Cada vez menos me orgulho do que fomos e do que somos.
Como obra, para além da língua e talvez dos descobrimentos, pouco mais nos resta para nos orgulharmos, a não ser um certo desenrascanso, aprendido e apreendido com a dificuldade e uma misceginação vindo do norte de África e de outras bandas remotas, que nos trouxeram um certo espírito fatalista e um modo saudosista de viver...O fado e outras quinquilharias vêm daí...
Há quem consiga pintar melhor essa história que apesar de tudo admiro, mas reconheço que não trouxe muito ao presente, nem à nossa mentalidade e forma de encarar a vida...
Patriotismo?! Talvez...
Mas os Açores têm a sua própria história recheada de muitas incongruências e continuam à margem de muita coisa...Por parte da mãe ou da madrasta...a mil e seiscentos quilómetros de distância.
Valerá a pena falar-se em ser português? Sim! Mas dos Açores...
Apenas, e que eu saiba, um homem da política deu por isso. E ele chama-se Sócrates.
Apesar de não ter concordado com tudo o que ele fez, presto-lhe aqui a minha sincera e pública homenagem.
Foi o único que viu os Açores como um arquipéllago com nove ilhas, e não com duas, como a Madeira. Que retirou aos politicos algumas das regalias que ninguém ousava mexer. E muitas outras coisas... Estou a lembrar-me de que apenas oito anos apens davam direito ao descanso, às vezes também eles de descanso...Medidas dessas não agradam a toda a gente...
Daí o ódio do leque partidário, desde a direita revanchista, a uma esquerda incoerente e inadequeda.
Mas o portuga é assim mesmo: incoerente. Agride e trata mal quem não deve e paparica quem não merece... E às vezes é até ingrato...
Bem haja quem ajudou a fazer tal justiça...
QUANDO AS LETRAS SÃO IMAGENS
quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O PAÍS? OU O MUNDO QUE TEMOS?
Cada vez mais me convenço, de que a loucura atingiu fatal e finalmente o homo sapiens e deu-lhe a volta à moleirinha.
Pedem-se alvísseras.Quem nos acode. Ela (loucura), anda aí à solta e por todo o lado. Nos campos de futebol, nas arruadas políticas, nas auto estradas, nos Médios e Extremos Orientes, onde as bombas são atadas aos seios e à púbis dos adolescentes. Mata-se e depois morre-se. Ou melhor, morre-se e depois mata-se. À porta dos cafés e dos cinemas. E depois o regalo: vê-se tudo e o que mais houver em horário nobre na TV, numa esplanada apinhada ou no remanso de casa com o lulu por perto.
Enganem-se porque o regabofe ainda mal começou....
Isto vem a respeito do momento que se vive em Portugal de eleições.
Porquê e para quê? Quem vai governar? Quem e o quê, num país em que a direita e a esquerda (por vezes extrema) se entenderam bizarramente para derrubar um governo de centro? Sede de poder?
Aí entraram pela certa, os interesses de campanário ou as paixões pueris dos futebóis políticos.
Isto prova que vivemos e atulhámo-nos cada vez mais na gula do erro, individual e colectivo.
Grandes, só em orelhas quando elas são pronúncio de longevidade, não quando significam uma descendência pouco abonatória de algum muar teimoso, mas se calhar mais inteligente? Isto não senhor!
O portuga necessita de facto de um D Sebastião. De um Bandarra ou de um Quinto Império. Ou até de um D Quixote. Ou será que de uma direita política capaz de lembrar velhos e incrustados tempos?
Ou não será apenas de usar melhor a cabeça e o meio termo com maior lucidez?
Safa que estou envergonhado. E pensando mesmo a sério, se valerá a pena ser português?
Um país que abandona cães e velhos? Votar para quê e em quem? Para continuar na mesma?
Sabem uma coisa?
A obesidade é a maior doença e a causa maior de morte do século isto numa altura em que morrem também milhares de pessoas diariamante...mas (helas!), à fome ou de subnutrição. E pior: à sede...
Pedem-se alvísseras.Quem nos acode. Ela (loucura), anda aí à solta e por todo o lado. Nos campos de futebol, nas arruadas políticas, nas auto estradas, nos Médios e Extremos Orientes, onde as bombas são atadas aos seios e à púbis dos adolescentes. Mata-se e depois morre-se. Ou melhor, morre-se e depois mata-se. À porta dos cafés e dos cinemas. E depois o regalo: vê-se tudo e o que mais houver em horário nobre na TV, numa esplanada apinhada ou no remanso de casa com o lulu por perto.
Enganem-se porque o regabofe ainda mal começou....
Isto vem a respeito do momento que se vive em Portugal de eleições.
Porquê e para quê? Quem vai governar? Quem e o quê, num país em que a direita e a esquerda (por vezes extrema) se entenderam bizarramente para derrubar um governo de centro? Sede de poder?
Aí entraram pela certa, os interesses de campanário ou as paixões pueris dos futebóis políticos.
Isto prova que vivemos e atulhámo-nos cada vez mais na gula do erro, individual e colectivo.
Grandes, só em orelhas quando elas são pronúncio de longevidade, não quando significam uma descendência pouco abonatória de algum muar teimoso, mas se calhar mais inteligente? Isto não senhor!
O portuga necessita de facto de um D Sebastião. De um Bandarra ou de um Quinto Império. Ou até de um D Quixote. Ou será que de uma direita política capaz de lembrar velhos e incrustados tempos?
Ou não será apenas de usar melhor a cabeça e o meio termo com maior lucidez?
Safa que estou envergonhado. E pensando mesmo a sério, se valerá a pena ser português?
Um país que abandona cães e velhos? Votar para quê e em quem? Para continuar na mesma?
Sabem uma coisa?
A obesidade é a maior doença e a causa maior de morte do século isto numa altura em que morrem também milhares de pessoas diariamante...mas (helas!), à fome ou de subnutrição. E pior: à sede...
segunda-feira, 30 de maio de 2011
VIOLÊNCIA
Faz já uns anitos, que no jornal de saudosa memória "O Telégrafo", escrevi um artiguelho que se intitulava "À paulada é que a gente se entende". Era uma pequena "rábula" a criticar a violência contra pessoas e contra os animais e como era encarada essa violência pela justiça e pelas leis vigentes na altura.
Era sobretudo dirigida às autoridades e aos adultos, sobretudo aos mais envenenados pelas vicissitudes da vida.
O que agora vejo, e infelizemte, é que são os jovens os que pegaram melhor no testemunho e são e cada vez mais, os paladinos dessa violência.
Que diabo lhes passou pela cabeça? Que são e vão ser sempre "inimputaéveis", um palavrão que no meu entender e no meu tempo não se conhecia, porque se fazíamos alguma cabulice ou algo de errado, alguém tinha de ser chamado à pedra ou pagar por isso.
Os nossos velhotes é que lá iam quase sempre bater sola ou sentar-se com o tutu no banco dos réus, como aconteceu tantas vezes...
Não é justo restabelecer-se este "status", nem é medida aconselhável ou aceitável, mas deixar correr o marfim como está, não pode ser.
Quando e como vamos acabar com essa loucura?
Facadas, pontapés?...Que mais falta?
Há que avaliar e responsabilizar as pessoas. Rever as leis e ajustar as idades, e responsabilizar...E chamar à pedra os prevericadores.
Assim é que não pode ser.
Ou então vamos todos andar à paulada...
Será mesmo a solução...?
Era sobretudo dirigida às autoridades e aos adultos, sobretudo aos mais envenenados pelas vicissitudes da vida.
O que agora vejo, e infelizemte, é que são os jovens os que pegaram melhor no testemunho e são e cada vez mais, os paladinos dessa violência.
Que diabo lhes passou pela cabeça? Que são e vão ser sempre "inimputaéveis", um palavrão que no meu entender e no meu tempo não se conhecia, porque se fazíamos alguma cabulice ou algo de errado, alguém tinha de ser chamado à pedra ou pagar por isso.
Os nossos velhotes é que lá iam quase sempre bater sola ou sentar-se com o tutu no banco dos réus, como aconteceu tantas vezes...
Não é justo restabelecer-se este "status", nem é medida aconselhável ou aceitável, mas deixar correr o marfim como está, não pode ser.
Quando e como vamos acabar com essa loucura?
Facadas, pontapés?...Que mais falta?
Há que avaliar e responsabilizar as pessoas. Rever as leis e ajustar as idades, e responsabilizar...E chamar à pedra os prevericadores.
Assim é que não pode ser.
Ou então vamos todos andar à paulada...
Será mesmo a solução...?
segunda-feira, 16 de maio de 2011
A Maratona
A classe política portuguesa anda em rodopio e mais uma eleição à vista, faz redobrar esse rodopio que se converteu em diversão.
Há tambores, zés Pereiras, pandeiros, adufos e parlatórios.
O país está a ficar cansado, esgotado. E o pior: teso, sem dinheiro...
mas (helas!), alegre, bem disposto, e pronto para fazer festas e festanças.
Zangaram-se as comadres, dizem-se algumas verdades, e muitas mentiras. Mas uma mentira repetida, torna-se verdade...Uma fatalidade portuguesa, essa das mentiras... apenas mais uma....
Agora o que mais me surpreende e impressdiona é a vontade dessa gente querer para lá ir aquecer o poleiro, embora sabendo-se que o poder alicia muita gente...mesmo tenebroso como está.
Mas, francamente, como podem estar assim satisfeitos? E passeando? E saltitando de um lado para o outro, com a garganta e a lingua tão bem afinadas... e afiadas?
É caso para dizer: muito bem falava Zaratrusta...
Ou que o malogrado Nietzsche, talvez tivesse razão...
Há tambores, zés Pereiras, pandeiros, adufos e parlatórios.
O país está a ficar cansado, esgotado. E o pior: teso, sem dinheiro...
mas (helas!), alegre, bem disposto, e pronto para fazer festas e festanças.
Zangaram-se as comadres, dizem-se algumas verdades, e muitas mentiras. Mas uma mentira repetida, torna-se verdade...Uma fatalidade portuguesa, essa das mentiras... apenas mais uma....
Agora o que mais me surpreende e impressdiona é a vontade dessa gente querer para lá ir aquecer o poleiro, embora sabendo-se que o poder alicia muita gente...mesmo tenebroso como está.
Mas, francamente, como podem estar assim satisfeitos? E passeando? E saltitando de um lado para o outro, com a garganta e a lingua tão bem afinadas... e afiadas?
É caso para dizer: muito bem falava Zaratrusta...
Ou que o malogrado Nietzsche, talvez tivesse razão...
domingo, 1 de maio de 2011
1º de Maio. Dia dos Trabalhadores?!
Bonito, este nome.Quem os viu e quem os vê?
Onde estão? Alguém os viu ultimamente?
Ora, isto de discursos, é como se de água benta se tratasse: cada qual toma-a a seu gosto e a seu geito.
Agora, não me digam que o exemplo se dá dessa forma ridicula, quer nas tribunas improvisadas, quer nas arruadas mais indiscretas ou até nos arreópagos mais selectivos e sedutores.
Os exemplos fazem-se caminhando, de forma menos exuberante e mais humilde: pega-se na sachola e vai-se até ao quintalinho semear (ou plantar) umas batatinhas...
Olhem! E se não quiserem sujar as mãos, recomendo-lhes umas luvas.
Há delas para todos os gostos, preços e feitios...Nos hipermercados, abertos agora nos dias feriados e santificados...todo o santo dia...
Onde estão? Alguém os viu ultimamente?
Ora, isto de discursos, é como se de água benta se tratasse: cada qual toma-a a seu gosto e a seu geito.
Agora, não me digam que o exemplo se dá dessa forma ridicula, quer nas tribunas improvisadas, quer nas arruadas mais indiscretas ou até nos arreópagos mais selectivos e sedutores.
Os exemplos fazem-se caminhando, de forma menos exuberante e mais humilde: pega-se na sachola e vai-se até ao quintalinho semear (ou plantar) umas batatinhas...
Olhem! E se não quiserem sujar as mãos, recomendo-lhes umas luvas.
Há delas para todos os gostos, preços e feitios...Nos hipermercados, abertos agora nos dias feriados e santificados...todo o santo dia...
sexta-feira, 29 de abril de 2011
CABEÇAS COROADAS
Quem ocasionalmente se aventurar a abrir hoje a pequena caixinha de surpresas que revolucionou o mundo, sentir-se-a aturdido com o casamento do século: o de William and Kate.
Tanta realeza e tanta festança. Poderá até pensar-se, em fausto, fantasia, loucura ou se calhar, estupidez.
Que se pretende com tudo isto? Branquear a vida? Ou branquear simplesmente as cabeças mais coroadas desta Europa a várias velocidades? Isto num mundo que elegeu o cepticismo como parceiro privilegiado do dia-a-dia. E com certa razão.
É ver o panorama dos sem terra e dos sem pão. Dos famintos, dos deserdados. Dos que não têm uma codea...para roer...
Falar-lhes em perucas, ou de condes e de barões, de palácios encantados, e de primeiras damas, ou de frondosas caudas de vestidos nupciais de quinze metros, é no minímo, um exercício de incongruência bem ridiculo. Mais do que isso: escandaloso.
No entanto, parabens e felicidades aos jovens noivos. Coitados. Não têm culpa da palhaçada de que são alvo e estão a protagonizar...
A TV e os Media que o digam...Ganha-se dinheiro com isso...
É caso para dizer: God save de King.
E já agora, the Queen, mesmo velhinha como está...
Tanta realeza e tanta festança. Poderá até pensar-se, em fausto, fantasia, loucura ou se calhar, estupidez.
Que se pretende com tudo isto? Branquear a vida? Ou branquear simplesmente as cabeças mais coroadas desta Europa a várias velocidades? Isto num mundo que elegeu o cepticismo como parceiro privilegiado do dia-a-dia. E com certa razão.
É ver o panorama dos sem terra e dos sem pão. Dos famintos, dos deserdados. Dos que não têm uma codea...para roer...
Falar-lhes em perucas, ou de condes e de barões, de palácios encantados, e de primeiras damas, ou de frondosas caudas de vestidos nupciais de quinze metros, é no minímo, um exercício de incongruência bem ridiculo. Mais do que isso: escandaloso.
No entanto, parabens e felicidades aos jovens noivos. Coitados. Não têm culpa da palhaçada de que são alvo e estão a protagonizar...
A TV e os Media que o digam...Ganha-se dinheiro com isso...
É caso para dizer: God save de King.
E já agora, the Queen, mesmo velhinha como está...
domingo, 24 de abril de 2011
Lembras-te disto?! Se não, toma lá !
Cheguei a este mundo, num desavindo e desvairado camarote, de avelhentada nave espacial de terceira classe.
Adávamos por essa altura em meados dos anos trinta do século passado.
Aqui pelos Açores, vestia-se o que calhava. Havia uns felizerdos ( poucos?), que se entretinham a receber os saquinhos com as roupas da América, com um cheiro tão caracteristico que ganhou memória, encontradas talvez no Salvation Army ou nalgum outro e recatado caixote de lixo ao virar da esquina. Mas isto era oiro sobre azul...
Comia-se muito mal. A linguiça e os ovos eram os pratos, não direi favoritos, nem de referência, mas de resistência. A primeira, porque o anafado e pachorrento porco, era o mealheiro, o grande companheiro e o amigo da rotina da vida, que se alimentava tácita e pobremente dos miserandos restos que sobravam do dia-a-dia e (helas!), a subsistência certa, inevitável e possível, depois de levar a naifada no pescoço...
Galinha? Esta aparecia em dias festivos (nem sempre). e era garroteada a preceito em ambiente familiar...e recatado...
Já por essa altura os sacrifícios e os sarcófagos, ou melhor esses sacrificios, muito me impressionavam.
Porquê as galinhas? Ou as vacas, essas até sacrificadas alegremente com direito a despojos de exposição, nas festas ao Divino? Ou até os cordeirinhos, esses tão exaltados na doce e inigmática linguagem biblica judaico-cristã?
Imolados? Era isso. Mesmo sem qualquer culpa formada, a não ser a que lhe conferia da obrigação ou do direito de virem a este mundo, pela mesma Mão...a que cá nos colocou ...
Tudo isto fo-me moldando, modelando e dando uma percepção mais curiosa e activa da vida e da forma como a encarámos e vivemos.
E a conclusão veio mais cedo do que se supunha: vivemos sacrificando tudo o que nos rodeia e não só...
Incluindo, vejam só , o nosso semelhante...
Mesmo rodeados de religiões por todos os lados... até por cima...
Adávamos por essa altura em meados dos anos trinta do século passado.
Aqui pelos Açores, vestia-se o que calhava. Havia uns felizerdos ( poucos?), que se entretinham a receber os saquinhos com as roupas da América, com um cheiro tão caracteristico que ganhou memória, encontradas talvez no Salvation Army ou nalgum outro e recatado caixote de lixo ao virar da esquina. Mas isto era oiro sobre azul...
Comia-se muito mal. A linguiça e os ovos eram os pratos, não direi favoritos, nem de referência, mas de resistência. A primeira, porque o anafado e pachorrento porco, era o mealheiro, o grande companheiro e o amigo da rotina da vida, que se alimentava tácita e pobremente dos miserandos restos que sobravam do dia-a-dia e (helas!), a subsistência certa, inevitável e possível, depois de levar a naifada no pescoço...
Galinha? Esta aparecia em dias festivos (nem sempre). e era garroteada a preceito em ambiente familiar...e recatado...
Já por essa altura os sacrifícios e os sarcófagos, ou melhor esses sacrificios, muito me impressionavam.
Porquê as galinhas? Ou as vacas, essas até sacrificadas alegremente com direito a despojos de exposição, nas festas ao Divino? Ou até os cordeirinhos, esses tão exaltados na doce e inigmática linguagem biblica judaico-cristã?
Imolados? Era isso. Mesmo sem qualquer culpa formada, a não ser a que lhe conferia da obrigação ou do direito de virem a este mundo, pela mesma Mão...a que cá nos colocou ...
Tudo isto fo-me moldando, modelando e dando uma percepção mais curiosa e activa da vida e da forma como a encarámos e vivemos.
E a conclusão veio mais cedo do que se supunha: vivemos sacrificando tudo o que nos rodeia e não só...
Incluindo, vejam só , o nosso semelhante...
Mesmo rodeados de religiões por todos os lados... até por cima...
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