajudando o lado errado.
Ou não vai?
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
AS MAIS VALIAS
O ser humano, temos de considerar, foi um "elemento privilegado" no processo de evolução, conhecido como o de Darwin, mas, não necessariamente, o que mais dele beneficiou ou se esforçou para que tal acontecesse. Daí que a convivência com a sua matriz-, a Natureza-, tenha-lhe "traído" e trazido alguns, amargos de boca e muitos dissabores.
E não faltará tempo, para que "mais e melhor" aconteça. É de supor até, que tudo volte à estaca "zero".
E isto, porque ele homem, com a sua suposta "inteligência" sem limites, mais não tem feito, do que desestabalizar o que supostamente foi ou era equilibrado.
Referimo-nos obviamente ao ambiente, causas e efeitos, algo que pode ser corrigido, para que a Vida, continue por aí, a dar afinal, um sinal da sua vida.
Isto até é possível.
O que continua sendo impossível, é sabermos o que viemos "AQUI" fazer? O que é a morte, e para que serve?
Se a doença é mandada pelos deuses, para purificar erros, que podem até não ser, ou se é algo que poderia ou pode ser evitado?
Sem falar nas prioridades da sua existência, de ser e como ser, o homem é afinal (e não passa,) de um "comparsa" ínfimo da Vida, que não sabe onde está, e mais, para onde e porque vai..
E a resposta é: mistério.
E assim nasceram os mistérios.
E não faltará tempo, para que "mais e melhor" aconteça. É de supor até, que tudo volte à estaca "zero".
E isto, porque ele homem, com a sua suposta "inteligência" sem limites, mais não tem feito, do que desestabalizar o que supostamente foi ou era equilibrado.
Referimo-nos obviamente ao ambiente, causas e efeitos, algo que pode ser corrigido, para que a Vida, continue por aí, a dar afinal, um sinal da sua vida.
Isto até é possível.
O que continua sendo impossível, é sabermos o que viemos "AQUI" fazer? O que é a morte, e para que serve?
Se a doença é mandada pelos deuses, para purificar erros, que podem até não ser, ou se é algo que poderia ou pode ser evitado?
Sem falar nas prioridades da sua existência, de ser e como ser, o homem é afinal (e não passa,) de um "comparsa" ínfimo da Vida, que não sabe onde está, e mais, para onde e porque vai..
E a resposta é: mistério.
E assim nasceram os mistérios.
Por essa e por outras razões, o ser humano é pequeno, muito pequeno, e quanto ao seu valor e saberes, é: NADA!
quinta-feira, 29 de junho de 2017
IRRACIONALIDADE?
Irracionalidade? É isso mesmo, que estamos a assistir: tentar politicamente, arranjar "bodes expiatórios", para que as "culpas não morram solteiras", frase muito a gosto dos políticos e suas hostes, nos tempos que vão correndo.
Mas aí está o problema: é que neste caso particular e brutal do incêndio de Pedrogão Grande, dada a sua dimensão, condições naturais específicas, tudo ou quase falhou, como as próprias telecomunicações, e as comunicações em geral, e falharam e falham, e vão falhar, se não houver uma prevenção de facto, aturada e consistente, já que, e isto sabe quem durante toda a sua vida andou ligado a essas "ninharias" das telecomunicações, agora menos "insípidas", por via dos satélites, mas que continuam a não ter garantia total, nem são cem por cento fidedignas. Há zonas mortas, temperaturas excessivas, zonas de sombra, condições oro-gráficas, montes e vales e o que mais a natureza e a mão humana, foram derramando a seu bel prazer. Culpas todos as têm; o que não limpa as suas matas. O que deixa até ao último pedaço de terra, para aproveitar e colocar lá uma árvore. O que não fiscaliza e faz vista grossa à coima. O que larga uma "isca", inconsciente ou conscientemente, a mando de mão criminosa e cria destas tragédias, que se vão repetindo todos os anos pelos Verões, há muitos e muitos anos a esta parte
Esta, a primeira questão.
A segunda, prende-se com as chamadas privatizações do tal organismo (SIRESP) que superintende no sector publico-privado, das ditas telecomunicações.
Note-se que a "essência" do privado, concomitantemente das parcerias publico-privadas, é o lucro e no privado tudo funciona dessa maneira. Se dá ou há lucro: atende-se. Se não dá ou não há prespetiva de o conseguir, que vá "pentear macacos".
E logo se configura, esse reles principio afinal de desigualdade: as cidades maiores, (como Lisboa, Porto, Coimbra, etc, até Ponta Delgada, empresas com nomes sonantes, como Medis, Medicare,e outras, na área saúde, por exemplo, exibem serviços diferenciados para fazer jus ao que pagam mensalmente os seus beneficiários e justificar o nome.
Os outros, como nós, e em outros locais mais pechinchinhos, pagam e de nada beneficiam, Até escandalosamente, pagam sobretaxa para ter médico e enfermeiro ao domicilio, e nem sequer há um domicilio ou a referência de um médico, para lá se ir aviar um receituário.
E a pergunta é esta: será isso legal?
Depois fala-se de, solidariedade.
Solidariedade de quem e de quê?
Solidariedade da periferia para o Centro? Ou dos mais pobres, para os mais aquecidos e privilegiados?
Mas aí está o problema: é que neste caso particular e brutal do incêndio de Pedrogão Grande, dada a sua dimensão, condições naturais específicas, tudo ou quase falhou, como as próprias telecomunicações, e as comunicações em geral, e falharam e falham, e vão falhar, se não houver uma prevenção de facto, aturada e consistente, já que, e isto sabe quem durante toda a sua vida andou ligado a essas "ninharias" das telecomunicações, agora menos "insípidas", por via dos satélites, mas que continuam a não ter garantia total, nem são cem por cento fidedignas. Há zonas mortas, temperaturas excessivas, zonas de sombra, condições oro-gráficas, montes e vales e o que mais a natureza e a mão humana, foram derramando a seu bel prazer. Culpas todos as têm; o que não limpa as suas matas. O que deixa até ao último pedaço de terra, para aproveitar e colocar lá uma árvore. O que não fiscaliza e faz vista grossa à coima. O que larga uma "isca", inconsciente ou conscientemente, a mando de mão criminosa e cria destas tragédias, que se vão repetindo todos os anos pelos Verões, há muitos e muitos anos a esta parte
Esta, a primeira questão.
A segunda, prende-se com as chamadas privatizações do tal organismo (SIRESP) que superintende no sector publico-privado, das ditas telecomunicações.
Note-se que a "essência" do privado, concomitantemente das parcerias publico-privadas, é o lucro e no privado tudo funciona dessa maneira. Se dá ou há lucro: atende-se. Se não dá ou não há prespetiva de o conseguir, que vá "pentear macacos".
E logo se configura, esse reles principio afinal de desigualdade: as cidades maiores, (como Lisboa, Porto, Coimbra, etc, até Ponta Delgada, empresas com nomes sonantes, como Medis, Medicare,e outras, na área saúde, por exemplo, exibem serviços diferenciados para fazer jus ao que pagam mensalmente os seus beneficiários e justificar o nome.
Os outros, como nós, e em outros locais mais pechinchinhos, pagam e de nada beneficiam, Até escandalosamente, pagam sobretaxa para ter médico e enfermeiro ao domicilio, e nem sequer há um domicilio ou a referência de um médico, para lá se ir aviar um receituário.
E a pergunta é esta: será isso legal?
Depois fala-se de, solidariedade.
Solidariedade de quem e de quê?
Solidariedade da periferia para o Centro? Ou dos mais pobres, para os mais aquecidos e privilegiados?
terça-feira, 27 de junho de 2017
A "CANALHICE", a sedução do nosso tempo
Sem querer esconder uma pitada de humor "negro", já se vê, digo, que não foi a grande "gesta" dos descobrimentos, nem sequer a sua longa e multifacetada história, geradora de uma cultura apreciável e "sui generis" , a grande obra de Portugal e a que os portugueses criaram
A sua monumental obra, foi, de facto, a sua própria língua.
Nascida na base da errância, e no descobrir e dar, "novos mundos ao mundo", foi-se enriquecendo e valorizando, tornando-se num "alforge" grandioso e imenso, de ideias e sentimentos, como poucos.
E entre o imenso léxico, que a comporta, escolhi (por acaso), um vocábulo, pouco ou raramente utilizado, mas que neste século estará na eminência e na evidência de o ser, direi mesmo, diária e repetidamente.
E o vocábulo é : "a canalhice".
"Acanalhar", um verbo mal aconselhado por ser rude, mas muito forte e real, que significa usar todos os meios, manhas e fórmulas, para denegrir, apoucar, prejudicar, desferir golpes, "sentenciar", "assaltar" ou "tomar de assalto", até mesmo caluniar.
E é vê-lo galhardamente, a passear de braço dado com a política, o partidarismo e a partidarite, o futebol e os futebóis e outras "fulgurâncias", que a sociedade actual vai gerando e gerindo.
A necessidade ou a crueldade, de fazer rolar cabeças, sem razão que justifique, de dizer "não" quando se aconselhava dizer "sim", de apelar à consciência, quando ela, nem sequer existe, de vender mentiras ou meias verdades, a troco de ganhos injustos.
É altura pois de dizer : basta! Vamos ser sérios!
A sua monumental obra, foi, de facto, a sua própria língua.
Nascida na base da errância, e no descobrir e dar, "novos mundos ao mundo", foi-se enriquecendo e valorizando, tornando-se num "alforge" grandioso e imenso, de ideias e sentimentos, como poucos.
E entre o imenso léxico, que a comporta, escolhi (por acaso), um vocábulo, pouco ou raramente utilizado, mas que neste século estará na eminência e na evidência de o ser, direi mesmo, diária e repetidamente.
E o vocábulo é : "a canalhice".
"Acanalhar", um verbo mal aconselhado por ser rude, mas muito forte e real, que significa usar todos os meios, manhas e fórmulas, para denegrir, apoucar, prejudicar, desferir golpes, "sentenciar", "assaltar" ou "tomar de assalto", até mesmo caluniar.
E é vê-lo galhardamente, a passear de braço dado com a política, o partidarismo e a partidarite, o futebol e os futebóis e outras "fulgurâncias", que a sociedade actual vai gerando e gerindo.
A necessidade ou a crueldade, de fazer rolar cabeças, sem razão que justifique, de dizer "não" quando se aconselhava dizer "sim", de apelar à consciência, quando ela, nem sequer existe, de vender mentiras ou meias verdades, a troco de ganhos injustos.
É altura pois de dizer : basta! Vamos ser sérios!
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